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  Colunistas
Gilberto Pinheiro
COLUNISTA

 

 

RINHAS DE GALO - crueldade que desafia as leis protetivas aos animais
Infelizmente, ainda existem nos interiores e algumas capitais brasileiras

Defender a vida dos animais não é uma atividade fácil e, muitas vezes, incompreendida, considerada como algo extravagante, atividade de  "quem não tem o que fazer".   Temos sim, e muito, pois combater a crueldade contra os indefesos animais ocupa-nos tempo e muita disposição.   A cada dia que passa, crimes somam-se a outros crimes contra a vida da fauna e, muitas vezes, passam incólumes à punição das leis protetivas que, por natureza, já são brandas, infelizmente.  Manifestam-se de diversas formas como abandono de animais nas ruas da amargura assim como  rodeios, vaquejadas, farra do boi, caça, assuntos que sempre destaco neste espaço, tentando conscientizar a população brasileira.  Não podemos mais tolerar esta onda de crimes e perseguição à fauna, sabendo que são seres  sencientes , sofrendo como todos nós.   À luz destas iniciais palavras, hoje destaco mais uma atividade criminosa que segue em curso - as rinhas de galo, outra barbárie com sombra de sadismo e até psicopatia por parte dos responsáveis por esta insanidade e inconteste crime e, muitas vezes, sem a devida punição.

PROIBIDAS NO BRASIL DESDE 1920

Na verdade, as rinhas de galo são proibidas no Brasil desde 1920, através do Decreto 14.529 que regulava as casas de diversões públicas.  Posteriormente, confirmado em 1934 por outro Decreto Federal  de nº 24.645 alusivo à proteção dos animais. E consta no texto legal, art.3º - Consideram-se maus-tratos realizar ou promover luta entre animais da mesma espécie ou diferentes, mesmo em lugar privado.  Todavia, não explicita a penalidade, o que considero uma falha jurídica.   As rinhas de galo são  formatadas em uma inaceitável crueldade, expondo os animais em lutas até a morte.
E, para que isso ocorra, têm têm as penas do pescoço, coxas e parte de asas cortadas para se ferirem, sangrando e levando à morte.   E o pior é que mesmo proibidas ainda insistem em desafiar as leis brasileiras, conforme as citadas, tendo como maior tutela  o artigo 225/1º/VII/CF88  e a Lei Federal 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) artigo 32 - combate aos maus-tratos.  É impressionante como as leis protetivas aos animais são desafiadas em nosso país e, muitas vezes, tais crimes passam incólumes.  A desobediência às leis é rotina que advém de longo tempo, infelizmente.

O caso mais recente ocorreu quarta-feira passada, do corrente ano (2019)  em Curitiba, no bairro São João quando 12 galos vítimas da crueldade humana foram apreendidos, encontrados os em gaiolas apertadas.   A DPMA - Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente recebeu denúncia e foi conferir, resgatando todos eles.  Os galos estão em poder de um fiel depositário  até que possam ser adotados por amigos dos animais.  Segundo a prefeitura de Curitiba, diariamente são dezenas de denúncias de maus-tratos e crueldade contra animais indefesos.  Tem que punir com rigor estes infratores e colocá-los na cadeia. Acredito que em breve tempo será assim - punição com restrição de liberdade de um a quatro anos.
Mais uma vez, insisto: enquanto não se educar nas escolas sobre a senciência e direitos dos animais, o problema não será resolvido.  É preciso despertar a compaixão pelos animais nas crianças e na juventude, estendendo aos adultos o entendimento que todos os animais sentem e  sofrem como todos nós, não sendo mais compreensível que o especismo  prevaleça e se manifeste através da maldade humana.

Gilberto Pinheiro
jornalista, palestrante em escolas, universidades,
ex-consultor da CPDA/OAB-RJ - Comissão de Proteção
e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil

PINGANDO CONHECIMENTO

Há uma tecnologia em desenvolvimento que pretende produzircarne de boi, frango e pato em laboratório sem matar um animal sequer.
Os pesquisadores pretendem substituir a carne natural por artificial
para consumo, mantendo as mesmas características e sabor.
Segundo a empresa americana Menphis Meat, os estudos estão avançados e,
em breve tempo, os animais estarão livres do abate para consumo.
Vamos então aguardar, com esperança que isso se concretize, 
afinal, os primeiros passos já foram dados

E-mails: pinheiro.gilberto@bol.com.br
gilberto_pinheiro@yahoo.com.br 



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