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  Colunistas
Frederico Amaro Haack
COLUNISTA

 

 

PETRÓPOLIS 176 ANOS!

Petrópolis quer dizer “Cidade de Pedro” como o próprio mordomo da Casa Imperial, Paulo Barbosa, nos diz: “Lembrando-me de Petersburgo, cidade de Pedro, recorri ao grego e achei uma cidade com este nome, no arquipélago Egeu, e sendo o Imperador D. Pedro, julguei que lhe caberia este nome: Petrópolis.”

O nome Petrópolis apareceu pela primeira vez oficialmente, em uma portaria do presidente da Província, João Caldas Viana, que mandou levantar na futura povoação três placas: “PETRÓPOLIS, CRUZ DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA e CRUZ DA CAPELA DE FINADOS DE PETRÓPOLIS”.

Localizada no alto da Serra da Estrela, foi a residência de verão da família Imperial e do Corpo Diplomático estrangeiro. Foi a única cidade do Brasil construída seguindo um plano urbanístico, elaborado pelo major Júlio Frederico Koeler, a pedido do presidente da Província do Rio de Janeiro, Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho.

A primeira notícia que temos da vida política da região é a incorporação da Fazenda do Córrego Seco a Magé, quando a vila foi criada em 12 de Junho de 1789. Tempos depois, em 9 de março de 1824, passou à jurisdição de Cantagalo, quando este munícipio foi criado. Logo depois, em 1833 foi criada a Vila de Paraíba do Sul, a ela foi anexada a Freguesia de São José do Rio Preto e juntamente a esta, o Córrego Seco.

A ideia da fundação de Petrópolis surgiu ao longo de ano de 1843 e foi concretizada por meio de diversas providências tomadas pelo governo provincial, no mandato do então presidente da Província, João Caldas Viana.

Tendo d. Pedro II, arrendado a Fazenda do Córrego Seco ao Major Júlio Frederico Koeler, pela quantia de 1 conto de réis ao ano, no respectivo decreto 155 de 16 de março de 1843, foi estipulado que fosse reservado “um terreno suficiente para nele edificar um palácio para Mim, com suas dependências e jardins, outro para uma povoação, que deverá ser aforado a particulares, e assim como 100 braças dum e doutro lado da estrada geral que corta aquela Fazenda, o qual deverá ser aforado a particulares (...) E outrossim Autorizo a fazer demarcar um terreno para nele se edificar uma Igreja com a invocação de S. Pedro de Alcântara (...) no lugar que Mais convier aos vizinhos e foreiros, do qual terreno lhes faço doação para este fim e para o cemitério ds futura povoação.”.

Até 1846, a região não passava de simples curato. Pela Lei Provincial nº 397 de 20 de maio do mesmo ano, passou a ser freguesia com a invocação de São Pedro de Alcântara, assim passando a fazer parte do munícipio de Estrela, finalmente pela Lei provincial nº 961 de 29 de setembro de 1857, a povoação foi elevada à categoria de cidade, sendo anexada a Petrópolis, o distrito de São José do Vale do Rio Preto.

Em 1857, a Freguesia de São Pedro de Alcântara de Petrópolis, do munícipio de Estrela, possuía uma subdelegacia com escrivão, sete inspetores de quarteirão, dois oficiais de justiça e carcereiro, quatro juízes de Paz, com um escrivão, um fiscal, o vigário da Vara e da Freguesia, um agente do Correio com seu ajudante, três professores, sendo um uma mulher. O Superintendente da Fazenda Imperial era, o capitão José Maria Jacinto Rebelo, a superintendência contava também comum vice-diretor, um escrivão, dois engenheiros, três professores e dois sacerdotes, um católico, o padre Germain e outro luterano, Jacob Hoffman. O Hospital era dirigido pelo dr. Tomás José da Porciúncula. Havia dois colégios de meninos e dois de meninas, três fábricas de cerveja, dentre elas a Cervejaria Bohemia, quatro hotéis, três empresas de carros de aluguel e entre outros estabelecimentos comerciais. Era uma freguesia próspera no ano de 1857, no momento em que foi elevada à categoria de cidade.

A fundação de Petrópolis, teve a participação de várias personalidades, a serem citadas como:

O imperador d. Pedro II, o proprietário da Fazenda do Córrego Seco;

O mordomo da Casa Imperial, Paulo Barbosa da Silva;

O major Júlio Frederico Koeler, major-engenheiro germânico, a serviço do Império Brasileiro e diretor da então Imperial Colônia de Petrópolis;

Os presidentes da província do Rio de Janeiro, João Caldas Viana e seu sucessor Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho, o Visconde de Sepetiba.

Em resumo, Petrópolis foi fundada pelo decreto nº 155 de 16 de Março de 1843, foi curato anexo à Freguesia de São José do Vale do Rio Preto, distrito da mesma Freguesia em 29 de Março de 1844; freguesia da Vila de Estrela em 20 de maio de 1846 e passou a ser cidade em 29 de setembro de 1957. Anos depois, pela Lei nº 89 de 1º de janeiro der 1894, passou a ser capital do Estado do Rio de Janeiro, por ocasião da Revolta da Armada, perdendo o título por meio da Lei nº 542 de 4 agosto de 1902, retornando a capital estadual, a cidade de Niterói. Na década de 1980, durante o regime militar, por meio do Decreto Federal nº 85.849 de 27 de março de 1981, do então presidente da República, João Baptista Figueiredo, foi designada “Cidade Imperial”.

Em tempo, como podemos observar a povoação avançou rapidamente graças a influência benéfica de d. Pedro II e dos demais personagens citados, em pouco tempo, surgiu uma cidade substituindo a floresta virgem do alto da Serra da Estrela.



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