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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

 

 

 

Esperança e fé

 O Brasil vive se não a maior uma das maiores crises político-econômicas pelo menos que eu tenha assistido, mas, convenhamos não é o governo atual o responsável pelos desmandos anteriores ao seu mandato. Desde criança à mesa com os familiares, nas rodas de amigos e ao compulsar os jornais e revistas lia e ouvia que a situação do País era grave. O tempo passou desde os anos setenta até o dois mil e se ouvia as mesmas lamúrias e ainda  assim não obstante haver presenciado turbulências nenhuma se compara a atual. As estampas dos jornais, revistas e demais meios de comunicação nacionais e internacionais denunciam que o “Brasil está falido” moral e economicamente. Enquanto isso todos nós sofremos e clamamos aos céus e aos homens decência e respeito ao povo brasileiro. Por isso, em homenagem aos amados e sofridos irmãos hoje eu quero rezar pelos Malharistas da Rua Teresa, Tecelões, Fiandeiras, Pilotistas, Estilistas, Espuladeiras, Modistas, Tricoteiras, Artesões. Hoje eu preciso pedir pelas Cortadeiras, Costureiras e Balconistas que suplicam clientes em busca de comissões, e trabalhando em pé nunca têm um sábado, e jamais poderão sequer comprar em antiquários porque seu universo é quando muito o pão. Hoje preciso pedir pelos Feirantes, Mecânicos sujos de graxa sob enormes caminhões, pelos Garis em meio ao lixo contaminado sem a mínima proteção, pois não conhecem seus direitos de insalubridade ou não. Vou pedir pelos Lavradores, Pessoal das Minas de Carvão, vai me lembrar dos Bombeiros do fogo e dos encanamentos, sem, contudo, esquecer-me dos Professores e dos Poetas. Hoje eu preciso pedir pelo povo das palafitas, sem perspectiva alguma. E nas súplicas, meus silenciosos clamores estarão voltados também aos morros aqui da serra; são tantos: o do Alemão, o do Nela, o da Madame Machado, o da Vinte e Quatro de Maio... Hoje não posso furtar-me do Pessoal da Sexagésima Sétima, Sexagésima Oitava, Centésima Quinta, da Polícia Militar, do 32º BIL, dos profissionais do Rádio e TV, nem omitir as Lavadeiras que não têm eira nem beira, as Domésticas  agora mais protegidas. A vocês, Varredores de Rua, de palácios e Candelárias, Músicos e Lapidadores, Comerciantes e Comerciários, meu povo das indústrias e siderúrgicas, dos seringais e Praça Quinze com cheiro de peixe e tudo, ao pessoal sem estudo, os camelôs em algazarra a semana inteira das mais diversas ruas e do Largo da Segunda-feira, aos céus dirijo esta prece.   Os últimos serão os primeiros, pontificam as Escrituras, mas os primeiros também serão contemplados se forem alvos de merecimento.  Peço pelos diversos pivetes, mulheres que desde cedo infestam a Rodoviária Imperatriz Leopoldina, o Largo dos Prontos, a Marechal Carmona e a Igreja do Rosário. E em meus pobres pedidos, estão inclusos os Magistrados, os Membros do Ministério Público, os Serventuários da Justiça, os Defensores Públicos, os Procuradores Federais, Estaduais e Municipais, os Jornalistas, os Jornaleiros, os Rodoviários, os Médicos, os Engenheiros, os Contadores, os Psicólogos, os  Aeronautas, os Ferroviários e os Advogados. Nesta prece volvo meus pensamentos a todo Clero, aos Catequistas e às Pastorais. Não me esquecerei dos idosos, pensionistas, aposentados e dos desempregados e das tão zelosas Enfermeiras, Babás e das Parteiras, nem de todo nosso país, que precisa melhorar, pedindo, sobretudo, pelos atletas e políticos,  por nós, que ainda assim temos tudo para dançar e  para sorrir e, no entanto, a tanto desencanto o remédio é rezar, rezar, e de  quando em vez chorar. 

 



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