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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

 

 

Humanidade e  Ecologia, lágrimas e dor.

Conheci Brumadinho, Inhotim e cercanias através dos entusiasmados relatos de nossa amiga Áurea Celeste dos Santos Graça que junto de familiares e amigos para aquela região têm o hábito de viajar em períodos de férias e fala das Serras da Moeda, Calçada e Rola Moça. Vi pela TV aprazíveis recantos daquela região que nos chamou a atenção à natureza exuberante, boa culinária, museu a céu aberto, fauna, flora, rios, lagos e cachoeiras, além da Igreja Matriz, Serra da Calçada, ruínas, alambiques, Poço Encantado sem contar as demais cidades históricas que enriquecem o turismo de quem para ali se dirige. Agora tomado de perplexidade junto aos milhões de brasileiros revivemos a tragédia de Mariana, o “Tsunami” do Japão, Nepal, Indonésia e guardadas as devidas proporções as inundações vividas aqui mesmo na cidade de Petrópolis, sendo os desmoronamentos ocorridos em  Areal, Cuiabá, São José do Vale do Rio Preto, Posse e Brejal alguns dos recentes exemplos. Causa estranha sensação de quem se machucou anteriormente e sofreu nova queda e, no mesmo local abriu-se ferida sobre ferida... Jorram sangue e lágrimas em centenas de faces, ante as perdas dos bens e da vida. Todos nós atingidos diretamente ou não, sentimos na carne e no espírito a dor de nossos irmãos, ante a lamentável ocorrência que afronta a dignidade da pessoa humana. Perderam seus entes queridos, o patrimônio, a autoestima, planos e a alegria. Desta vez foi o rompimento da barragem da Vale do Rio Doce.  A imprensa noticia que são centenas delas espalhadas pelo Brasil. A palavra geral é que se trata de ganância, descaso e falta de manutenção. São alguns dos responsáveis pela destruição, morte e sofrimento. Com a lama faleceram sonhos, esperanças e vidas. Aos que sobreviveram mutilados, juntam seus caquinhos, seguem seu destino carregando cada qual seu fardo e sua dor. Além dos residentes havia pessoas em pousadas. Uns sobreviveram e outros não. A ecologia clama ante a água contaminada e a perda dos animais ali soterrados. A mineração é considerada atividade perigosa vista pela ciência do Direito. É de alto risco à vida de quem nela trabalha como de moradores vizinhos ou até mesmo aqueles residentes longe daquele local em se tratando de rompimento de barragem. Ao refletir sobre o fato basta o dano e sua relação de causalidade. Alguns têm falado sobre a teoria da imprevisão o que “Data Vênia” não cabe nesse triste episódio. Há que se indenizar. Não resolve e nem aplaca a lesão ocasionada. Por mais se tente não se enquadra em força maior ou caso fortuito. Não foi a vontade de Deus, mas falha humana e negligência. A cada momento se verifica a falta de inspeção, manutenção e reparos. Há dias assistimos o desastre num dos viadutos de São Paulo. Quantos são examinados aqui, no Rio de Janeiro e pelo Brasil inteiro? A Ponte Rio Niterói recebe manutenção constante? Nessa mesma sintonia onde impera o descaso foi o incêndio no prédio do Museu Nacional. As chuvas inundam Petrópolis vez por outra, cuidar do assoreamento e desassoreamento preventivo a que não lamentemos depois. Felizmente o setor competente do governo municipal atual está atento e tais incidentes não se repetirão. Resta-nos rezar pelos enlutados em virtude do  desastre de Brumadinho e, por extensão aos desempregados, machucados de corpo e alma que haverão de superar essa chaga causada por quem pensou primeiro nos lucros, dividendos e fortuna e se esqueceu do bem maior, a preservação da vida, das coisas e das criaturas.

 



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