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  Cidade

776 famílias recebem o conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti

 

                  Beneficiários fizeram a assinatura dos contratos nesta segunda (16.03), aniversário da cidade, data que ficará marcada na história de Petrópolis com a entrega do maior empreendimento popular já construído no município

            A espera de 776 famílias acabou. O conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti foi entregue nesta segunda-feira (16.03), na data do aniversário de Petrópolis. Ao longo do dia, todos os beneficiários assinaram os contratos das moradias, que serão os novos lares de cerca de três mil pessoas que ficaram desabrigadas em várias chuvas ao longo das últimas três décadas.

            O prefeito Bernardo Rossi esteve no conjunto habitacional conversando com as pessoas beneficiadas e conheceu histórias de quem aguardou muito tempo até essa segunda.

            "Chegou o dia mais aguardado por todas essas pessoas e por todos nós da prefeitura. Esse é o maior conjunto habitacional da história de Petrópolis. Estamos extremamente felizes por entregar essas casas para quem esperou por mais de 30 anos para receber de volta a sua dignidade, para quem esperou para reconstruir definitivamente a sua vida, a sua história. Foi para isso que trabalhamos tão intensamente nos últimos três anos e agora chegou a hora de comemorar esse momento", disse o prefeito Bernardo Rossi.


            Nenhum outro conjunto habitacional popular de Petrópolis tem tantas unidades quanto o Vicenzo Rivetti. São 776 moradias construídas para vítimas de chuvas, pessoas que ficaram desabrigadas em 1988, em 2011 e em tantas outras tragédias ao longo desse período.

Emoção das famílias

            A primeira pessoa que assinou o contrato da casa foi Rosana dos Santos Guimarães. Ela morava na Rua João Xavier quando perdeu a casa, em 2004. Foi acolhida pela família e, depois, foi incluída no aluguel social. Nesta segunda, não deu para segurar as lágrimas ao lembrar tudo que viveu e comemorar ao perceber que a vida agora tem um recomeço.

            "Agora conquistei o meu cantinho. Graças a Deus eu não perdi minha família e isso é uma vitória. E hoje é mais uma que nós conseguimos aqui", disse, sem conter a emoção.           

            O casal Júlio César e Adriana Souza Santos também perderam a moradia deles há 15 anos, quando vivam na Estrada Mineira. Inicialmente, foram para Araras e depois para a Rua Humberto Rovigatti (Samambaia) e ainda para o Vista Alegre (Correas). Casados há 19 anos, eles recebem agora uma das casas no novo conjunto habitacional da cidade e vão viver com os dois filhos e a mãe de Adriana.

            "É muito grande a emoção. Eu quero agradecer o prefeito, porque desde o começo da obra, eu vi como estava cheio de mato, só o alicerce. Mas o prefeito disse que ia fazer os apartamentos e, com a graça de Deus, três anos depois, foi realizado. São 776 apartamentos, não é para qualquer um. Alegria de receber o que é nosso", afirmou Júlio César.

            "É um alívio muito grande poder deitar na sua cama, entrar na sua casa e saber que ela é sua, sem a preocupação de pagar aluguel ou de poder perder alguma coisa. Para gente, é uma honra. Esse tempo todo de espera e agora a gente conseguir, com garra, sem nunca desistir. Eu só tenho que agradecer a Deus por tudo", falou Adriana.

Conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti

            O conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti é destinado para pessoas que ficaram desabrigadas por causa de chuvas no município e que se enquadram na faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida, com renda familiar de até R$ 1,8 mil por mês. São 18 blocos construídos em três condomínios – dois deles com 300 unidades e o último, com 176. Os apartamentos possuem 49 m² e contam com dois quartos, sala, cozinha/área de serviço e banheiro. Os condomínios ainda vão contar com áreas de lazer infantil (parquinho e quadra esportiva) e salão de festas.

            Ele começou a ser construído em 2013, mas as obras foram paralisadas pela empresa anterior já no ano seguinte. Só em 2017, já no governo Bernardo Rossi, os trabalhos ganharam ritmo, quando tinham apenas 5% de conclusão.

            O município é responsável pela infraestrutura de entorno, como o arruamento e construção da rede de esgoto; pela implantação equipamentos comunitários – creche e UBS; e ainda com o trabalho na área social de capacitação profissional dos futuros moradores e orientação para gestão dos condomínios.

            Além da assinatura dos contratos, os moradores também escolheram os síndicos dos três condomínios. Essa eleição é uma parte importante do procedimento de mudança das famílias, já que são os síndicos que vão se mudar primeiro para o conjunto habitacional e, em seguida, vão organizar a chegada dos demais moradores.



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