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  Economia

Empresários dizem que linhas de crédito ainda não chegam

Empresas têm novas expectativas com anúncio do Banco Central

Jaqueline Ribeiro - especial para o Diário 

O presidente do Convention & Visitors Bureau, Samir El Ghaoui

Diante do anúncio de mais uma linha de crédito prometendo suporte a empresários que acumulam prejuízos por conta da pandemia de covid-19, representantes do empresariado petropolitano renovam as expectativas, mas afirmam que, na prática, até o momento a maior parte das empresas da cidade não conseguiu acesso  aos recursos anunciados repetidas vezes pelo governo federal. Na terça-feira (23.06), o Banco Central anunciou um pacote bilionário que promete "destravar" a oferta de crédito para pequenas empresas e também pessoas físicas, podendo injetar até R$ 270 bilhões na economia. Entre as medidas anunciadas, está a liberação de uso de imóvel financiado para fazer um novo empréstimo, com taxa de juros menor - 8%.

Na semana passada o governo Federal já havia anunciado outra modalidade de crédito por meio do Programa de Apoio às Microempresas e Empresas do Pequeno Porte (Pronampe), prometendo condições especiais, com crédito correspondente a até 30% do faturamento anual de 2019. Mas na prática, empresas encontram dificuldade para ter acesso ao crédito.

- O que estamos vendo é que o governo federal anuncia as medidas, mas não operacionaliza isso. Não adianta eles anunciaram diferentes pacotes, se na prática os recursos não chegam para os empresários. Todos estamos precisando demais destes recursos, a maioria já passou do limite, já fez tudo que podia, é fundamental que estes recursos cheguem - avalia o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Marcelo Fiorini.

Fiorini conta que, assim como tantos outros empresários da cidade, está em contato com os bancos desde a semana passada, mas até o momento não obteve retorno positivo. o presidente do Sicomércio considera que seria importante que bancos privados fossem cadastrados para que também disponibilizassem as linhas de crédito especiais.

A dificuldade de acesso também é sentida por empresários do setor de hotelaria, que registra mais de 1.000 demissões e pelo menos 10 hotéis e pousadas que encerraram as atividades. - Continuamos na expectativa de que este auxilio chegue, mas a realidade muito pouca gente conseguiu ter acesso as linhas de crédito disponibilizadas até o momento. Vemos até agora que foram medidas que favoreceram apenas as grandes empresas, os menores não estão conseguindo ter acesso. Anunciam bilhões, mas estes recursos não estão chegando na ponta - afirma o presidente do Convention & Visitors Bureau, Samir El Ghaoui.

Sem conseguir ter acesso aos recursos anunciados, empresas vêm a situação se agravar a cada dia.  - A grande maioria espera por este apoio para minimizar o passivo que vai se acumulando. Mas o que vemos é que o tempo vai passando, e os problemas vão aumentando, algumas empresas já tem dificuldades para conseguir certidão negativa. Se pelo menos parte destes milhões anunciados chegar a ponta, já irá nos auxiliar muito - afirma Samir.

  

 

 

 



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