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  Educação

Falta de manutenção adia volta às aulas no Liceu Cordolino Ambrósio

 Secretária de Educação afirma que antigo diretor não funcionou no cargo e não preparou a escola

João Vitor Brum

joaovitor@diariodepetropolis.com.br

Cerca de 40 mil crianças e adolescentes atendidos pela rede municipal de ensino voltaram às aulas na última segunda-feira (4), em toda a cidade. Entretanto, estudantes do Liceu Municipal Cordolino Ambrósio, um dos mais importantes colégios administrados pela Prefeitura, foram enviados de volta para casa devido a problemas estruturais no prédio. O transtorno fez com que as férias fossem estendidas por mais uma semana e causou revolta entre pais e responsáveis.

O Liceu atende 1.800 alunos, do 6º ano do ensino fundamental até o 3º do ensino médio. Na segunda-feira, os estudantes do 6º ao 8º ano chegaram à escola para as aulas que seriam iniciadas às 6h30. Eles foram até suas respectivas salas, conheceram as turmas e foram liberados antes de 6h50, levando consigo um aviso de uma reunião que seria realizada no dia seguinte.

O restante dos alunos, que retornaria nesta terça-feira, passou pela mesma situação, porém seus pais não foram avisados sobre a reunião que aconteceu no mesmo dia. Os presentes ficaram sabendo por pais de alunos de outras séries, que passaram fotos e mensagens sobre a situação da escola. 

- É revoltante, perdi totalmente a confiança na escola. Meu filho estuda aqui há quatro anos, e nunca vi a situação desta forma. Claro que tinham problemas, como a água, que já estava imprópria para consumo, mas nada desse nível – disse Jaqueline dos Santos, moradora do Taquara e mãe de um aluno do 9º ano da escola.

Foram divulgadas reformas em 29 escolas da rede, totalizando R$ 541 mil, mas o Liceu, uma referência no ensino municipal, em pleno Centro Histórico, ficou de fora. O fato chama atenção porque a própria Prefeitura informou que o prédio não recebe reformas desde 2014, quando ações superficiais foram realizadas.

- Não entendo como no dia em que as aulas voltam eles percebem os problemas. Ninguém podia resolver isso durante as férias? Quem perde são os alunos, que já vão começar o ano perdendo uma semana de aulas. Além disso, as aulas de semana que vem não serão em período integral, pelo o que foi informado – completou a mãe.

O estado da escola é de abandono. Paredes descascadas e com infiltrações, janelas quebradas, carteiras velhas espalhadas pelos corredores, salas sem nenhuma estrutura para receber os quase dois mil alunos. Muitos pais utilizaram as redes sociais para demonstrar indignação pelo caso.

A Secretaria de Educação enviou nota à imprensa informando que uma força-tarefa foi montada para realizar reparos na unidade, para que as aulas retornem na próxima segunda-feira (11). O adiamento foi decidido em uma reunião entre a secretária Márcia Palma e os pais, nesta terça (5), um dia após a volta oficial.

Na nota, Palma culpou o antigo diretor, que saiu na última semana, alegando que o mesmo “não funcionou no cargo” e “não deixou a escola preparada para o início das aulas”. Mesmo com os problemas, ele foi realocado para outro cargo na Secretaria. 

Uma entrevista com a nova diretora, Márcia Chiote, que assumiu na última sexta-feira (1º), foi solicitada à assessoria de comunicação da Prefeitura, que não respondeu ao pedido, enviando apenas a nota já mencionada. 



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