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  Geral

Família busca apoio para tratar paciente com doença neurológica grave

Mulher de 38 anos está há 9 meses internada na UTI do HAC sem melhora

Jaqueline Ribeiro – especial para o Diário


 Sem saber mais o que fazer após nove meses vendo a filha Ana Carolina, de 38 anos, internada em um leito de UTI do Hospital Alcides Carneiro, em função de um quadro repentino de paralisia dos movimentos do pescoço para baixo, a enfermeira Deborath Teresa Fraguas Pires, procura apoio de especialista em mielite aguda para  tratamento que possibilite a recuperação da jovem. Da noite para o dia Ana teve a vida totalmente alterada pela doença neurológica, que de forma severa paralisou repentinamente todos os movimentos.  

- Sou uma mãe desesperada que fará o possível para que a filha tenha acesso a algum tipo de tratamento especializado, talvez em algum hospital de referência em neurologia. Não medirei esforços para que seja possível conseguirmos ajuda de algum especialista que entenda esta doença, para que minha filha tenha a chance de se recuperar e voltar pra casa para cuidar dos filhos de 8 e 15 anos que a esperam – desabafa a mãe.

O drama da família começou em fevereiro. Deborath conta que Ana Carolina  não tinha problemas de saúde, dormiu saudável, acordou sentindo uma dor na perna e em poucas horas perdeu todos os movimentos do pescoço para baixo, ficando tetraplégica. Desde então Ana Carolina está internada em um leito de UTI no HAC, respirando com a ajuda de aparelhos e recebendo cuidados que mantém o quadro estável, porém sem melhora significativa do quadro neurológico.

- Ela está recebendo toda atenção da equipe do HAC, passou por vários exames e tentativas de tratamento, mas nada adiantou. Eles permitiram que levássemos um neurologista de fora do hospital para avaliá-la, há algum tempo, mas nenhum tratamento funcionou até o momento. Estão fazendo o possível no HAC, mas eles não são especializados na doença dela. Fiquei desesperada anteontem quando a médica me disse lá que não há mais o que fazer por ela. Por isso decidi fazer um apelo nas redes sociais tentando que algum neurologista que tenha conhecimento sobre esta doença, possa nos ajudar – explica a mãe, que após a divulgação do caso foi chamada para uma reunião no Hospital Alcides Carneiro.

- Estão nos propondo apoio para tratamento em home care, mas ela precisa de um acompanhamento especializado, com um neurologista que possa estudar o caso dela e apontar algum tratamento possível pra ela. Apesar do quadro grave, nossa guerreira permanece todo o tempo consciente, conversa e confia que irá voltar para casa. É a garra dela que me dá forças para seguir pedindo ajuda de todos para fazer este caso chegar a algum especialista da área médica que queira entender o caso e possa nos ajudar a salvar nossa Ana – desabafa a mãe.

Questionada, a prefeitura informou  que a paciente citada vem sendo acompanhada, tratada e monitorada diariamente pelas equipes de médicos intensivistas da unidade desde sua internação, com suporte de médicos neurologistas do Hospital Alcides Carneiro. Segundo o médico responsável pelo caso, o Hospital Alcides Carneiro mantém contato diário com a família para relatar todos os procedimentos que vêm sendo realizados e informar o passo a passo do tratamento.

A prefeitura afirma ainda em nota, que a paciente já possui diagnóstico fechado pelos profissionais, um quadro de tetraplegia flácida e mielite aguda. Diante do quadro, o Hospital Alcides Carneiro tem feito todos os procedimentos necessários para a recuperação da paciente com inúmeros tratamentos.
A nota do município cita ainda que a paciente realizou uma série de procedimentos custeados pelo próprio Sistema Único de Saúde em hospitais e clínicas particulares, como exames de ressonância magnética de crânio e coluna cervical que evidenciaram mielite aguda de etiologia indeterminada. Ainda segundo o hospital, a paciente ainda passou por cinco dias de tratamento com imunoglobulina e fez quatro ciclos de pulsoterapia com metilprednisolona. Ainda segundo os médicos responsáveis pelo caso, a paciente não reage a nenhum tipo de tratamento e tem mostrado pouca melhora clínica.

O município sustenta ainda que recente avaliação também foi realizada por um médico neurologista do Hospital Alcides Carneiro, em parceria com um profissional médico indicado pela própria família. Após novo estudo do caso por parte dos profissionais, a paciente foi submetida ao tratamento de terapia com cinco etapas de plasmaférese. Após a terceira aplicação, e nenhum resultado positivo, os médicos pediram o imediato cancelamento das demais aplicações já previstas.  

 - A paciente ainda se encontra dependente de ventilação mecânica, uma vez que nenhum tipo de tratamento surtiu efeitos positivos em seu quadro. Vale dizer que todos os laudos médicos e resultados de exames realizados na unidade se encontram à disposição da família – consta da nota.

A prefeitura informou também que uma reunião foi realizada na manhã desta quinta-feira (12/11), entre a família da paciente e os médicos responsáveis pelo caso, no Hospital Alcides Carneiro.  Segundo o município, mesmo com o diagnóstico já fechado pela equipe médica da unidade, a paciente aguarda uma nova avaliação que será realizada por outro profissional médico indicado pela própria família e, por enquanto, permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Alcides Carneiro.

Ciente do caso a Defensoria Pública disse que vai requisitar informações ao município, assim como à parentes de Ana Carolina para que, em caso de interesse da família, defensores adotem medidas jurídicas necessárias.

 

 

 



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