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  Colunistas
Frederico Amaro Haack
COLUNISTA

 

 

CASOS DE POLÍCIA EM PETRÓPOLIS – PARTE 2

Continuação do artigo de semana passada a respeito dos casos policiais em nossa cidade no início do século XX. Essa semana vamos conhecer umas situações noticiadas no jornal “Tribuna de Petrópolis”.

 

CAPOEIRAGEM

“Os vagabundos da rua Silva Jardim mudaram seu campo de capoeiragem agora para a praça Visconde do Rio Branco (16/06/1904)

 

MUSICOS AMBULANTES

“Por não terem pagado o respectivo imposto de industrias e profissões, foram seguros hontem Leon Drauendorf e sua mulher, que com realejo e um bumbo, procuravam alegrar as ruas da cidade”. (19/06/1909)

 

RAMEIRAS

“Em frente á redacção desta folha há uma “cabeça de porco”, onde mora um grande numero de rameiras, que primam pelo mau comportamento e algazarra. Por isso chamamos a attenção das autoridades”. (14/10/1909)

 

FEITICEIRO

“O feiticeiro Guilherme de Menezes vulgo “Pae Quilombo”, preso hontem no Morin, foi posto em liberdade, depois de terem prestado fiança pelos negociantes Henrique e Francisco S..... Na casa do mandingueiro, á autoridade local, apprehendeu grande numero de cartas, vidros, hervas e outros objetos usados pelo Pae Quilombo em suas feitiçarias”. (18/06/1910)

 

QUARTEIRÃO FLORESTA

“Os moradores do quarteirão Floresta queixam-se contra um grupo de mulheres de má nota, que para todo escândalo da vizinhança honesta – vivem na mais completa orgia, a affrontar a moralidade publica com actos e palavras indignas”. (14/08/1910)

 

DESRESPEITO

“Chama-se a attenção do sr. Delegado de policia para diversas meretrizes, que á noite, fazem ponto na praça da Liberdade”. (13/10/1910)

 

QUEIXA

“A policia recebeu hontem  mais uma queixa contra um grupo de mulheres que habitam uma casa de commodos  á avenida 15 de Novembro, lado impar. Essas marafonas permaneceram alli em grande algazarra, affrontando a moral publica com scenas que fariam corar frades de pedra”. (14/09/1911)

 

MULHER-HOMEM

 “Hontem, ás 10 horas da noite o vigilante nocturno da secção a que pertence a rua 13 de Maio, notou que um individuo rondava essa via publica com ares sinistros, onde em dado  momento chamou o mysterioso personagem a falar, e como o cavalheiro não respondeu, o vigilante o convidou a dar um passeio na delegacia onde foi interrogado e explicou que era uma mulher casada e que usara o disfarce para seguir o marido que, há tempos vem mantendo relações illicitas com outra senhora. A mysteriosa dama trajava calça preta, collete branco, paletot  preto, botina de verniz e chapéu de palha sendo que no casaco ornamentava na lapella um botão de rosa chá.”. (29/02/1912)

 

JOGATINA PERIGOSA

“O major Napoleão Olive, recebeu hontem uma queixa, contra a jogatina desenfreada mantida por diversos cocheiros de carros de praça, estacionados na praça da Liberdade. Os jogadores reúnem-se alli dentro dos próprios vehiculos, montando a banca de jogo, á qual admittem até menores. Como o “banqueiro mór”, é apontado o cocheiro João Bocca-Molle”. (16/04/1912)

 

TROCA INTERESSANTE

“O sr. barão Romano de Avezanna, ministro da Italia, foi ao gabinete cirúrgico-dentario, do sr. Henrique Langsdorff, á avenida Washington, deixando o seu chapéu de palha no porta-chapéus, que fica na varanda da casa. Ao retirar-se, o sr. ministro procurou em vão o seu chapéu, encontrou todavia no cabide um chapéu velho e immundo. A troca foi certamente feita por algum atrevido”. (27/04/1912)

 

CARTOMANTE PRESA

“Maria Rosa dos Anjos, foi presa hontem na estação da Leopoldina, onde, em estado de embriaguez, promovia regular escândalo. A bruxa trazia em seu poder um baralho de cartas, dente de alho, unha de preguiça e outros objetos. Foi parar no xadrez, tendo o feitiço virado contra a feiticeira”. (16/10/1912)

 

OS “MOÇOS BONITOS” NA PRAÇA D. PEDRO DE ALCANTARA

“Varias famílias que freqüentam a praça D. Pedro de Alcantara por occasião das sessões cinematographicas que alli são dadas pela Empreza Cinema Annuncio, queixam-se contra o procedimento de alguns moços bonitos, que querem fazer espírito á custa alheia, chegam a ser inconvenientes. Aproveitando se da agglomeração popular, levam aos beliscões e ás apalpadelas, sem procurarem saber quem são as pessoas escolhidas para o alvo de seus divertimentos, alias incabíveis em pontos de reunião”. (07/11/1912)

 

O CABRITO NEGRO DA AVENIDA YPIRANGA

“Pedem-nos para reclamar de um tal cabrito negro que anda há tempo pela avenida ypiranga a devoras as folhas tenras das arvores alli recentemente plantadas. O seu dono que parece, entender de o engordar ma via publica, os moradores informam que o cabrito só é solto depois das 4 horas da tarde e que a myopia do fiscal não o vê”. (16/07/1913)

Continua...



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