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  PANDEMIA
 

Infectologistas avaliam que Petrópolis vive momento mais crítico da pandemia

Avanço da doença nas próximas semanas preocupa e prevenção é a saída

Jaqueline Ribeiro - especial para o Diário

Infectologistas avaliam que Petrópolis vive o momento mais crítico da pandemia de covid-19 e alertam para a necessidade de reforço às medidas de prevenção para evitar um colapso no sistema de saúde nas próximas semanas. A preocupação é comum a especialistas que atuam em hospitais públicos e privados da cidade, diante do avanço galopante no número de casos, internações e mortes registradas na cidade nos últimos 40 dias. No fim da primeira semana de janeiro a cidade já registra 12.724 casos confirmados de covid-19, e contabiliza 414 mortes. Dentre os óbitos registrados desde o início da pandemia, 100 petropolitanos morreram nos últimos 38 dias - entre 1º de dezembro e 7 de janeiro. Foram 80 mortes em dezembro e 20 nos primeiros sete dias de janeiro. Na sexta-feira a cidade tinha 184 pessoas internadas, sendo 89 em leitos de UTI e 95 em leitos clínicos.       

 - O cenário que vivemos hoje em Petrópolis é dramático. O pior cenário desde o início da pandemia. Sem dúvida o momento mais crítico de todos os tempos da pandemia. As aglomerações se tornaram constantes em dezembro e isso fez com que a demanda nos hospitais e emergências de atendimento em covid explodissem. Vemos CTIs lotados, um cenário muito negativo, para não dizer caótico - alerta o infectologista Marco Liserre, que atua na rede pública da cidade e também no Hospital Unimed.  

- Já podemos dizer que dezembro vai fechar como o mês mais crítico da covid-19 na cidade. Já é disparado o mês com  maior em número de casos e de óbitos. O numero de notificações foi recorde em dezembro e ainda temos muitos casos em análise. A situação hoje é bem crítica. Temos esperança de que melhore, mas ainda é muito preocupante por conta das festas de fim de ano, principalmente no natal quando vimos muita aglomeração nas ruas e festas - avalia o infectologista José Henrique Castrioto, que atua na rede pública, em  hospitais privados, e acompanha a evolução dos casos na cidade desde o início da pandemia, como integrante da Comissão de notáveis, criada para ajudar a orientar com informações técnicas, as ações do governo municipal.   

O avanço de casos também preocupa o infectologista e diretor médico do Hospital SMH - Beneficência Portuguesa, Luis Arnaldo Magdalena, que também atua na rede pública da cidade. -  Naturalmente o aumento no número de casos reflete no aumento dos óbitos. Enquanto a gente tiver um o número crescente de caso, termos um numero crescente de óbitos também. Nos preocupa muito o que pode acontecer nos próximos 15 dias. A gente já sabe que por conta das festas de fim de ano o número de casos ainda irá subir nas próximas semanas, e a gente espera conseguir absorver estes pacientes. Petrópolis vem suportando bem a demanda por internações desde o início da pandemia. Até o momento estamos tendo capacidade de absorver todo os pacientes que precisam de internação, mas não sabemos até quando isso será possível, com este número crescente de casos que a cidade vem registrando. Esta é uma preocupação muito grande que temos - pontua o infectologista.

Cuidados devem ser mantidos após início da vacinação

Os médicos destacam que apesar das expectativas de início da vacinação anunciadas pelo Ministério da Saúde e pelo governo municipal, os cuidados para conter o avanço da doença devem ser rigorosamente mantidos.  

- Para conter uma epidemia ou uma pandemia o único caminho é a vacinação. O Brasil está atrasado nesta questão, hoje temos mais de 40 países que já estão vacinando a população e por aqui a vacinação ainda não começou. Mas mesmo iniciando a vacinação, a pandemia não irá acabar de uma hora para outra. Até que boa parte da população esteja imunizada, os cuidados de prevenção precisam ser mantidos - alerta o infectologista e diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE), Paulo Cesar Guimarães

Os especialistas são unânimes também em frisar que a população deve manter o uso correto de máscaras, a higienização das mãos com água e sabão, além do uso de álcool em gel e distanciamento social, evitando ao máximo as aglomerações. 

- É evidente que a cidade não suporta economicamente um novo lockdown, mas acredito que a prefeitura deve adotar um programa de controlo sobre aglomerações, fiscalização mais efetiva ao usos de máscara e às normas para funcionamento de bares e do comercio, por exemplo. Acredito que se não houver por parte da prefeitura um controle mais rigoroso sobre aglomerações para conter a propagação do covid, nós vamos ter um mês de janeiro e fevereiro caótico. Isso é o que se pode prever em face as aglomerações que vimos acontecer em dezembro, que foram absurdas. A coisa está muito séria - considera o infectologista Marco Liserre.

Questionada em relação ao reforço nas ações de fiscalização, a prefeitura informou que a Secretária de Serviço Segurança e Ordem Pública (SSOP) em conjunto com equipes da vigilância Sanitária irá intensificar as operações de fiscalização na cidade. 

 

 

 



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