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  Colunistas
Frederico Amaro Haack
COLUNISTA

 

 

CASOS ANTIGOS DE POLÍCIA EM PETRÓPOLIS - Parte final.

Essa semana encerramos a nossa série de casos de polícia em Petrópolis no início do século XX, publicados no jornal Tribuna de Petrópolis. Na próxima semana retornamos com novas curiosidades da nossa cidade.

COM A POLICIA

“Diversas familias, residentes na rua Morin pedem providencias á policia no sentido de chamar a ordem certos rapazes que, quasi diariamente, tomam banho no rio, em frente a chácara Werneck, completamente despidos, não respeitando as senhoras e senhoritas que por alli são obrigadas a transitar”. (08/01/1920)

PERDEU A MULHER

“José Sergio de Almeida compareceu hontem na delegacia de policia, a fim de pedir providencias no sentido de ser descoberto o paradeiro de sua mulher, Elvira Maria que desapareceu na porta do edificio da Prefeitura enquanto elle foi pedir emprego, quando voltou não a encontrou mais”. (11/01/1920)

CAÇA A UM CÃO DAMNADO

“Não havia hontem á tarde, quem não temesse ser mordido. É que um cão á solta num desespero infernal atacava suas victimas. Foi sua primeira victima um burro da padaria das Famílias, sendo a seguir, um soldado do exército, que teve seu capote dilacerado pelos dentes do animal. O commissario de policia Abilio Ferreira da Cruz tendo presenciado várias dessas scenas, saiu em perseguição ao cão matando-o a tiros, no Itamaraty”. (22/01/1920)

UM NOIVO ESPERTO E FOLIÃO

“O nacional Octavio Dorceval Militão é o que na gyria se chama “aguia”. Tendo seduzido, com promessas de casamento, a uma solteirona, cuja edade está prestes a entrar na quarta dezena, obteve della certa quantia dizendo que ia adquirir moveis e utensilios para installar o seu ninho de amor. Em vez disso o “aguia” gastou tudo nas festas de carnaval, divertindo deveras ás custas da pseudo noiva. Esta encontrando-o na pandega terça-feira gorda, após o seu desapparecimento por varios dias, atirou-se a elle como uma vibora, aggrendindo-o. O facto foi levado a policia, onde o esperto foi preso pelo commissario Adão Pies”. (20/02/1920)

DOIS MALLANDROS E UM “BÓDE” PRESOS

“ - Olha a modinhas...romances em fascículos – apregoavam em altas vozes pelas ruas da cidade, Vicente Celestino e José do Nascimento. Até ahi, nada de mais, acontece, porém que dentre as modinhas umas havia pornografias. A denuncia foi feita por uma mãe, cujo filho ludibriado pelo malllandros comprara uma das taes modinhas. A policia então saiu em busca dos mallandros, onde os encontrou com um “bóde” - brinquedo de tamanho regular , que falava ao puxar uma cordinha, com o qual conseguiam atrair a curiosidade da creançada. Ambos foram presos e recolhidos ao xadres. O “bóde”, também apprehendido, vae ser recolhido ao museu policial, como um dos factores do crime de seducção”. (23/02/1920)

FOOTBALL E A VADIAÇÃO

“Recebemos a denuncia de que vários menores se reunem todos os dias num largo da rua Montecaseros, proximo á egreja do Sagrado Coração de Jesus, desde cedo até o anoitecer, e entregam-se ao “football”, atraindo alli alguns empregados que ficam horas distrahidos, tomando parte no jogo e na vadiação. São mais de 30 vadios que alli se juntam, quando deviam ser encaminhados para a escola ou para uma officina, afim de terem uma profissão um meio de vida e não se habituem assim, á vagabundagem”. (11/03/1920)

PRISÕES A GRANEL

“A vagabundagem que, ultimamente, tem tomado vulto nesta cidade, despertou a attenção das autoridades policiaes, que resolveram mandar effectuar varias canôas. Assim foram presos á noite 21 elementos desoccupados e conduzidos ao xadrez, entre as quaes constavam 5 mulheres” - Constam os nomes e as idades de cada um deles. (18/11/1920)

A CULPA FOI DO PORTUGUEZ

“José Alves Pereira, portuguez, de 60 annos e edade, de cor branca, casado, residente á rua Costa Gama n. 721, de regresso á casa, ás 8 horas da noite, caminhava junto á banqueta do rio da rua Souza Franco, quando avistou um bonde. Julgando que, subindo á banqueta estaria a salvo, assim o procede. Não foi, porém bem succedido na idéa, pois o estribo do bonde o pegou na canella, provocando a quéda do infeliz ao rio. Retirado do rio pelo motorneiro do bonde n. 19, José apresentava ferimentos extensos na perna, sendo conduzido á pharmacia Fluminense. As pessoas que viajavam no bonde affirmaram que o accidente foi causado pela impruddencia da victima”. (09/12/1920)

O QUE O POVO DIZ

“Pedem-nos os paes dos alumnos da escola da Ponte do Fones, que sejamos interpretes dos seus pedidos de providencias á policia, sem que até agora tenham sido attendidos. Trata-se dos abusos do louco Antonio R......, que armado de punhal tem tentado praticar actos libidinosos com as alumnas daquella escola”. (28/10/1921 – pág. 01/ coluna 05)

A POLICIA AGE

“As nossas autoridades continuam á caça das quadrilhas que continuam limpando os gallinheiros de muitas casas. Poz-se em campo a policia percorrendo todos os bairros, onde foram felizes descobrindo o paradeiro de João Peres Caetano (vulgo João Santinho) em Corrêas, onde foi effectuada a sua prisão”. (28/03/1922)

NOTAS POLICIAES

“O dr. Alfredo Rudge, digno delegado de policia impediu antehontem que visitassem a cidade um bando de ciganos, fazendo-os retroceder do Alto da Serra, afim de “pregarem” em outras terras...Foi uma boa medida, porquanto é sabido, ser aquelle elemento nocivo ao meio social”. (16/06/1923)

BANCAS DE JOGOS

“Foram presos hontem, nas matas do Palacio Imperial, varios individuos que alli haviam estabelecido bancas de jogos ao ar livre”. (16/06/1923).

FIM.



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