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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

 

 

A  Bauernfest em Petrópolis!

Petrópolis, 176 anos de existência e nem parece, ante sua exuberância e privilegiados contornos topográficos e história. A partir do dia quatorze de junho reviveu mais uma Bauernfest na alegria de seu povo cuja festa se prolongou até o dia trinta do mês de junho. É o convívio constante da arte, folclore, culinária, alegria e cultura por todos os cantos da cidade pelo trigésimo ano consecutivo constituindo-se um de seus principais pilares o Clube 29 de Junho entidade que tem em sua Presidência a Sra. Emygdia Hoelz. As orações e a gratidão se reportam principalmente a Júlio Frederico Köeler, aos nossos Colonos espalhados nas diversas famílias que formaram esta cidade, aos queridos Imperadores, aos nossos governantes e demais munícipes que a mantém bela e soberana. Ao retornar das lides diárias, em sua maioria no Rio de Janeiro, contemplo a maravilhosa cidade, agora elevada a Patrimônio da Humanidade. Às seis da tarde, da janela descortina-se em alaranjado vindo lá do céu, ora misturando-se ao cinza, entremeado a nuvens que, poluição ou não enfeitam o cenário.  Em pleno cais do porto, mil navios importam e exportam produções e outras tantas mãos controlam guindastes e cada módulo vai ganhando um espaço novo. Em cada fardo, sob o olhar lânguido e esquivo do estivador que canta e assovia escudando sua dor e o suor brota em cada face esmaecida. Vejo imensos lay outs vendendo café,“lingeries à La Brunet” e muita cerveja Out doors infestam a avenida e em meio à algazarra todo mundo que ser... presidente, deputado ou vereador, depende da época. Sinto cheiro de sabão da América Fabril, são muitos e loucos automóveis no zum zum zum do povo que corre e tem pressa. Uma batida ali, um estilhaço acolá. Vou deixando a Avenida Brasil sem um adereço sequer, não se pode usar nem um pequeno adorno porque o povo teme os saques inesperados. Subindo a serra, o ar se renova, sinto o cheiro de mato e ouço coaxar dos sapos e sinfonia de cigarras, grilos em algazarra em meio a um coral de andorinhas que, de galho em galho disputam melhor espaço. Do alto, aos pés do Cristo, avisto um imenso manto bordado de luz, meu coração descompassa, tal qual milagre, me refaz, me emociono e sorrio, nem acredito, mas é verdade, Petrópolis, está diante de meus olhos, aproximo-me, aperto a doce colina em meus braços e sinto o quanto estou perto do pedaço do céu. 

 

 



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