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  Colunistas
Gastão Reis
COLUNISTA

 

 

              BOM SENSO E VITÓRIAS EM OUTRAS CIDADES

 

           Inicio este artigo prestando minhas homenagens a todas as sociedades de amigos e protetores de animais. Sem dúvida, elas vêm prestando um grande serviço à causa de tratar animais com dignidade e respeito. Mas também discordo de iniciativas que extrapolam suas finalidades. No afã de defender os animais, algumas dessas entidades vêm perdendo a justa medida de que nos fala Aristóteles, o famoso filósofo grego.

      O caso de Poços de Caldas, em Minas Gerais, é bem ilustrativo do que digo.

A AAPA – Associação de Amigos e Protetores de Animais local, tendo em vista denúncias de maus tratos dos cavalos que puxavam as charretes, tradicional atrativo turístico da cidade, foi à luta. De fato, havia um laudo emitido, em julho de 2017, por uma médica veterinária, que fez a vistoria do serviço na cidade. Dos 70 cavalos inspecionados, apenas um estava bem nutrido. Havia animais com tendinite crônica por excesso de trabalho e peso, além de ferimentos. Os próprios moradores, nas redes sociais, publicaram flagrantes de animais em mau estado. Até aqui, a AAPA, vinha fazendo o serviço a que se propunha de defesa da saúde e bem estar dos animais.

        O passo em falso foi o seguinte, quando a Associação, em 2018, entrou com a ação contra a atividade, pedindo a suspensão do serviço de charretes em Poços de Caldas.  A juíza Tânia Marina de Azevedo Grandal Coelho, da 5ª Vara Civil da Comarca do município, argumentou que os requisitos para atividade já estão regulamentados por lei municipal de 1983. As charretes não podem transportar mais que quatro pessoas; devem ter placas; tabela de preços; ter suporte para as fezes dos cavalos; o animal tem direito a descansar o dobro do tempo que trabalha; e cada charreteiro deve ter pelo menos três animais para revezamento. Os cavalos agora têm um chip de identificação do dono, que também permite acompanhar suas condições físicas. E ainda são examinados periodicamente por um veterinário dos próprios charreteiros. Em 2018, já não foram registrados casos de maus tratos, segundo a fiscalização da prefeitura. Em toda a região, cidades como São Lourenço, dentre outras, estão obedecendo a regras semelhantes de proteção aos animais nessas atividades.    

         O caso de Petrópolis é diferente, pois saiu vários anos à frente com a atuação regular e severa de entidades como a AnimaVida. Os cavalos são chipados e examinados com regularidade por veterinários. Importante saber que têm obtido nota máxima ao fim de cada vistoria quanto às condições de saúde equina para o trabalho de tração. A parelha que trabalha num dia não trabalha no dia seguinte, o que impõe a cada charreteiro dispor de pelo menos quatro animais. Ou seja, Petrópolis está, e já faz tempo, em linha com os requisitos que protegem os animais em outras partes do planeta.

         Em diversas capitais do mundo, como Londres, Nova York, Viena e várias outras cidades importantes, as vitórias, devidamente regulamentadas, são oferecidas ao público visitante desde sempre. Também não se tem notícias de movimentos para interditá-las, pois o turismo sofreria com perda de atrativos, renda e emprego. Petrópolis não pode se dar ao luxo de dispensá-las pelas mesmas razões. O centro histórico será, cada vez mais, um espaço para os pedestres, que tem condições de conviver em harmonia com as vitórias.

         A questão de fundo em tela é fazer de modo correto a consulta popular, quando se quer pôr em questão a manutenção ou não das vitórias na Cidade Imperial. Para tanto, é fundamental que a população esteja bem informada ao votar, coisa que não aconteceu no plebiscito do dia 7 de outubro de 2018. A pergunta foi mal formulada; o munícipe não teve clareza no que estava votando por não haver duas opções claras na tela de votação do tipo “Sou a favor de manter as vitórias” ou  “Sou contra à manutenção das vitórias”. Aí sim, ele/ela saberia no que estava votando. Naquele dia, nas seções eleitorais, era evidente a confusão dos munícipes na hora de votar. Não se trata de impedir um plebiscito, mas de exigir que a população esteja devidamente informada antes de proferir sua decisão soberana. Não foi ao que aconteceu. Que seja feito um novo plebiscito!       

 

 

Autor: Gastão Reis Rodrigues Pereira                              

Empresário e economista                                                     .                            

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