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  Saúde

Fiocruz: Rio tem ‘segunda onda’ de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Pesquisador responsável pelo Boletim Infogripe afirma que SRAG pode ter associação com a covid-19

Wellington Daniel


 A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta semana o Boletim Infogripe, que apontou para um aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado do Rio de Janeiro. De acordo com os dados, os números subiram até atingir um pico e, logo após, iniciaram um processo de queda, mas voltaram a apresentar crescimento, o que pode representar uma “segunda onda”. A análise foi realizada entre os dias 12 e 18 de julho.

O coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes (foto), afirmou ontem (24) ao Diário que casos de SRAG podem estar associados a covid-19. De acordo com o pesquisador, casos da síndrome que foram testados para contaminações por vírus tiveram 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos positivo para o novo coronavírus.

- A gente tem visto que estão muito associados. Embora não possamos associar que todos os casos de SRAG podemos afirmar que são associados a covid-19 e nem todo caso de covid resulta num caso de SRAG – explicou.

Gomes considera que os fluminenses ainda precisam ter cautela. Para ele, esta elevação dos números de Síndrome Respiratória Aguda Grave mostra que a doença ainda não está controlada.

- Por esses dados que observamos, da retomada do crescimento do número de novos casos de SRAG, sabendo que tem uma associação muito importante destes casos com a covid, mostra que não, ainda não está resolvido. Isso é muito importante, saber que, mesmo no período de queda, não significa que o problema já acabou. Só tivemos esta queda porque realizamos o distanciamento social. Se não tivéssemos tomado estas medidas, o cenário teria sido muito pior – disse.

Procurada, a Secretaria de Estado de Saúde disse que, de acordo com o acompanhamento diário feito pela Secretaria Extraordinária de Covid-19, o número relacionado à SRAG apresentou queda de 74% comparando a Semana Epidemiológica entre os dias 5 e 11 de julho a S.E. de 3 a 9 de maio. De acordo com a SES, os dados são referentes à data de início dos sintomas de internação dos pacientes. Para a pasta, a redução tem apresentado consistência.

- Com relação ao estudo Info Gripe, da Fiocruz, a SES destaca que é um modelo feito para tentar corrigir o atraso de notificações por meio de previsões. Já a Secretaria de Saúde trabalha com dados consolidados, permitindo a observação de queda real das síndromes. Os dados do Covid-19 são monitorados diariamente, para avaliar a possibilidade de uma segunda onda da doença. O risco existe, mas é baixo, como atesta o Pacto Covid RJ, divulgado esta semana no site da SES – diz a nota.

Municípios próximos

Ontem (24), o Diário também pesquisou a situação em quatro municípios próximos a Petrópolis. Teresópolis possui 2.268 casos positivos, dos quais 1.040 estão ativos, de acordo com o município. Também foram 78 mortes em decorrência da doença. Paty do Alferes possui 140 casos confirmados (com 126 recuperados) e sete óbitos. Estes municípios não retornaram o contato quanto as medidas de isolamento.

Nova Friburgo, com 972 casos e 60 mortes, também possuía 71,4% de ocupação dos leitos de UTI na quinta-feira (23). Como o Diário mostrou, na última semana, o município havia voltado ao funcionamento de serviços essenciais. Mas ontem a Prefeitura publicou um decreto que modifica a métrica para a flexibilização das atividades.

A partir de segunda-feira (27), será adotada a bandeira laranja. Com isso, comércios, shoppings centers, meios de hospedagens, restaurantes e lanchonetes são alguns dos setores que estarão autorizados a funcionar, com regras sanitárias e limite da capacidade de público.

Areal, com 126 casos confirmados de covid-19 e três óbitos, também continua com os setores da economia em funcionamento. Além disso, o município retirou as barreiras sanitárias. A prefeitura considera que está conseguindo manter o equilíbrio e controle no contágio e que as medidas de fiscalização e campanhas de conscientização estão surtindo efeito.



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