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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

 

 

Seminário Diocesano, 70 anos!


Unamo-nos em orações e louvores aos céus ao ensejo das celebrações do septuagésimo aniversário de fundação do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino.  A bela homilia pronunciada pelo Exmo. e Revmo. Bispo Diocesano Dom Gregório Paixão, durante a Missa comemorativa sublinhou que “nem todos os jovens que ingressam no seminário chegam à ordenação, mas se tivermos bons cidadãos e bons cristãos, nós poderemos dar à sociedade aquilo que ela necessita para que seja transformada pela força renovadora de nosso Deus, de nosso Libertador, Jesus Cristo”. E também, acrescentou, “preocupamo-nos em formar bons sacerdotes, não apenas formados para que sejam intelectuais, para que deem todas as respostas que o mundo precisa, mas que encontrem a razão do próprio viver, da sua vocação, da sua missão e de seu talento que deve chegar a todos”. “Dessa forma, a obra se faz por meio da graça que o Senhor nos dá a cada dia”. Localizada no Distrito de Corrêas a instituição, que é uma entidade filantrópica reconhecida pelo Governo, foi responsável pela ordenação de mais de uma centena de padres e hoje  abriga  76 Seminaristas  internos e ainda recebe jovens seminaristas externos, que cumprem ali também o currículo regular do ensino médio. É  dividida em duas seções: o seminário menor, para alunos de ensino médio, e o seminário maior, para os que já estão cursando o programa do ensino superior. Aos já formados por outras escolas no curso secundário recebem ainda um ano de instrução no curso propedêutico, intermediário preparatório para as faculdades de filosofia, com duração de três anos e aulas ministradas na Universidade Católica de Petrópolis (UCP), e teologia, com mais quatro anos de estudos no próprio seminário de Corrêas. A atual direção do Seminário está assim constituída: Reitor: Pe. Luiz Henrique Veridiano da Silva, Vice-reitor: Pe. Tiago José dos Santos Rebello, Diretores Espirituais: Pe. Thiago de Freitas, Pe. Anderson Machado Rodrigues Alves e Confessor: Pe. Francisco Montemezzo.   Pelo Seminário já passaram 1447 alunos: Prossegue o Reitor Pe. Luiz Henrique: Contabilizam-se 131 alunos ordenados, mas para um número preciso, seria necessária uma pesquisa comparativa do livro de matrícula de nosso seminário com os livros de ordenações, que constam nos arquivos da Diocese de Petrópolis, Campos, Caratinga, Nova Friburgo, Anápolis, Rio de Janeiro, Valença e outras dioceses, como Nova Iguaçu e Leopoldina, pois alunos de nosso seminário foram aí ordenados.” “Além da cidade de Petrópolis, no seminário estão devidamente matriculados alunos das seguintes cidades: Teresópolis, São José do Vale do Rio Preto, Areal, Magé, Guapimirim (Rio de Janeiro); Ritápolis, Santa Barbara e Visconde do Rio Branco (Minas Gerais); Currais Novos (Rio Grande do Norte) e Manaus (Amazonas). Temos ainda alunos de outras cidades do estado do Rio de Janeiro, que pertencem às dioceses de Nova Friburgo e Itaguaí. Baseando-se nos dados que temos, pode-se dizer que cerca de 10% dos alunos são ordenados.” Seguindo este fio condutor penso que isto não significa a diminuição da vocação. “A messe é grande e os operários são poucos”  ainda que a procura pela formação sacerdotal não seja à mesma proporção que em tempos anteriores o ideal, idiossincrasia e a característica daqueles que a buscam são bem diferenciada. Deus escolhe várias formas para o chamado. Uns buscam o seminário ante a dificuldade em conseguir se matricular em estabelecimentos de ensino particular ou público de bom nível. Aí o Senhor opera em seu chamado: “Segue-me.” Lembro-me das palavras do então Monsenhor Gilson, hoje Bispo Dom Gilson que assim se pronunciou: “O fenômeno da vocação para o sacerdócio não é algo que se possa discernir com facilidade, mas o que percebemos é que antigamente muitos rapazes nos procuravam pelas dificuldades que enfrentavam para conseguir matrículas em escolas convencionais; eles vinham para cá principalmente pela oportunidade de aprender e acabavam não concluindo o ciclo. Hoje, o ensino está mais acessível, há um número bem grande de escolas, e aqueles que chegam aqui, embora não sejam em tão grande número, são mais conscientes do passo que estão dando”. Tenho consciência que o sacerdócio é uma missão Divina e que “muitos são chamados, mas, poucos são os escolhidos.” Sacerdotes anjos tocheiros a nos conduzir ao amor e à misericórdia. Através dele o milagre da conversão, do perdão e da reconciliação se realiza.  Santas são as vocações religiosas e sacerdotais da Igreja de Cristo. Não é fácil sair de casa em verdadeira e sincera entrega ao Senhor. Eles saem de nossas famílias. Rezemos pelos seminaristas, por seu idealizador Dom Manoel Pedro da Cunha Sintra, pela Embaixatriz Lavínia Guimarães, viúva do Embaixador Luís Guimarães, pelos alunos e ex-alunos, entre nós ou já falecidos, pelo Sacerdote de nossa paróquia, por nosso Bispo Diocesano Dom Gregório Paixão, por sua perseverança e santidade.  Na constância das preces elas são extensivas ao Santo Padre o Papa Francisco, ao Colégio Cardinalício e a Conferência dos Bispos do Brasil incansáveis nesse pastoreio e religare ao Criador. Tenhamos como estrela guia Maria Santíssima,  a nos conduzir ao Deus Uno e Trino. Espelhemo-nos em Pedro fazendo de nossa vida um Monte Tabor e preparemos as tendas para nossos semelhantes como preparadas para, o Mestre Jesus, Elias e Moisés. O Sacerdócio é revestido de grande responsabilidade. O Sacerdote é servidor de uma causa sublime, no zelo e cuidado da Igreja de Cristo, constituindo-se “depositário e administrador dos mistérios de Deus, instrumento de salvação para os homens e testemunha dum reino que se inicia neste mundo, mas se completa no além.” O Sacerdote é capaz de trazer a eternidade de Deus até nós e fazer com que Ele permaneça para sempre.

 



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