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  VACINA

Fiocruz reforça a manutenção de 12 semanas para intervalo de vacinação

Petrópolis reduziu o intervalo para oito semanas acompanhando recomendação do Estado 

Priscila Torquato – especial para o Diário

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um comunicado nesta segunda-feira (13) reforçando as orientações do Plano Nacional de Imunização (PNI) quanto à manutenção do intervalo de 12 semanas para aplicação da segunda dose do imunizante da fabricante AstraZeneca. O comunicado contraria uma decisão do Estado do Rio de Janeiro que optou por reduzir o intervalo para oito semanas. Determinação que será seguida por Petrópolis, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). De acordo com o Estado, a recomendação foi tomada por causa da preocupação com a variante Delta, identifica primeiramente na Índia.

“Até o momento, a vacina produzida pela Fiocruz tem se demonstrado efetiva na proteção contra as variantes em circulação no país já com a primeira dose. Adicionalmente, em relação à variante delta, uma pesquisa da agência de saúde do governo britânico, publicada em junho, aponta que a vacina da AstraZeneca registrou 71% de efetividade após a primeira dose e 92% após a segunda para hospitalizações e casos graves. Os dados são corroborados também por um estudo realizado no Canadá, que apontou efetividade contra hospitalização ou morte, para a variante Delta, após uma dose da vacina da AstraZeneca de 88%”, diz o comunicado.

A nota da Fundação informa, ainda, que o intervalo maior entre as doses garante uma “resposta imunológica ainda mais robusta”.

Variantes do Vírus

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) monitora e acompanha as variantes do vírus desde junho de 2020. Até é o final de junho deste ano, a Rede Regional de Vigilância Genômica compartilhou mais de 52 mil sequências virais da América Latina e do Caribe e continua monitorando variantes de preocupação em 43 países e territórios que detectaram a variante Alfa. Além dessa variante, “18 países notificaram casos da variante Beta; 29 países registraram casos da variante Gama; e 14 notificaram casos da variante Delta, incluindo Argentina, Aruba, Brasil, Canadá, Chile, Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, México, Porto Rico, Estados Unidos, Barbados, Peru e São Martinho.”

No Rio de Janeiro, a variante Delta foi confirmada em um morador de Campos dos Goytacazes em maio. Dois outros casos estão sob investigação no Estado.

“Os outros dois casos foram identificados por um dos mais amplos monitoramentos genômicos do país para encontrar possíveis modificações sofridas pelo vírus SARS-CoV-2 no estado. A investigação epidemiológica para esclarecer todas as circunstâncias da infecção está em andamento. No momento, os dados levantados indicam que não são casos importados, mas é preciso aguardar a conclusão da investigação para se ter certeza de que foram transmissões autóctones, ou seja, adquiridas dentro do estado”, diz nota da Secretaria de Saúde do estado do Rio de Janeiro.



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