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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

 O PERIGO DOS  CANUDOS DE PLÁSTICO E FOGOS DE ESTAMPIDO

O mal que ambos provocam à vida humana e aos animais

Etimologicamente a palavra saber advém do Latim 'sapere' que significa conhecer, compreender, etc.   E quem conhece, modifica seu entendimento, dá vez à razão, educa-se, torna-se melhor no meio em que vive, valorizando a vida em todas as suas manifestações.   O meio ambiente precisa de nossa colaboração para que a vida se manifeste plenamente.   Com estas palavras iniciais, pretendo destacar dois assuntos que precisam ser debatidos pela sociedade e autoridades  contemporâneas, no caso específico, a proteção ao meio ambiente, preservando os ecossistemas e biomas, dando continuidade ao desenvolvimento sustentável para futuras gerações.   E quem sabe, modifica o que precisa ser modificado.   Nós, protetores dos animais e do meio ambiente,  ainda temos muito o que  aprender e praticar,   ainda mais por se tratar de assunto  relativamente novo para a sociedade contemporânea nos quadrantes do mundo. Mas, o que sabemos, precisamos passar à frente, afinal, a vida é  uma profícua escola.

À luz dessas iniciais palavras, vou direto aos fatos. Duas entre muitas outras  agressões ao meio ambiente que passam despercebidas por grande parte da Humanidade são a utilização de canudos de plástico para ingerir líquidos e a utilização de fogos de estampido. À medida que adquirimos conhecimento, modificamos, certamente, nossos hábitos, adquirimos consciência plena de nossas responsabilidades em relação à preservação da vida ambiental e atavismos culturais são modificados pelo esforço e exemplo de cada um.   Muitas pessoas não sabem, mas a utilização dos canudos causam danos incontestes à natureza e isso não pode continuar assim. Estes artefatos demandam tempo para se decomporem na natureza, mais de cem anos.  Segundo o Fórum de Davos, se providências enérgicas nã ;o forem tomadas, até o ano de 2050 haverá  mais plásticos nos oceanos que animais marinhos, uma tragédia que ainda pode ser evitada.  Para termos melhor ideia, somente nos EUA são utilizados 500 milhões desses canudos diariamente, uma irresponsabilidade sem limites.

O destino desse lixo plástico são os mares e oceanos, colocando em risco de vida toda a fauna marinha.  Muitas tartarugas aquáticas morrem diariamente asfixiadas por causa desses objetos e há, hoje em  dia, um trabalho de conscientização mundial para substituir este artefato por canudo de papel biodegradável que não causa dano à fauna marinha, uma vez que se decompõe facilmente. 

PROJETO DE LEI PROIBINDO CANUDOS DE PLÁSTICO FOI APROVADO NA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
tem como finalidade substituí-los por canudos de papel, seguindo o exemplo de diversos países

Na cidade do Rio de Janeiro foi aprovado recentemente um PL pondo fim aos canudos de plástico, substituindo-os, como citei acima, por canudos de papel e de fácil decomposição na natureza.  Agora, o PL segue para sanção ou veto do prefeito Marcelo Crivella.  Vamos torcer para que haja sensibilidade e bom senso por parte dele.   Essa ideia precisa ser exemplar e referência em  todo o Brasil, para o bem da vida da fauna marinha  e preservação do meio ambiente.  Isso sem esquecer as latinhas de cerveja e refrigerante que são jogadas no mar, prejudicando a vida de baleias, golfinhos, tubarões que engolem estes objetos, podendo levá-los à morte. 
Alguns países como a França, Costa Rica, Noruega já substituíram os canudos de plástico pelos biodegradáveis, um exemplo singular  a ser seguido  por todos, sem exceção.


FOGOS DE ESTAMPIDO
põem em risco de vida animais, além de atingir idosos, bebês e outras pessoas que não suportam barulho

Eis outro problema que precisa ser levado a sério no Brasil.  Em épocas especiais, soltam-se rojões com estampido cada vez mais fortes, perturbando a vida alheia e pondo em risco a vida dos animais em todas as cidades brasileiras.   Os animais, como sabemos, têm audição extremamente apurada e  muitos deles morrem por susto ou por  fugirem dos lares em que residem, sendo atropelados. É impensável que numa sociedade civilizada ainda haja valores culturais que beiram o primitivismo ou hábitos rudimentares, pelo  simples prazer de fazer barulho. 

Em São Paulo, o atual prefeito Bruno Covas, do PSDB, sancionou no mês passado, ou seja, em maio do corrente ano, o Projeto de Lei que proíbe  fogos de artifício barulhentos.   O PL atende ao apelo de milhões de paulistanos insatisfeitos com o espocar  de fogos, perturbando animais, bebês e idosos, seres mais fragilizados e que não podem ficar expostos a estas agressões.    A irracionalidade precisa ser substituída pelo bom senso, pela boa educação e tudo começa no lar e dá continuidade nas escolas, através da educação ambiental.    No Rio de Janeiro, em especial na passagem de ano, é um absurdo o consumo de toneladas de fogos de artifício que podem provocar danos irreparáveis aos nossos ouvidos e também dos animais.

Em síntese, a sociedade brasileira precisa se preocupar com o exposto acima, deixar de lado o individualismo e pensar no próximo, pois quando alguém solta  fogos de estampido, comemorando algum evento, esquece que há outras pessoas que estão em hospitais, abrigos, além dos animais que sofrem em demasia por causa desse hábito  tosco, rude, e que não está de acordo com a  civilidade.  Não devemos nos acostumar com tudo -  é preciso perceber a linha tênue que separa o aceitável do inaceitável, o que é bom e o que é ruim e dizer não a tudo aquilo que agride a vida, seja humana, vegetal ou animal.  O caos nunca foi solução para nada.  Portanto, sugiro uma boa reflexão sobre os assuntos citados, afinal, nada mais justifica o que afronta a civilidade.

Gilberto Pinheiro
jornalista, palestrante em escolas,
universidades, ex-consultor da CPDA-OAB,
Comissão de Proteção e Defesa dos Animais
da Ordem dos Advogados do Brasil

nota: aceito críticas!
e-mail: pinheiro.gilberto@bol.com.br

Somos o coração, a alma, a voz dos animais
 
 



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