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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

 

 

RÉVEILLON, SIM!  FOGOS DE ARTIFÍCIO COM ESTAMPIDO, NÃO!

Os fogos espocando no ar perturbam a vida de muita gente, além dos animais que sofrem muito.

O ano de 2019 está se aproximando do fim e, como praxe, no dia 31 de dezembro, é comum o espocar de fogos pelo mundo.  E o Brasil não foge à regra!  Fogos com alto teor explosivo, fazendo um barulho ensurdecedor, como se isso trouxesse esperança de dias melhores e um ano novo repleto de alegria e felicidade.  Que engano!
Creio que esteja na hora de pormos fim a essa cultura tradicional e atávica que vem de longos anos e tem apoio, muitas vezes, de governos estaduais e municipais, uma perda de tempo e dinheiro, algo jogado fora, cujas verbas poderiam ser aplicadas em benfeitorias, assim como na melhoria das escolas, hospitais, algo racional e aceitável, distante do absurdo popular e do fisiologismo político.


Sou favorável ao show pirotécnico com luzes apenas.  O espocar dos fogos produz barulho infernal, prejudicial à saúde humana e a  dos animais que não suportam conviver com esta cultura que vem de longuíssimos anos.  É uma mentalidade estranha, gostar-se dessa tradição.  Em alguns países mais desenvolvidos que o Brasil esta mentalidade está sendo colocada de lado e vê-se fogos de artifício coloridos sem ruídos, o que é, sem dúvida, muito mais agradável e civilizado.   No Brasil, alguns estados e municípios também começam a modificar esta cultura, para o bem de todos, sem exceção.  Ora, estamos em pleno terceiro milênio, época de mudanças, de avanço e reformas de ideias mais criativas, aceitáveis e civilizadas.

 

Portanto, seria louvável se parlamentares desenvolvessem projetos de lei, pondo fim ao barulho desses fogos, contemplando a vida, saudando o ano novo que se aproxima.  E haveria muita beleza, iluminando o céu em cores diversas e performáticas.  Quem gosta de barulho, possivelmente, não conhece a paz de espírito.  Tantas pessoas nos leitos de hospitais, animais domésticos, bebês, autistas e demais pessoas sensíveis, passam mal com o barulho ensurdecedor causado por esse absurdo.  Precisamos evoluir para não permanecer no erro de tempos passados.

Em síntese, réveillon, sim!  Fogos barulhentos, não!
O bom senso precisa, inexoravelmente permanecer, afinal, a boa educação sugere o respeito ao próximo e toda manifestação de vida precisa ser respeitada, consequentemente, preservada.

Será que é difícil entender isso????

É no problema da Educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da Humanidade
Immanuel Kant - filósofo alemão, séculos XVIII / XIX

Gilberto Pinheiro é jornalista, palestrante
em escolas,  universidades, destacando a senciência
e direitos dos animais     

Somos o coração, a alma, a voz dos animais



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