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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

 

 

 

 

 

Ontem e hoje...                      

Em 1958, às vésperas de meus 9 anos, a vida era leve e descomprometida. Tempo do 3º ano primário. Durante as aulas de geografia a Profa. Sebastiana do Carmo, vez por outra nos apresentava o globo terrestre ou utilizava o mapa do Brasil, apontando-nos ao Estado de Goiás e dizia: prestem a atenção! Aqui no Planalto Central está sendo edificada a nova Capital do Brasil, seu nome será Brasília! E nós ouvíamos e guardávamos essas palavras. Em 1960 veio a inauguração.  A notícia veiculou a passos lentos. Não havia avanço nos meios de comunicação, nem no telejornalismo. Nossos pais nos transmitiam as notícias dos jornais, revistas e rádios. A figura do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira manteve-se viva. Lembro-me da mudança da Capital Federal, confiada ao Rio de Janeiro por 197 anos. Bons tempos trazidos aos trabalhadores. Cinquenta anos em cinco! Brasília da arquitetura arrojada, brotada das mãos e privilegiada inteligência de Oscar Niemeyer e contando com a arte e o bom gosto do urbanista Lúcio Costa. O aterro da Glória em construção. Em 1958, ouvi pelo rádio algumas partidas de futebol ao lado de minha irmã Eremita e da prima Neuza. Minhas retinas parecem enxergar Pelé, Zagalo, Garrincha, Belini, Newton Santos, Vavá, Didi... À ocasião Yeda Maria Vargas foi eleita Miss Universo (l963) e impediram Martha Rocha nos anos 50 de ser eleita a Miss Universo, por causa de “duas polegadas a mais.” Naquele período, recebemos a Imagem Peregrina de N. Sra. de Fátima que percorreu todo o Brasil. Os alunos enfileiravam-se à margem da rua para recebê-la sob chuva de pétalas de rosas. Quando nasci fui entregue à Mãe de Deus, através da consagração e espero continuar a receber seus favores e proteção. Inesquecível também foi o ano de 1964: a revolução do dia 31 de março. Assistimos através das vidraças de nossas janelas a passagem das tropas compostas por centenas de soldados e oficiais, canhões, fuzis e imensa artilharia à caminho de Juiz de Fora e BH. Os arredores de nossa casa eram repletos de árvores frutíferas. Serviram de abrigo ao grande número do contingente que ali transitava. Descansavam, faziam suas refeições, conversavam conosco. Nós oferecíamos água aos Recrutas e a seus Oficiais, sem a mínima noção do que estava a ocorrer no País àquela altura. Éramos adolescentes. Trago na memória as mudanças que o Concílio Vaticano II sob o pontificado do S. S. Papa João XXIII imprimiu para o bem da Igreja. Estudei no Colégio Ruy Barbosa, de Três Rios. Conclui o Clássico e o Contador, persistindo nos preparativos para o vestibular. Célio, que era astro máximo do Conjunto Azteca, dividia comigo o tempo entre a música e os estudos. Assisti vários de seus Shows, a exemplo do “Made in Brazil” que contou coma participação especial da então Miss RJ Josemery Vasconcellos Corrêa, a 4ª no Miss Brasil /68 ano que elegeu Martha Vasconcellos Miss Brasil, a seguir Miss Universo. À época floresceu a Bossa-Nova, nos apresentando Roberto Carlos, Erasmo, Wanderléia, Caetano, Gil, iluminados por Vinicius, Tom Jobim, Toquinho etc. Os programas iam ao ar através da Rádio Nacional e eram comandados por César de Alencar. Neles brilhavam Ângela Maria, Emilinha Borba, Marlene, Dolores Duran, Adelaide Chioso, Dalva de Oliveira, Cauby, Ataúfo Alves, etc. O horário da Ave-Maria era Sagrado. Quando Julio Louzada pronunciava a oração eram silêncio e contemplação.

 



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