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  Estacionamento

Flanelinhas atuam em ruas do Centro enquanto rotativo é cobrado

Prefeitura alega que havia controladores no local, mas ninguém foi visto / Foto: João Vitor Brum

 Atividade é proibida, mas não há fiscalização

João Vitor Brum

joaovitor@diariodepetropolis.com.br

Há exatamente um ano, era arquivado, pela Câmara Municipal, o projeto de lei que proibia a atividade de flanelinhas. Votada no dia 6 de fevereiro de 2018, a proposta não atingiu votos favoráveis suficientes para entrar em vigor, mesmo tendo a maioria. Hoje, os autônomos atuam em ruas de toda a cidade, em especial no Centro. O que incomoda petropolitanos e visitantes é que, além de pagar pelo estacionamento rotativo, cobrado pela Prefeitura, os motoristas são coagidos a dar dinheiro, também, para os flanelinhas.

O estacionamento rotativo possui duas áreas, a branca e a azul, com as tarifas de R$ 2,50 e R$ 3,50, respectivamente. A cobrança acontece de segunda a sábado, das 8h às 19h, com tempo máximo de uso de quatro horas por veículo.

Quando alguém para nas vagas sem pagar a um controlador, adquirir um ticket em um ponto de venda ou não ativa o serviço via terminal de autoatendimento ou aplicativo, é gerada tarifa no valor de R$ 42,00, cobrada pela SinalVida, empresa responsável pelo serviço.

O que incomoda muitos usuários é que, muitas vezes, os controladores não são encontrados. Um morador do Duarte da Silveira, que usa regularmente o serviço e pediu para não ser identificado, já passou pelo menos 15 minutos à procura de um controlador.

- O parquímetro só aceita moedas e eu estava sem cartão para pagar via aplicativo, então fiquei rodando na área em busca de um controlador, mas não encontrei ninguém. Depois de 15 minutos, a três ruas de onde parei, encontrei alguém, e só então pude ir para meu compromisso. É um absurdo, pois já fui multado por parar na área de cobrança por muito menos tempo – disse.

Enquanto os controladores não estão por perto, aparecem os flanelinhas. Cobrando diferentes valores e importunando motoristas durante todo o processo de entrada e saída de vagas, a ação confunde ao redor da cidade, pois muitas vezes o pagamento pelo estacionamento é realizado duas vezes.

Na tarde de segunda-feira, por volta das 18h40, um flanelinha indicava vagas em frente ao Museu Imperial, na Rua da Imperatriz. Já no início da tarde de terça, mais precisamente às 13h32, outros também atuavam no local.

Questionada sobre a atuação de flanelinhas e sobre a dificuldade em encontrar controladores, a CPTrans informou, por meio de nota, que “os controladores circulam nas áreas de estacionamento conforme escala definida pela SinalVida. Eles são responsáveis pelo controle da utilização do estacionamento rotativo, mas também auxiliam com a venda dos bilhetes".

A empresa disponibiliza diversos canais de atendimento ao público como os parquímetros, postos de venda e o aplicativo DigiPare, além de SMS. Cada controlador é responsável por uma área com 30 vagas. Eles são monitorados via GPS e, em caso de constatarem quaisquer irregularidades, devem ligar para a polícia – a quem cabe o policiamento ostensivo.

Todos os funcionários têm garantidos horário de almoço e lanche e, neste período, há revezamento das equipes garantindo que não haja interrupção do trabalho.

Sobre os flanelinhas na Rua da Imperatriz, a Prefeitura informou que “de acordo com o GPS, haviam controladores tanto nesta segunda quanto na terça-feira nos horários informados pela reportagem”. Mesmo com a informação da Prefeitura, o Diário esteve no local nas duas ocasiões e não encontrou controladores na área, como registrado por fotos.

 Flanelinhas foram flagrados na segunda e terça-feira na Rua da Imperatriz / Foto: João Vitor Brum


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