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  ENTREVISTA

ENTREVISTA - Leonardo Randolfo

Gestão comparatilhada é a meta da Fundação de Cultura

 

O maestro Leonardo Randolfo, de 28 anos, assumiu a Fundação de Cultura e Turismo (FCTP) de Petrópolis com um lema: gestão compartilhada. Randolfo, que foi presidente do Conselho Municipal de Cultura, pretende ampliar o diálogo com a sociedade civil organizada, utilizando o órgão deliberativo para propor as ideias e garantir que todos os segmentos contribuam com as políticas públicas. Em entrevista ao Diário, ele falou sobre os desafios que irá encontrar na pasta e os seus projetos para o setor.

- Neste começo, a nossa prioridade é realizar o pagamento do pessoal e manter os equipamentos públicos. Conseguimos uma emenda no orçamento municipal de R$ 80 mil para realizar melhorias na Biblioteca Municipal, a terceira mais importante do Estado. Estamos estudando as carências e as intervenções que precisam ser feitas não só lá, mas em toda a cidade. O estado dos Centros de Informações Turísticas, do Theatro Dom Pedro e de pontos turísticos, como o Palácio de Cristal e a Casa de Santos Dumont, é lamentável, e há a necessidade de obras de recuperação – disse Randolfo.

Outra meta do novo presidente da Fundação de Cultura é aumentar a interlocução com a sociedade civil organizada. Para Leonardo Randolfo, a presença do prefeito Bernardo Rossi na primeira reunião do Conselho Municipal de Cultura deste ano, na última segunda (9), é um indicativo de que a participação popular será mais estimulada na atual gestão.

- Primeiro, vamos ampliar esse diálogo. Entender a demanda de todos os setores envolvidos na produção cultural para discutir o manejamento das verbas públicas. O Fundo Municipal de Cultura tem, hoje, R$ 700 mil. Vamos debater as necessidades de cada segmento para que todos os setores tenham o mínimo necessário para fomentar a cultura. Vamos revisar o Plano Municipal de Cultura para que todas as suas diretrizes sejam cumpridas – afirmou.

De acordo com Leonardo Randolfo, o calendário de eventos está consolidado, mas a situação econômica obriga uma revisão nos valores que são aportados nos eventos pelo município. A nova gestão pretende mudar perfil da Fundação de Cultura, de indutora dos eventos para prospectora, buscar cada vez mais verbas no governo federal e em outras fontes de recursos.

- Hoje, a Bauernfest, por exemplo, consome R$ 1,5 milhão da Fundação de Cultura e Turismo. Não podemos mais gastar tanto dinheiro em um evento que já tem força e consegue se viabilizar. Vamos manter todo o apoio à festa, buscando a manutenção e até a ampliação dos investimentos, mas por meio do setor privado, com verbas de patrocínio e outras fontes de recursos – disse.

Viradão cultural com valorização dos talentos locais

A valorização dos artistas locais é outra meta da nova gestão que assumiu a Fundação há 15 dias.

- Neste conceito de gestão compartilhada, vamos construir pontes e voltar a valorizar os artistas da nossa cidade. Temos aqui cantores, atores e bandas com um gigantesco potencial, mas que não recebiam o devido valor – disse Randolfo.

O responsável pela pasta da Cultura na gestão Bernardo Rossi disse, ainda, que o “Viradão cultural” – com 24 horas de programação cultural ininterruptas – será um dos primeiros eventos promovidos pela Fundação de Cultura em 2017. Os detalhes sobre a organização e a realização do evento, que também pretende valorizar os artistas locais, serão debatidos e deliberados pelo Conselho Municipal de Cultura.

Carnaval nos bairros

Sobre a realização do Carnaval, Leonardo Randolfo afirma que está dialogando com as pessoas envolvidas no setor e está olhando a questão com carinho, sem “marginalizar” a festa. O novo presidente da Fundação de Cultura é priorizar os bailes e os blocos de carnaval, especialmente nos bairros, com poucos recursos públicos – “quase zero”, segundo ele.

- Vamos levantar os custos e buscar recursos da iniciativa privada – disse Randolfo.

Incentivo ao canto coral

O novo presidente da Fundação tem uma relação especial com o segmento do canto coral, que continua muito presente em Petrópolis. Maestro fundador do Coral Dó-Ré-Mi, Leonardo Randolfo foi coordenador do projeto Canta Petrópolis – cargo que está deixando em virtude da nova função na gestão pública. Ele deixa claro que não vai se dedicar exclusivamente ao segmento, mas que ele também está incluído na lista de ações:

- Eu não vou ser um presidente apenas do segmento do canto coral, porque, na presidência da Fundação, tenho que trabalhar para todos os segmentos, e não beneficiar alguns em detrimento de outros. Hoje, o segmento é independente, com mais de 100 grupos e cinco mil cantores. Vamos fazer de tudo para estimular cada vez mais as ações do canto coral na cidade – disse.

Equipe técnica para arrumar a casa

Randolfo destacou que o prefeito Bernardo Rossi deu total autonomia para ele montar a sua equipe.

- O prefeito já deixou claro nas reuniões do secretariado que irá cobrar os resultados de toda a equipe, mas está dando autonomia para que a gente possa realizar o nosso trabalho. Conseguimos colocar uma equipe técnica, e este será o critério que irá nortear a nossa gestão – disse o músico, destacando os desafios do governo para arrumar a casa.

- Estamos remanejando os funcionários, e cortando cargos em comissão. Encontramos a Fundação como um verdadeiro cabide de cargos comissionados, o que gera um colapso no trabalho, com a descontinuidade dos trabalhos. Vamos valorizar os servidores públicos – disse.



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