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  Crise

Empresários enfrentam dificuldades

Muitos não conseguem crédito do governo

Jaqueline Gomes

 Em abril, o governo federal criou uma linha de crédito de R$ 34 bilhões para garantir o pagamento dos salários em empresas com receita anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, durante a pandemia do novo coronavírus. Para ter acesso ao Programa Emergencial de Suporte a Empregos, o empresário fica impedido de demitir funcionários por pelo menos 60 dias. Porém, muitos petropolitanos não conseguiram ter acesso ao auxílio e passam por dificuldades.

 

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Petrópolis (Sicomércio), Marcelo Fiorini (foto), poucos empresários de Petrópolis conseguiram o crédito pelas características das empresas da cidade, pois precisam ter, por exemplo, folha de pagamento em bancos, o que muitas não têm.

- É uma medida que não chega na ponta, ou seja, os empresários que precisam não estão tendo acesso. Acreditamos que apenas 30% dos empresários da cidade poderão conseguir. A maioria das empresas da cidade tem entre dois e quatro funcionários e não utilizam pagamento de folha com conta salário. Este tipo de sistema é adotado apenas pelas grandes empresas, ou seja, é um dinheiro que dificilmente vai chegar na ponta, para auxiliar aqueles empresários que de fato precisam - avalia o presidente do Sicomércio, Marcelo Fiorini.

Com isso, as demissões se tornam inevitáveis, prejudicando ainda mais a economia do município.

- Sabemos que houve muitas demissões, mas não tivemos acesso aos números, pois o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) está desatualizado. Muitos empresários estão renegociando os pagamentos com os fornecedores, suspenderam contratos de trabalho, algumas despesas foram remanejadas para pagamento futuro, houve redução de despesas e intensificaram as vendas online. Aguardamos que tudo volte ao normal o mais breve possível – lamenta Fiorini.

Maior shopping a céu aberto do Estado, a Rua Teresa também amarga prejuízos com as lojas fechadas e os donos dos estabelecimentos tentam se manter com vendas pela internet.

- Os empresários estão com dificuldades em conseguir o crédito e qualquer tipo de apoio financeiro dos governos. Os impostos continuam vindo, assim como outras despesas. Muitas empresas já fecharam por dificuldades em negociar essas despesas.

Estamos há dois meses fechados. Intensificamos as vendas online, mas o retorno financeiro não se equipara ao de uma loja aberta – explica a presidente da Associação da Rua Teresa (ARTE), Denise Fiorini.

Como funciona o crédito

A medida beneficia apenas empresas que faturam de R$ 360 mil a R$ 10 milhões por ano. O limite de financiamento é de dois salários mínimos. Ou seja, se o trabalhador ganha mais de dois salários mínimos, a empresa terá de complementar o salário. Ao contratar o crédito, a empresa assume o compromisso de não demitir o funcionário nesse período de dois meses. As microempresas não estão incluídas na linha emergencial de crédito para a manutenção do emprego em meio à pandemia de coronavírus.

De acordo com o texto, 85% do valor de cada financiamento é custeado com recursos da União. Os 15% restantes ficam a cargo das instituições financeiras. Os bancos podem formalizar as operações de crédito até o dia 30 de junho e cobrar taxas de juros de até 3,65% ao ano. O prazo para o pagamento é de 36 meses, com carência de seis meses.

 



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