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  Saúde

Hospitais privados registram queda de até 80% nos atendimentos preventivos

Falta de acompanhamento pode agravar casos e sobrecarregar o sistema de saúde

Jaqueline Ribeiro - Especial para o Diário

Por conta da pandemia de covid-19, pacientes com doenças crônicas - como hipertensão, diabetes, por exemplo -  que precisam de acompanhamento médico permanente, ou aqueles cujos casos  requerem intervenções cirúrgicas eletivas (não urgentes), estão deixando de procurar atendimento médico, o que gera preocupação. Alguns hospitais da rede privada registram desde o início da pandemia, queda de até 80% nas consultas em ambulatórios. Na outra ponta, as emergências médicas -  infartos e AVCs, por exemplo -  continuam levando um grande número de pessoas para UTIs - situação que pode se agravar em consequência do  afastamento dos pacientes que precisam de monitoramento constante.  

- Existe uma preocupação muito grande com este atraso, pois já são mais de 100 dias. Este afastamento dos pacientes crônicos das consultas pode levar ao agravamento do quadro e gerar um aumento nos casos graves, com possível sobrecarga dos leitos de UTI - pontua o diretor executivo do Hospital SMH -  Beneficência Portuguesa, Fernando Baena, destacando que os leitos de UTI da unidade trabalham em média com pelo menos 80% de ocupação.

O SMH registra a queda de 80% nas consultas no ambulatório, 70% nas cirurgias e 65% nas internações eletivas. A queda também foi sentida no pronto atendimento do Hospital, com queda de 50% nos atendimentos a adultos, 85% nos setor de pediatria e 65% na ortopedia.

A situação não é diferente no  Hospital Unimed - Petrópolis, onde a  procura no Pronto Atendimento caiu em todas as clínicas - Ortopedia, Pediatria, Ginecologia/Obstetrícia e Clínica Médica.

De acordo com a Unimed-Petrópolis, nos meses que antecederam a pandemia, a média de atendimento de urgência e emergência girava  de em torno de 4 mil mensal.  Atualmente a unidade vem mantendo a média de aproximadamente 1.500 atendimentos por mês. No  hospital, as cirurgias eletivas foram suspensas em março, devido a pandemia. Considerando o número de cirurgias realizadas em janeiro e fevereiro, ocorreu redução de 23% em março e 64% em abril e maio. O número de internações também caiu. Considerando dados de janeiro e fevereiro, o hospital Unimed registra   redução de 11% em março e 41% em abril e maio. 

A Unimed destaca que  se empenhou para informar e conscientizar os seus clientes, através da divulgação de comunicados dos seus médicos cooperados por vídeos veiculados nas redes sociais e imprensa, a manterem os seus tratamentos das doenças pré-existentes em dia. Para dar mais segurança aos pacientes, hospitais privados reforçam as medidas sanitárias de combate à covid-19, estruturam atendimentos em áreas  separadas.  

 -  Temos esta preocupação com o agravamento dos casos, mas estamos trabalhando desde o início da pandemia com todas as medidas de prevenção ao Covid-19 recomendadas pelo Ministério da Saúde e Secretaria Estadual e Municipal de saúde.  Dentre elas, a separação do atendimento de urgência e emergência dos atendimentos de pessoas com sintomas respiratórios graves sugestivos para a covid-19 que ocorrem em um contêiner e áreas de internação exclusivas, tanto enfermaria quanto UTI - explica o  presidente da Unimed Petrópolis, Rafael Gomes de Castro.

Medida semelhante foi adotada no SMH, que teve os atendimentos aos pacientes com  covid-19 separados dos demais casos. A direção designou que um dos prédios fosse destinado apenas ao atendimento aos pacientes covid, e o outro voltado apenas para os demais pacientes. - Apesar da covid, as demais doenças não pararam. Pacientes que tem hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, neurológicas e urológicas, e tantas outras, precisam encontrar a melhor forma de retomar os tratamentos, de forma segura. As pessoas que tinham cirurgias eletivas marcadas, também devem procurar os seus cirurgiões e o seu hospital de preferência para verificar como o procedimento pode ser feito - afirma.

O Hospital Santa Teresa informou que, no início da pandemia, de fato constatou uma redução na procura por atendimento, principalmente no pronto-socorro da unidade, provavelmente por receio de contaminação. No entanto, atualmente, as taxas de procura por consultas, exames, cirurgias e internações estão voltando aos patamares regulares. A assessoria do HST explicou que o hospital não divulga números e informações relacionadas a leitos da unidade.        

 

 

 



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