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  Colunistas
Frederico Amaro Haack
COLUNISTA

 

 

BAUERNFEST!

Infelizmente, esse ano de 2020 não teremos a nossa tão esperada Bauernfest, devido a Peste Chinesa, mas poderemos curtir a “Bauer” de uma forma uma diferente, esse ano a festa iria até nós, através do canal no Youtube da Prefeitura Municipal de Petrópolis, poderemos curtir uma programação muito interessante em casa, nos conformes do que é a verdadeira Festa do Colono Germânico. Gostaria de parabenizar os organizadores que conseguiram montar diversos conteúdos valorizando a História e cultura germânica em Petrópolis.

Venham bem, GERMÂNICA, sabemos que os colonos chegaram aqui em 29 de Junho de 1845, a Alemanha que conhecemos hoje, surgiu em 1871 com a Unificação, promovida por Otto von Bismarck. O que existia eram vários reinos e ducados na região da Confederação Germânica. A própria Baurnfest, começou em 1983 com o nome de Festival Germânico. Então não é correto chama-mos de Festa do Colono Alemão, e sim Festa do Colono Germânico, fica a dica para a Prefeitura corrigir para os próximos, mas é complicado, nós falamos todo ano isso, mas eles fingem que não escutam. 

Tudo começou com o Festival Germânico em 1983, criado pela sra. Emygdia Hoelz, com apenas três barracas cedidas pela comunidade Luterana de Petrópolis, atrás do Palácio de Cristal, com o objetivo de relembrar as tradições dos colonos germânicos em Petrópolis, vejam bem, em PETRÓPOLIS.

Hoje a Bauernfest, a Festa do Colono ou Camponês, encontra-se distorcia de suas origens, está sendo conhecido como a “Festa da Cerveja”. Tenho observado que o ponto alto das semanas que antecedem ao evento, a preocupação é saber qual cervejaria vai patrocinar e aceitar ao lance alto da licitação que a Prefeitura lançou, e muitos não se preocupam com a programação dos grupos folclóricos que irão se apresentar e que ensaiam o ano todo com muita garra e determinação dando o melhor de si em cada componente do grupo.

A Bauernfest é um evento de memória dos nossos antepassados, e não especificamente do que eles comiam e bebiam, isso é secundário. O evento primário é saber o que eles passaram para chegarem até aqui:  a fome e as Guerras Napoleônicas.

Para quem não sabe e só pensa em comer e beber na festa, muitas mães quando chegaram na Fazenda do Corrégo Seco, não tinham leite em seus peitos para amamentarem seus filhos recém-nascidos, devido ao grande estresse passado no navio ao longo de 45 dias embarcadas, passando frio e fome e as vezes comendo biscoitos podres, para sanar o problema o Governo, comprou cabras para resolver o problema do leite materno.

Daí podemos ver que, os colonos germânicos não subiram a Serra da Estrela em lombo de burro, com os canecos cheios de cerveja e muito menos comendo chucrute, salsichão, salada de batata, joelho de porco. Quando chegaram ao topo da Serra, ficaram abrigados nos Quartéis da Província, um deles na atual Rua do Imperador, na localidade aonde hoje se encontra o antigo Fórum, atual CEFET-RJ, para depois serem transferidos aos prazos de terras, na futura povoação de Petrópolis.

Ao serem receberem suas porções de terra, logo trataram de plantar para garantir a sua sobrevivência e da prole, dos vegetais que colhiam de suas hortas caseiras, faziam sopa. Dos animais de corte que possuíam faziam carne assada, dos suínos, aproveitavam tudo, e produziam o famoso joelho de porco. Mas também passaram muitas vezes, fome, frio, sofriam com a saudade da amada terra natal, dos parentes que lá ficaram e não tinham notícia. Como sofreram para construir a nossa Petrópolis!

Hoje quando chegamos na Bauernfest, vemos um festival gastronômico e de cerveja, o que não é. Quando estivermos em meio ao público, vamos lembrar que esse evento, o segundo maior do segmento do Brasil, é festa da memória Germânica em Petrópolis, EM PETRÓPOLIS.

Deixo aqui a minha homenagem a sra. Emygdia Hoelz, a “dona Emy.”, que com muita garra com seus 86 anos mantem com pulso firme as tradições dos nossos antepassados germânicos em Petrópolis.

Viva a memória dos nossos antepassados germânicos!

Bauernfest, a festa que cultuamos os nossos antepassados em Petrópolis!

 



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