Edição anterior (1708):
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Ed. 1708:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1708): segunda-feira, 15 de julho de 2019

Ed.1708:

Compartilhe:

Voltar:


  Saúde

Ifer completa 50 anos

 Instituto explica que tem buscado trazer atendimento igualitário

Wellington Daniel

 

O Instituto de Fisioterapia e Reabilitação (IFER), localizado na Rua Dom Pedro, completa 50 anos na quarta-feira (17). Fundada em 1969, a clínica começou a funcionar na Rua Floriano Peixoto e já contou com três administrações. Há cinco anos, a fisioterapeuta Vanusa Nicolau de Oliveira assumiu, buscando trazer um atendimento igualitário e humanizado para o local, que hoje atende uma média de 250 pessoas por dia e tem cerca de 20 fisioterapeutas em seu quadro.

- Quando fui para faculdade, me deparei com relatos que te deixa um pouco assustado. O conceito da clínica não era bom. Era triste, porque eu via um segmento importante e que fez parte da minha vida com esta imagem. Mas entendemos que, pela idade do antigo proprietário, realmente era difícil manter. Em 2014, a clínica apareceu para venda, fiquei sabendo e fui conhecer – afirmou.

Vanusa que tomou a decisão de levar a clínica para a Rua Dom Pedro. A fisioterapeuta afirma que buscava um lugar com uma “boa energia”.

- Eu não gostava do antigo lugar. Era com grades, achava feio. Com um ano de clínica, falei “vamos mudar daqui”. Foi uma loucura, pois já tinha feito um investimento que eu não tinha. Eu queria um lugar com árvore, onde é possível escutar passarinho, onde tenha sol, porque isso traz uma energia boa. E quando apareceu essa casa onde estamos agora, entendi que era tudo o que precisávamos. Um andar só e eu particularmente adoro essa rua – disse.

Ainda sobre sua chegada, Vanusa afirma que havia história na clínica. Era necessário que ela fosse pioneira na área, com tratamento igualitário.

- Me deparei com um potencial, mas fiquei triste, porque achei o espaço escuro e um pouco largado. E vi como a construção de um ideal. Tinha os pacientes, uma história e mais de 40 anos de vida. Comecei a fazer com que ela fosse pioneira na fisioterapia, de forma que pudesse tratar os pacientes como todo, da mesma forma e independente do convênio. Todo mundo aqui tem acesso aos mesmos tratamentos e basicamente aos mesmos profissionais, porque a maioria deles atende ao particular e ao SUS – disse.

A sócia-proprietária também afirma que foi começando seu trabalho diferenciado com os pacientes, pois estes eram os melhores “cartões de visita”. Aos poucos, as pessoas foram sentindo a mudança na imagem do estabelecimento.

- A clínica, aos poucos, foi ganhando esta forma e as pessoas foram sentindo isso. O que eu quero é que seja um segmento que as pessoas vejam que é importante tratar com igualdade todo mundo. Todo mundo, independente da condição, tem direito a um atendimento digno. A pessoa que está aqui pelo SUS está me pagando, através do imposto. E eu quero que as pessoas vejam que aqui é igual para todo mundo.

Atendimento


 A fisioterapeuta busca trazer um atendimento igualitário e humanizado. Para ela, pessoas da fisioterapia precisam gostar de gente. Na visão de Vanusa, quem trabalha com saúde precisa tratar bem os pacientes.

- A minha área, fisioterapia, exige que você goste de gente. A pessoa que não gostar de gente, não pode ser fisioterapeuta. É algo que sempre falo. Então, uma de nossas prioridades aqui na clínica é o atendimento, desde a recepção. A pessoa que está na área da saúde tem que entender que quem chega a um atendimento, está sem saúde – disse.

Os pacientes contam com mais de vinte opções de tratamento no instituto, de 8h às 19h. E não chamados por números ou ficam sem acesso aos atendentes. A chamada é nominal e o balcão traz proximidade ao paciente.

- Uma das primeiras coisas que fiz foi retirar a chamada por número. Agora, o atendimento é por hora e chamada nominal, porque todo mundo tem um nome. E eu queria um balcão que o paciente tivesse acesso a gente, que fosse da altura dele. Que ele não precisasse ficar pendurado para falar. Quando você se coloca no tamanho da pessoa, na altura, ela está a seu acesso. Foi uma surpresa para muitos, quando viemos para este novo prédio – explicou Vanusa.

Profissionais e técnicas

Sobre seus colaboradores, a sócia-proprietária afirma que não há espaço para quem não tem esta preocupação do bom atendimento ao paciente. Por isso, afirma que “os funcionários da clínica são muito bons”. Também há o trabalho com profissionais de educação física.

- Sou grata porque todos os colaboradores da clínica são muito bons. A gente não consegue ficar com pessoas que não tenham o perfil da clínica. A pessoa que não se enquadra, que não tem esse senso, não tem espaço. Além de fisioterapeutas, também trabalhamos com educadores físicos. A visão deste profissional agrega muito a fisioterapia. Quanto às técnicas e materiais, tentamos sempre atualizar os tratamentos e os materiais usados. Tentamos sempre ver o que é de mais moderno – afirmou.



Edição anterior (1708):
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Ed. 1708:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1708): segunda-feira, 15 de julho de 2019

Ed.1708:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior