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  Geral

Empresário causa polêmica em entrevista

Após repercussão, ele diz que mentiu no calor da emoção ao falar “já teve casos de funcionários que pegaram covid foram tratados as minhas custas e não faltaram um dia se quer de trabalho”

Renata Almeida – especial para o Diário

 

“Lá na minha empresa eu pago ivermectina para todos os meus funcionários e já teve casos de funcionários que pegaram covid, foram tratados às minhas custas e não faltaram um dia se quer de trabalho. Sabe por que? Porque estavam se sentindo bem, estavam sendo medicados”, a declaração do empresário Nelson Baptista colocou Petrópolis em destaque na imprensa nacional nesta quinta-feira (1º). Durante entrevista em uma rede social de um canal local, na manifestação dos comerciantes sobre as medidas restritivas para conter a propagação da covid-19, o empresário da Rua Teresa defende o “tratamento precoce” com medicações que não possuem comprovação científica. Após a grande repercussão, em nota, Nelson diz que sua declaração foi inverídica e sua manifestação, exagerada e, por conta das emoções exacerbadas, acabou fornecendo “inverdades” sobre a situação exposta.

Durante a entrevista, Nelson criticou as medidas restritivas determinadas pela gestão municipal interina e sugeriu um método mais eficaz para combater o vírus na cidade. “Eu entendo que o caminho para resolver isto não é fazer lockdown na cidade. Temos que fazer uma rede de informações junto às comunidades, bairros, igrejas, clubes e associações de moradores,  onde possamos identificar as pessoas com os primeiros sintomas.  Essas pessoas seriam imediatamente assistidas pelos agentes de saúde e já começariam a fazer o “tratamento” em casa”, relatou. Nelson ainda destaca que a prefeitura tem condições de executar um trabalho mais eficaz. “Só conseguir fazer uma rede de informação para atender as pessoas na fase 1,2 e 3 da doença. Não faz o negacionismo que não existe tratamento precoce esperando as pessoas ficarem doentes para ir para os hospital, tem que fazer isso antes  fazendo isso com condições e profissionalismo e a prefeitura tem condições a gente vai conseguir driblar essa situação”, completou.

Na ocasião, o empresário pontua que o percentual de contaminados no comércio é muito pequeno e que a atividade não oferece risco às pessoas. “Dificilmente você vai ver pessoas do comércio hospitalizadas, com certeza não. Uma coisa tem que ser dita também, a covid veio para ficar, todos nós vamos pegar covid, não tenha dúvida, mas, tem que fazer o tratamento precoce”.

Médicos alertam : Kit Covid deve ser banido

Após um pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro sobre o “Kit covid” contendo hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e anticoagulantes,com  como prevenção à Covid-19, começou a luta dos profissionais da saúde e da comunicação para que a verdade prevaleça e as pessoas entendam que tais medicações não possuem eficácia comprovada. Nem o  próprio fabricante do remédio confirma a eficácia e não possui aprovação da maior organização reguladora do Brasil, a Anvisa. A Associação Médica Brasileira (AMB),  também é taxativa: o kit deve ser banido.

Nota de retratação do empresário:

O empresário Nelson Baptista vem a público, através desta nota, esclarecer que cometeu um erro. O fato relatado em entrevista nesta quarta-feira (31.03) nunca ocorreu.

Na ânsia de tentar resolver o problema em que o empresariado local se encontra, e no desespero de ver as lojas fechadas e em risco de falência, acabou fornecendo “inverdades” sobre a situação exposta. Empresário em Petrópolis há 40 anos, ele preza pelo desenvolvimento da cidade e reconhece a importância que o setor de bens e serviços tem na engrenagem econômica do município. Ciente da responsabilidade pela manutenção do seu negócio e sustento da própria família e de seus colaboradores, o empresário vem testemunhando diversos empreendimentos fechando as portas em consequência das pesadas cargas tributárias e sucessivos impedimentos de pleno funcionamento das lojas, gerando demissões e desespero de inúmeras famílias.

O cenário atual é de incertezas e desesperança. Não há perspectivas de melhora para o setor empresarial, atmosfera que causa pressão psicológica e consequentemente favorece atitudes errôneas por parte de quem se preocupa com o presente e futuro da sua empresa.

Nelson reconhece que sua declaração foi inverídica e sua manifestação, exagerada, se deu por conta das emoções exacerbadas. Em 2020, no primeiro fechamento total do comércio, a empresa de Nelson reduziu o quadro de funcionários e hoje conta apenas com uma colaboradora. Colaboradora esta que, há seis meses positivou para covid, mas que recebeu todo atendimento médico na rede pública e permaneceu em casa pelo tempo recomendado: 14 dias.

Ele afirma que nunca ofereceu Ivermectina para nenhum colaborador e reforça seu compromisso em preservar seus negócios e seu segmento profissional. E por isso se desculpa pelas palavras equivocadas e pelo desconforto que causou à população.

O empresário, no “calor da emoção” provocado pelo momento de protesto cometeu um erro, e tal atitude não reflete nenhuma verdade, uma vez que não houve nenhum colaborador com covid-19 em atividade dentro da loja. Ele se coloca à disposição dos órgãos competentes e mais uma vez pede desculpas à sociedade.

 

 



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