Edição anterior (1666):
segunda-feira, 03 de junho de 2019
Ed. 1666:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1666): segunda-feira, 03 de junho de 2019

Ed.1666:

Compartilhe:

Voltar:


  VACINA

 

 

Fake news também atrapalham vacinações

Informações falsas nas redes sociais podem prejudicar crianças

Wellington Daniel

Não é difícil ver nas redes sociais notícias falsas, as chamadas fake news, sobre vacinação. Estas ações estão causando a queda de imunização de várias doenças. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a campanha de vacinação contra a gripe teve que ser prorrogada devido a baixa adesão do público-alvo e, em todo o Brasil, o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) aponta que a procura por vacinas contra o sarampo também estão sendo prejudicadas.

A Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Saúde, informou no dia 26 de abril ao Diário de Petrópolis que 918 crianças haviam recebido doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) nos primeiros meses de 2019. Em todo o ano de 2018, foram 3.528, representando uma cobertura de 91,7% no município. Mas, apesar dos altos índices de cobertura, a coordenadoria informou que tem notado um histórico de queda no número de imunizados.

O Unicef ainda diz que a média anual de crianças que não receberam imunização contra o sarampo entre 2010 e 2017 é de 21,1 milhões em todo o mundo. No período, 940 mil crianças não foram receberam a tríplice viral no Brasil, segundo dados do Programa Nacional de Imunizações. O resultado foi grave: em 2018, o país registrou um surto de sarampo com 10.326 casos, liderando o ranking de países que não possuíam registros da doença em 2017 e tiveram no ano posterior.

O professor Paulo Cesar Guimarães, pediatra, infectologista e diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis, aponta que há doenças reaparecendo devido a pouca adesão a vacinação.

- Há doenças reaparecendo devido a baixa procura pelas vacinas, o sarampo é a mais importante. No caso do sarampo, a imigração sem controle contribuiu de forma objetiva – explicou.

O professor também diz que as vacinas evitam doenças que podem levar a morte.

- As vacinas foram estudadas durante anos, algumas por mais de 10 anos, antes de serem autorizadas para uso. Elas evitam muitas doenças que antes delas levavam à morte. As pessoas que participaram da elaboração das fake news deveriam ser punidas – afirma.

E diferente do que é falado nas redes sociais, as vacinas por muitas vezes não fazem mal, segundo o diretor da FMP. E também explica o porquê da vacinação da gripe ser feita anualmente.

- Os vírus, geralmente, mudam anualmente. Mesmo quando não há alteração, serve como reforço – disse.

A vacina contra a influenza segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a temporada no hemisfério. Por isso, contempla a imunização de três tipos, chamados “cepas”, do vírus: H1N1, H3N2 e B/Victoria/2/87.

Campanhas de conscientização

A pessoa que receber alguma informação sobre vacinação, pode conferir junto ao Ministério da Saúde a veracidade da mesma. É que a pasta disponibiliza um número de telefone com whatsapp que apura as informações pelas áreas técnicas e responde oficialmente. O telefone é: (61)99289-4640.

Na página do Ministério, também são desmentidas algumas fake news divulgadas. A seguir, alguns exemplos destas informações falsas.

1.     Vacinas não causam autismo

- Não, vacinas não causam autismo. Um estudo apresentado em 1998, que levantou preocupações sobre uma possível relação entre a vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola e o autismo, foi posteriormente considerado seriamente falho e o artigo foi retirado pela revista que o publicou – diz o Ministério.

2.     Vacinas não tem efeitos colaterais e podem ser fatais

- Não é verdade. As vacinas são muito seguras. A maioria das reações são geralmente pequenas e temporárias, como um braço dolorido ou uma febre ligeira. Eventos graves de saúde são extremamente raros e cuidadosamente monitorados e investigados. É muito mais provável que uma pessoa adoeça gravemente por uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina. A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia; o sarampo pode causar encefalite e cegueira; e algumas doenças preveníveis por meio da vacinação podem até resultar em morte – explica a pasta.

3.     Vacinas não possuem mercúrio em quantidade arriscada

- Não existe evidência que sugira que a quantidade de tiomersal utilizada nas vacinas represente um risco para a saúde. O tiomersal é um composto orgânico, que contém mercúrio, adicionado a algumas vacinas como conservante. É o conservante mais utilizado para vacinas que são fornecidas em frascos multidose – conclui o Ministério.



Edição anterior (1666):
segunda-feira, 03 de junho de 2019
Ed. 1666:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1666): segunda-feira, 03 de junho de 2019

Ed.1666:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior