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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

 

 

UM POR TODOS E TODOS POR UM - não ao individualismo na causa animalÉ indispensável que a nossa luta continue e haja mais união entre os defensores dos animais

Como diz o velho ditado: a união  faz a força e sempre acreditei nesta máxima, a mesma de Alexandre Dumas, romancista francês do século XVII que criou D'Artagnan e Os Três Mosqueteiros.   A vitória de um era de todos!
Sem dúvida alguma, quando há um objetivo maior, uma causa que enterneça ou sensibilize corações, exigindo mudanças, faz-se mister por ela lutar hoje, amanhã e sempre unidos!  Refiro-me à proteção dos seres indefesos e sencientes animais, sejam eles domésticos, domesticáveis, silvestres e exóticos.  E para que isso se torne funcional é  indispensável a união entre os defensores da fauna em amplo espectro, sem vaidades e personalismo.  Não devemos pensar em lideranças e liderados mas, em proteger a fauna.  União, portanto, é indispensável, à luz de  ideias para o iminente progresso e libertação animal do jugo humano.  A vitória de um será sempre de todos(as) e não devemos pensar diferentes. O individualismo deverá ser descartado para não dar vez ao egocentrismo e, por conseguinte, à estéril vaidade.  Sejamos, por analogia, como os Os Mosqueteiros no romance de Alexandre Dumas pela libertação animal - um por todos e todos por um!


 D'Artagnan e os Três Mosqueteiros - um por todos, todos por um

COMO ENTENDE A ONU - Organização das Nações Unidas 
todas as formas de vida merecem respeito por parte da Humanidade
 
Sabemos que a causa protetiva aos animais é difícil, haja vista a conceituação especista que atravessa o tempo, ou seja, a crença de absoluta superioridade da espécie humana frente às demais.  Este entendimento distorcido vem sendo criticado há tempos e um exemplo significativo é a resolução de número 37/7, de 1982, da ONU, Organização das Nações Unidas que tem a seguinte redação: " Toda forma de vida é única e merece ser respeitada, qualquer que seja sua utilidade para o homem e com a finalidade de reconhecer aos outros organismos vivos este direito, o homem deve se guiar por um código moral de ação."

A VIDA É UM CONSTANTE DEVIR - Heráclito, filósofo pré-socrático 
 
Com a descoberta da senciência dos animais, nós, defensores dessas vidas, sentimo-nos impelidos a modificar nossos rumos, traçar metas, elaborar conceitos, convencer autoridades para o surgimento de novas leis, inclusive, mais contundentes aos criminosos que maltratam estes seres fragilizados e dependentes de todos nós.  A vida é um constante devir, conforme entendia Heráclito, filósofo pré-socrático nos idos dos tempos e isso traz implícito o conceito de imperiosa necessidade de mudanças. O devir é movido pela constante mudança e buscando sempre rumos que levem ao desenvolvimento e progresso em nome da vida como um todo na Terra.   O ser humano tem o dever de proteger a natureza  em sua ampla diversidade e quando a isso me refiro, subscrevo o  verde da natureza, assim como toda a flora, rios, mares e animais.
 
AS LEIS SURGEM QUANDO GRANDE PARTE DA SOCIEDADE ACREDITA EM OUTROS IDEIAS
As autoridades precisam ser sensíveis à demanda popular no que diz respeito à proteção animal
 
Ancorado nestas palavras e para atender tais objetivos, a sociedade precisa se manter unida, organizada e tentar convencer autoridades, principalmente, os parlamentares que leis neste sentido são indispensáveis.  Em verdade, as leis nascem quando grande contingente da sociedade acredita num ideal construtivo e que algo precisa ser modificado.  O ser humano precisa atualizar-se, construir novos cenários de paz e, naturalmente, não podemos esquecer da vida dos animais, tão desprezada e subjugada, principalmente, por interesses econômicos.  Isso é um absurdo que precisa ser vencido neste milênio.

AS REDES SOCIAIS ENCURTARAM O MUNDO
Graças à Internet e outras redes sociais, hoje a comunicação é rápida e pode modificar paradigmas
 
Hoje em dia, com o acesso à Internet o mundo tornou-se pequeno e a comunicação extremamente rápida, podendo, inclusive, modificar paradigmas. Na Antiguidade, demandava semanas para que "notícias" fossem espalhadas.  A conceituação de que os animais servem como alimento para a espécie humana, além do divertimento, é, sem dúvida, um atavismo cultural praticamente intocável, por isso, quando surgem leis protetivas, as mesmas são brandas e não punitivas  Agora, com o advento desta poderosa mídia, as informações ultrapassam fronteiras em questão de minutos, colocando o internauta a par do que deseja conhecer.  A causa protetiva dos animais se utiliza muito deste recurso que veio para ficar.    Assim, combate-se o especismo que vem de longe e tem raízes na antiguidade.

DUALIDADE INTERPRETATIVA - como é  interpretada a vida animal em religiões, no caso Hinduísmo e Cristianismo
 
Um exemplo que deixa bem claro está explicitado numa dualidade de entendimento, à luz do conceito religioso.  Na Índia, por exemplo, acredita-se que os humanos quando morrem têm suas almas reencarnadas em animais e não é à toa que a vaca é considerada sagrada para os hindus;   no Cristianismo, há uma conceituação distorcida de que Deus criou os animais para servir à espécie humana, podendo assim dominá-los e deles fazer o melhor que aprouver a cada um.   A Filosofia clássica também trouxe a reboque para os novos tempos uma indelével distorção:  Aristóteles afirmou a superioridade dos humanos frente aos animais.  Antes dele, Pitágoras defendeu o direito dos animais à vida e à sua dignidade, assim como a existência da alma deles.  As interpretações são diversas, como diversas são as opiniões.  A falibilidade humana é uma colcha de retalhos de diversas cores e matizes diferentes. 

Em síntese, penso que devemos agir como D'Artagnan e os Três Mosqueteiros - devemos lutar pelos mais nobres objetivos na defesa dos animais, conscientizando a população brasileira, ensinando nas escolas, nas faculdades, condomínios residenciais, insistindo com parlamentares na criação de leis mais contundentes contra crimes em relação à fauna e sermos unidos, afinal, não há dúvidas que a união faz a força e quando há este espírito de um por todos e todos por um, certamente, faz-se a diferença.
- Tenho dito!
  
Gilberto Pinheiro
jornalista, palestrante em escolas, universidades
sobre a senciência e direitos dos animais
 
e-mails: gilberto_pinheiro@yahoo.com.br e pinheiro.gilberto@bol.com.br
 
PINGANDO CONHECIMENTO
 
Os gatos percebem tudo ao redor. Têm visão aguçada
e podem sentir as energias eletromagnéticas negativas do ambiente.
Eles se comunicam conosco e o que pode parecer absurdo, não é para
a etologia, ciência que estuda o comportamento animal.
Fonte: livro Inside The Animal World - Por Dentro do Mundo Animal
de Robert Burton e pela psicóloga de animais Beatrice Lydecker, autora
do livro What The Animals Tell Me, além do parapsicólogo J.B.Rhine
 
 
Somos o coração, a alma e a voz dos animais



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