Edição anterior (1958):
sábado, 21 de março de 2020
Ed. 1958:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1958): sábado, 21 de março de 2020

Ed.1958:

Compartilhe:

Voltar:


  Saúde

Forma grave da dengue pode ser fatal; descubra os grupos que correm mais riscos

Neste ano, já foram notificados mais de 94 mil casos prováveis de dengue em todo o país. Destes, 682 foram confirmados como dengue grave ou dengue com sinais de alerta, que podem matar.

 Agência do Rádio

 

Neste ano, já foram notificados mais de 181 mil casos prováveis de dengue em todo o país. Destes, 1.472 foram confirmados como dengue grave ou dengue com sinais de alerta, que podem matar. No ano passado, a doença transmitida pelo Aedes aegypti matou 728 brasileiros.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, a dengue grave pode ser fatal por causar acúmulo de líquidos, dificuldade respiratória, insuficiência de órgãos e até hemorragias. Os sinais de alerta ocorrem de três a sete dias após os primeiros sintomas e incluem intensa dor abdominal, tontura, sede intensa, vômito constante, respiração ofegante, sangramento na gengiva e fadiga.

O médico sanitarista e pesquisador da Fiocruz, Cláudio Maierovitch, ressalta a importância de se hidratar, logo ao perceber os sinais de alerta, e procurar assistência médica o quanto antes para evitar o agravamento da doença:

“Dengue grave é uma evolução desta situação em que aparecem os sinais de alarme. Às vezes, aparecem os sinais de alarme e a pessoa se recupera completamente. Mas, às vezes, a pessoa pode ter sangramentos ‘importantes’ e pode ter uma queda da pressão, a ponto de que seja uma doença fatal. Então, qualquer caso com a pessoa suspeitando que tem dengue – seja dengue comum, com sinais de alerta ou até com sinal de agravamento maior – ela tem que se hidratar muito, beber muita água até que consiga acesso à assistência médica.”

 

Ainda segundo Maierovitch, o primeiro fator que aumenta as chances da dengue evoluir para um quadro grave é a pessoa já ter contraído outro sorotipo da doença anteriormente. A dengue também oferece mais riscos a quem tem alguma deficiência nos mecanismos de defesa, como pessoas que tomam medicamentos corticoides ou que fazem tratamento para câncer. O especialista explica, ainda, que determinadas faixas etárias, como crianças e idosos, também correm mais riscos de que a doença evolua para o quadro grave: 

“Crianças muito pequenas, que ainda não têm seu sistema imunológico bem desenvolvido, ou os idosos, que, além de terem, muitas vezes, problemas imunológicos, com muita frequência já têm outras doenças – como doenças cardíacas, pulmonares, renais - então essas pessoas são mais frágeis caso elas tenham uma infecção por dengue, portanto têm mais chances de que a doença se complique.” 

Maierovitch ressalta ainda que pessoas idosas ou com problemas cardíacos e renais devem ter atenção redobrada, uma vez que o tratamento para a dengue é baseado em hidratação intensa. Esses grupos podem apresentar dificuldade ao ingerir muito líquido, então é necessário tomar cuidado para não sobrecarregar o coração, os pulmões e os rins.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

 



Edição anterior (1958):
sábado, 21 de março de 2020
Ed. 1958:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1958): sábado, 21 de março de 2020

Ed.1958:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior