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  Cidade

Indicações de vereadores querem  que a lei dos fogos silenciosos seja sancionada

Yasmim Grijó

Os fogos de artifícios são sinônimos de festas, comemorações e  afins. Porém, o que muitos não sabem e não respeitam, é que tanto pessoas, quanto animais são prejudicados por estes barulhos que, na maioria das vezes, duram horas, além de ser perigoso.

Entre eventos que marcam estes momentos, no último sábado (23) em que o Flamengo foi campeão da Copa Libertadores, as comemorações foram longas e agitadas. Diante disso, foram relatados muitos pedidos de socorro de donos de animais, onde seus bichos de estimação fugiram por desespero do barulho extremo dos fogos e alguns se machucaram ao tentar achar um lugar para se esconder.

Com isso, o assunto está sendo cada vez mais questionado pela população para que haja uma solução, e que mais pessoas e animais não sejam prejudicados ao ponto de chegar à morte, pois também teve casos de ataque cardíacos em animais. Há ainda o risco de incêndio, colocando em perigo pessoas, fauna, flora e contribuindo ainda mais com a poluição atmosférica.

A vereadora Gilda Beatriz conta que no final do ano de 2018, a Comissão de Redação e Justiça da Câmara Municipal opinou desfavoravelmente ao projeto de Lei, de sua autoria que buscava a proibição da queima, soltura e manuseio de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos em Petrópolis.

-Na época, o projeto motivou, até mesmo, uma petição online. Também tivemos uma decisão judicial que embasava a nossa defesa da medida. Mas, infelizmente, tivemos uma decisão contrária à vontade da população. Na minha análise, se faz necessária uma legislação que busque proteger os animais, crianças, pessoas com deficiência e idosos e isso passa pela proibição da utilização dos fogos de artifício – declarou.

Gilda explica também que em outras cidades do Brasil a proibição já está em vigência e foi regulada pelo município. Além do impacto nos animais de estimação, idosos e pessoas com deficiência também sofrem com o barulho dos artefatos. Um exemplo disto é no caso de pessoas com autismo, o barulho dos fogos pode gerar crises em crianças e adultos. A razão do problema está relacionada às dificuldades no processamento sensorial.

- Chegando no período das festas de fim de ano e, depois dos casos relatados de animais que sofreram com os fogos de artifício no último fim de semana, protocolei uma indicação legislativa que busca retomar este debate na cidade. Acho importante destacar que este problema impacta, também, os animais silvestres e de rua, que não têm quem os protejam – completou.

O vereador Marcelo da Silveira, presidente da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência, fala é totalmente a favor da proibição dos fogos de artifícios sem barulhos.

-Tenho visto muitos animais que têm sofrido bastante com essa situação. Presenciei um momento há alguns anos em que, meu irmão estava na minha casa soltando estes fogos e, com isso, meu cachorro pulou em cima dele para mordê-lo, foi uma situação em que o animal estava totalmente desconcertado e não reconhecia mais quem estava em sua volta – contou.

Marcelo ressalta que, o município possui instituições que acolhem os idosos, crianças com deficiências e que estes lugares são suas moradias. Quando começam as épocas comemorativas, os responsáveis são obrigados a aumentar o monitoramento e mesmo assim, muitos são prejudicados.

-As pessoas mais velhas que têm a doença de Alzheimer, crianças autistas, são muito prejudicadas com esta situação. É irresponsável não colocar uma lei onde estes artefatos com sons sejam proibidos. Precisamos pensar mais no próximo e ter a humildade de admitir o mal que isto faz para sociedade – finalizou.

 



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