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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

 

 

COMERCIALIZAÇÃO DO  VENENO CHUMBINHO PARA MATAR RATO É CRIME
Autoridades sanitárias precisam intensificar a fiscalização em lojas e camelôs

Parece que a impunidade no Brasil é realmente regra e, mesmo com leis proibitivas para impedir crimes contra animais, não há punição necessária.   À luz dessas iniciais palavras, ensejo destacar a venda ilegal do veneno conhecido popularmente como chumbinho, para matar ratos, crime previsto na Lei Federal 9605/98 art. 32, que ampara e protege a todos os animais, além do desrespeito à Lei também Federal 7802/89 que regulamenta a venda de agrotóxicos utilizados em lavouras.    A comercialização do veneno é comum no país e nenhum órgão responsável, como as secretarias de Saúde  municipais, estaduais se importa com o referido crime,   passando também indiferente em relação  ao Ministério da Agricultura.   A polícia pode e deve prender o infrator que esteja vendendo o veneno,  conduzi-lo à delegacia policial e o criminoso  estará sujeito à prisão, além do pagamento de multa, em torno de oito mil e trezentos reais.

É preciso conscientizar a sociedade, principalmente, as pessoas que residem nas comunidades pobres que é crime federal a utilização do citado veneno.  Este crime contra os animais, no caso, ratos, não pode permanecer incólume, sem punição.  O citado veneno mata provocando intenso sofrimento, como dores abdominais, falta de ar,  visão turva e os cães, gatos, pombos  também correm risco iminente de  vida  se ingerirem o mesmo misturado a algum alimento, uma vez  que o veneno não tem cheiro.   Todos nós precisamos fazer a nossa parte,conscientizando amigos(as), pois somente a boa informação, a boa educação modificarão paradigmas antiquíssimos advindos do atraso e remotos tempos.

EM RECINTO LIMPO NÃO HÁ RATOS

O ser humano precisa se conscientizar que o grande culpado pela proliferação de ratos é ele mesmo, deixando lixo acumulado em casas,  terrenos, nas ruas, aguardando o caminhão de lixo passar e recolhê-lo.  Se houver higiene, recinto limpo, não haverá a presença de ratos que são atraídos exatamente pelos  alimentos já em estado de decomposição.   Como sempre afirmo, é indispensável políticas públicas voltadas à proteção do meio ambiente e também relacionadas aos animais.   Não é possível que em pleno terceiro milênio ainda estejamos vivendo momentos que lembram a Idade Média,  quando não havia saneamento básico e o lixo e dejetos eram lançados nas ruas, uma imundície sem limites, gerando doenças, dando vez ao primitivismo humano.

 SUGESTÃO PARA AFASTAR RATOS SEM SACRIFICÁ-LOS

Há uma maneira natural e ecológica para afastar ratos sem sacrificá-los.  Trata-se da utilização de erva de menta, plantando-a  em jardins ou então adquirir nas lojas de produtos naturais a essência dessa erva, misturando-a com água e pulverizando os cantos da casa, ou seja, atrás das portas, em varandas, próximo à lata de lixo,  etc.   Os ratos não suportam o odor forte dessa erva, afastando-se imediatamente.  Além disso, afasta também as formigas. Portanto, não é preciso matar os ratos com requinte de crueldade e sadismo;   não é necessário utilizar veneno, cometendo um crime inaceitável.   É uma forma prática, saudável e mais civilizada para os dias atuais. O que falta, infelizmente, é informação de boa qualidade  e punição aos infratores.
Em síntese, solução inteligente, há.  Agora, se as autoridades não fizerem a sua parte,  fiscalizando e punindo com rigor os que vendem o veneno e não informar à sociedade que ela também é responsável pela proliferação de ratos, acumulando lixo na porta de casa,  tudo será em vão,  os crimes contra animais se perpetuarão, lamentavelmente, uma vez que país que não investe em educação será sempre um país atrasado e as soluções civilizadas  serão praticamente impossíveis. 

Gilberto Pinheiro
jornalista, ex-consultor da CPDA/OAB-RJ,
Comissão de Proteção e Defesa dos Animais
da Ordem dos Advogados do Brasil e palestrante
em escolas e faculdades sobre a senciência
e direitos dos animais

 

Somos o coração, a alma, a voz dos animais
Gilberto Pinheiro

 



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