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  Colunistas
Gastão Reis
COLUNISTA

 

 

IDEIAS (VENCEDORAS) CUJO TEMPO CHEGOU

                                           

               A  vida das ideias é curiosa. Algumas podem ser implantadas pouco depois de nascerem. Outras requerem um tempo médio. E um terceiro grupo, apesar de sensatas, podem levar décadas até serem adotadas. Claro, incluídas aqui as absurdas, que nem por isso deixam de ser desastrosamente aplicadas. O Brasil é useiro e vezeiro em levar décadas até abrir espaço para o bom senso, implementando propostas que funcionam a médio e longo prazos. Os alertas de Roberto Campos de 30 anos atrás já questionavam as idiotices rematadas em que nos metíamos anos a fio. A Lei da Informática, de triste memória, é um exemplo funesto, dentre outros, da opção pelo atraso.    

            Mas deixemos de lado a lerdeza, e vamos comemorar a nova etapa positiva em que o País parece estar  entrando com a posse do novo presidente e de sua equipe ministerial. Quatro discursos de posse destes últimos nos abrem perspectivas de um salto qualitativo: na Economia, com Paulo Guedes; na esfera da Justiça, com Sergio Moro; nas Relações Exteriores, com Ernesto Araujo; e na educação, com o colombiano naturalizado brasileiro, Ricardo Vélez-Rodriguez. Este é o quadripé que vai definir o sucesso ou o fracasso do governo Bolsonaro, sem esquecer, entretanto, a área de segurança, que parece estar bem equacionada com gente séria e competente no comando.

             Antes de mais nada, é importante reconhecer que há muito tempo o Brasil não tem de um time ministerial de tal envergadura. Gente que se expressa com clareza e objetividade. Rima lé com cré. Muito diferente da época obtusa de Dilma e &(má)Cia. Não obstante, alguns comentaristas da grande imprensa e das redes de TV de alcance nacional relembram o famoso Rolando Lero do humorista Chico Anisio: a imensa dificuldade de captar as dicas do mestre Nova Realidade, que tomou conta do País. O ministro Paulo Guedes, segundo a Mirian Leitão, jamais deveria ter falado em seu Plano B. Entendeu? Nem eu! Carlos Alberto Sardenberg, também de O Globo, de 03.01.2019, pergunta no título de seu artigo Qual bandeira vermelha? Será que ele nunca viu nas TVs as cenas em que o PT inundava as ruas com bandeiras vermelhas?

           Mas vamos adiante. Paulo Guedes, numa linguagem clara e direta, sem economês, colocou o dedo nas feridas nacionais: reformar a Previdência cujas contas não fecham; privatização para nos livrar da ineficiência das empresas estatais; simplificação tributária (imposto único) para pôr fim ao manicômio tributário brasileiro; fim da concentração de receitas na União, distribuindo-as para estados e municípios, onde o povo está e precisa de educação, saúde e segurança; e abertura comercial para integrar o País ao resto do mundo. Não mencionou, mas será sensível à proposta do bônus por desempenho, em que  uma empresa seguradora monitora as obras públicas feitas por outra empresa executora, recebendo tanto mais quanto mais rápida e menor for o custo da obra. O monopólio de empresas ligadas ao Corpo de Bombeiros para concessão de Habite-se tem que acabar assim como o  turno dos PMs de 24 por 72 horas. Nessas 72  horas, têm outros afazeres menos policiar e dar segurança ao povo.

         O ministro Sergio Moro prometeu aprofundar o combate à corrupção com alguns refinamentos, como já vinha fazendo em Curitiba. O ministro da Educação vai destinar o grosso dos recursos para o ensino fundamental, médio e profissional de qualidade, impedindo que o gasto per capita por aluno universitário continue a ser o maior em completo desacordo com o que acon-tece em países desenvolvidos e outros em estágio intermediário como o nosso.

         O ministro Ernesto Araujo das Relações Exteriores surpreendeu com suas citações. Como espinha dorsal do Itamarati propôs retomar o lema de vida do Barão do Rio Branco: “Eu me lembro da pátria onde quer que eu esteja”. Para ele, o Brasil precisa voltar a marcar presença no cenário internacional. Pretende retomar e dinamizar os acordos comerciais. Citou ainda a frase que define a direção da Casa: “A maior tradição do Itamaraty é saber renovar-se.”

         Essa nova configuração de poder está montada sobre ideias vencedoras, cujas propostas levam ao desenvolvimento efetivo. Afinal, a URSS e mesmo a China tiveram que dar um cavalo de pau pró-mercado em suas economias para funcionarem e progredirem. Mais que hora de seguirmos o exemplo.

 

Autor: Gastão Reis Rodrigues Pereira                              

Empresário e economista                                                     .                           

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