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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

 

 

O PREÇO DA GANÂNCIA E IRRESPONSABILIDADE

A Humanidade parece febril por causa de conquistas e busca por bens materiais, doente em leito de hospital sem previsão de alta,  possivelmente, com malefício de difícil cura.  E no Brasil, o alerta vermelho, a precaução não parece ser norma, cuja consequência são as tragédias irreparáveis, com perdas de vidas em amplo espectro, ou em outras palavras, humanas, vegetais e animais.  O descaso com o meio ambiente, a ganância pelo dinheiro leva a atitudes sombrias como a exploração da irmã natureza, pagando um preço extremamente alto, esquecendo que ela tem vida e .........reage!!!!
E quando reage é porque está sendo muito agredida e a tragédia que se repetiu há poucos dias em nosso país, como o rompimento da barreira de Brumadinho é prova insofismável desta afirmação. 

Observem que nem a primeira tragédia, como a ocorrida em Mariana  há três anos,  foi capaz de servir de reflexão aos responsáveis pela exploração de minérios.
Constrói-se barragens à vontade no Brasil, mas, parece que as mesmas não são fiscalizadas periodicamente e o resultado é o pior possível: o rompimento das mesmas,  destruindo tudo à frente, ceifando vidas humanas e de animais, destruindo biomas e ecossistemas, algo que assusta e causa perplexidade às pessoas mais sensatas e que veem a vida de forma diferente, entendendo que a natureza precisa ser preservada e que  o dinheiro não pode estar acima deste objetivo.   Claro que o dinheiro é importante pois, sem ele, não se vive.  Mas, a hipervalorização dos bens materiais, a cultura do ter em detrimento do ser,  levam ao próprio desequilíbrio no planeta.  Até quando a terra fértil será explorada de maneira desmedida, pensando-se apenas na riqueza e equilíbrio econômico no que diz respeito à balança co mercial via importação e exportação, no caso, de minérios de ferro?  Até quando a Bolsa de Valores terá mais valor que a vida em diversidade?

O CAOS VIVIDO EM POMPEIA - uma analogia a Brumadinho com outro cenário de dor
A história parece se repetir na Humanidade

Esta última tragédia ocorrida no interior de Minas  Gerais, em especial,  no município de Brumadinho, transportou-me no tempo e lembrei-me de Pompeia, cidade romana onde em 79 d.C. o  vulcão Vesúvio entrou em erupção, ceifando em torno de 20 mil vidas, cujas lavas petrificaram humanos, além de destruir a cidade.  Este vulcão estava inativo há uns 800 anos e a cidade distante 8 km.    Precisamos lembrar que o planeta Terra está em constante acomodação e, com o aquecimento natural em seu interior, as lavas são expelidas e foi um acidente natural.  Agora, este na cidade interiorana de Minas Gerais, certamente, foi provocado pela incúria humana, construindo barragem e que, possivelmente, não era devidamente revisada, fiscalizada, acumulando rejeitos, o que gerou o caos.  O planeta tem vida e é bom nos lembrarmos disso. Agor a, imaginem, apesar da acomodação, por exemplo, de placas tectônicas em regiões de imensa profundidade, ainda o ser humano retirando terra, cavando em minas para encontrar minério, explorando-o sem limites? O que podemos esperar senão a catástrofe?  É bom ficarmos atentos, cientes que o Brasil possui milhares de barragens e que podem, se não houver fiscalização competente e constante, romperem-se.    Parece que a vida humana, animal e vegetal não tem valor!
Por que tem que ser assim, exploração sem sustentabilidade, pensando apenas no lucro em detrimento da vida?

Acredito, sinceramente, que poder-se-ia até explorar a terra em busca de minérios mas com alguma parcimônia, um certo cuidado que, na verdade, não acredito que haja.  Os rejeitos ficam acumulados em barragens, pressionando para se expandir e barreiras são construídas para impedir o rompimento.  Mas, imaginem que em toda força há uma reação contrária e inversamente proporcional.  Uma parte cederá e a que irá ceder será a barreira. Por quê?  Porque é algo artificial, construída pelas mãos humanas, o lado mais fraco.   Acidentes podem ocorrer como o citado acima em Pompeia mas que deveriam servir de exemplo, pois, a natureza, conforme explicitei, está viva e reage constantemente.  Com ela não se brinca, não se desafia, afinal, o homem jamais irá vencê-la.  Mas, a ambição cega e a ganância desenfreada aceleram o processo de agressão ao meio ambiente sem pensar nas terríveis consequências.  Até quando será assim?

UMA OUTRA ANALOGIA - a exploração do fundo do mar em busca do petróleo também pode causar danos irreversíveis

Uma outra analogia está na exploração do fundo do mar em busca do petróleo ou combustível fóssil, produzindo energia para veículos automotores.  Ora, atualmente há tecnologia suficiente para produzir veículos à base de energia elétrica. Mas, não interessa ao mercado, afinal, o petróleo é fonte de riqueza e esquecem que o combustível gerado, produz poluição,  aquecimento global, danos ao meio ambiente  e outras tragédias poderão ser inevitáveis, enquanto permanecer esta mentalidade tacanha em busca do lucro financeiro com tanta avidez.  Por isso, ratifico a indagação:  até quando será assim, o homem e o poder banhados pela ganância desenfreada e sede pelo lucro, sem levar em consideração a vida e o meio ambiente?  Quando seremos humanos na acepção d a palavra?      
É preciso que a Humanidade entenda que ela não é o centro do Universo;   a vida  humana não é mais importante que a vida da fauna e da flora ou  de todas formas de vida existentes e diferenciadas  na natureza.   Somos todos interdependentes.  Será que é difícil entender isso? 

SALVAMENTO DE ANIMAIS
Equipes de bombeiros, médicos veterinários, brigada animal  e ativistas salvaram vidas de animais

Apesar desta imensurável tragédia surgiu um facho de luz: médicos veterinários voluntários, além de bombeiros, ativistas  e brigada animal foram ao local, salvando vida de diversos animais que estavam condenados à morte, retidos na lama,  por causa da incúria  humana.  A imagem de um bovino atolado no lamaçal  comoveu o Brasil inteiro, e estas pessoas iluminadas conseguiram resgatar esta vida, assim como de galinhas, patos, cães, gatos e peixes.   O bem mostrou a sua face, afinal, são seres humanos abnegados, esquecendo-se de si para salvar estas vidas tão fragilizadas, tão vilipendiadas pela mentalidade de muitos humanos que ainda entendem que os animais nasceram para servi-los.  Ma, quem foi que outorgou este direito aos humanos, ou seja, servirem-se à vontade dos animais, a seu bel-prazer, entendendo-os como seres desprezíveis e vida s em valor?

Eles são nossos companheiros de jornada na Terra e merecem toda dignidade e respeito possível.  Por isso, faz-se mister  ensinar nas escolas, propagar o bem aos animais, modificando esta mentalidade retrógrada e especista que ainda perdura no coração de muita gente.  Parabéns, a estes abnegados cidadãos e cidadãs que arriscaram suas vidas, salvando os animais.  Este exemplo edificante é transformador e precisa ser amplamente divulgado.   Está na hora de haver mais responsabilidade em relação à natureza, consequentemente  à fauna e flora, afinal, não somos mais importantes que os biomas e ecossistemas e, muito menos,  donos do mundo.                  

PINGANDO CONHECIMENTO

As galinhas são extremamente sensíveis sendo,
inclusive, dissimuladas, com habilidades de cognição
semelhantes a de alguns primatas, usando sinais sofisticados
para transmitir suas intenções.  São capazes de sentir empatia
por outras aves em iminente perigo. Sentem medo, alegria, tristeza,
como todos nós. São seres sencientes!

Fonte:  revista Scientific American - ano 2014
Somos o coração, a alma, a voz dos animais



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