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  VACINA

Estado registrou nove casos de sarampo no ano

Em Petrópolis, 1.590 crianças foram vacinadas contra a doença

João Vitor Brum


 Em 2019, os casos de sarampo registrados no mundo apresentaram alta de 300%, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, foram 10.274 registros da doença, sendo 9.778 apenas no Amazonas e 355 em Roraima, o que fez com que o país perdesse o certificado de erradicação do sarampo. O Rio de Janeiro foi o quarto estado com maior número de casos, com 19 pessoas em 2018. Neste ano, já foram nove casos no estado, e, em Petrópolis, o número de pessoas vacinadas aumentou 73% nas últimas seis semanas. A pediatra Stela Zambelli, em entrevista ao Diário, destacou a importância da vacinação.

A OMS informou que a taxa de cobertura vacinal global está abaixo da meta, em 85%, e que os números de cobertura da segunda dose da vacina são ainda mais baixos: apenas 67%. No Rio de Janeiro, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a cobertura é de 95%, imunizando crianças entre um e cinco anos incompletos. A SES informou, também, que não houve óbitos entre os nove casos registrados.

- O sarampo estava praticamente erradicado, mas a corrente anti-vacinação atrapalhou muito. O movimento teve início na Europa, e, como o Brasil é um país turístico, a doença voltou ao país. Há uma notícia nas redes sociais informando que a vacina triviral causa autismo, mas não há nada que comprove esta informação. Os responsáveis precisam ser conscientes, é importante proteger as crianças. Não há contraindicação para a vacina, que é essencial – destacou a doutora Stela Zambelli.

A médica, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que atua na cidade há 31 anos, destacou que é importante que as famílias sejam orientadas apenas pelos pediatras, e não por notícias divulgadas em redes sociais sem confirmação.

- A família precisa confiar no médico. O pediatra é o médico da família, é uma relação diferente. Alguns pais, inclusive, tiram dúvidas sobre doenças deles comigo, pela relação próxima. Por isso, é essencial que o médico oriente a família quanto à vacinação e que os responsáveis sigam a orientação – salientou.

Em Petrópolis, 1.590 crianças foram imunizadas com a vacina tríplice viral, que previne contra o sarampo, caxumba e rubéola, número 73% maior do que o registrado no dia 29 de abril, quando o Diário produziu uma matéria sobre o assunto. Uma campanha de multivacinação para crianças e adolescentes será realizada na cidade em agosto, para atualização da caderneta de vacinas.

Para se vacinar, basta ter entre um e 49 anos e se dirigir a uma das salas de vacinação do município, apresentando a caderneta e documento de identidade.

- O município não registra caso de sarampo desde 1997, mas é sempre importante que as pessoas mantenham a caderneta de vacinação em dia. A imunização é essencial para a proteção contra a doença -, destaca a secretária de Saúde, Fabíola Heck. Na matéria anterior, já citada, a Prefeitura informou que o último caso de sarampo na cidade tinha sido registrado em 1992. 

O que é o sarampo? 

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, de natureza viral, grave e transmitida pela fala, tosse, espirro, beijos, entre outros. A única forma de prevenção é a vacina. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, principalmente em crianças desnutridas e/ou menores de um ano. Há locais no mundo em que a principal causa de mortalidade entre crianças com menos de cinco anos é o sarampo.

Há pessoas que não apresentam sintomas da doença, mas, quando eles aparecem, são destacados: manchas no corpo e no rosto, coceira, conjuntivite, febre, tosse persistente, infecção no ouvido, entre outros.

O Brasil recebeu o certificado de erradicação da doença em 2016, mas o perdeu após um surto ser registrado no ano passado. A doutora Stela Zambelli informou que cerca de 100% de seus pacientes são orientados e vacinados contra doença.

- Os pais, no geral, são conscientes, pelo menos os que vêm a mim. Acredito que todos os meus pacientes estejam com as vacinas em dia, em especial as obrigatórias, oferecidas de forma gratuita – informou a médica.

- Vacinei meus filhos e tenho orgulho em dizer que vacinarei também meus netos. Como médica, estou sempre buscando me atualizar, estudar, buscar informações. É nosso trabalho. Por isso, é importante destacar, novamente, que é essencial que a família confie no pediatra e siga as orientações do profissionais – completou Stela.

 



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