Edição anterior (1848):
segunda-feira, 02 de dezembro de 2019
Ed. 1848:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1848): segunda-feira, 02 de dezembro de 2019

Ed.1848:

Compartilhe:

Voltar:


  Economia

Infraestrutura ruim dobra custo com seguro e frete para empresas petropolitanas

Firjan considera questão da BR-040 o maior gargalo para o desenvolvimento da região serrana

Philippe Fernandes

 

A retomada das obras da Nova Subida da Serra, bem como a nova concessão para a administração da BR-040 entre o Rio e Juiz de Fora, são o maior desafio para o desenvolvimento econômico na região serrana. Este foi o diagnóstico da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Os industriais da região elegeram este tema para tratar com o presidente Jair Bolsonaro, em reunião realizada nesta quinta-feira (28). Em entrevista ao Diário, o vice-presidente da Representação Regional da Firjan para a Região Serrana, Wagner Zanacoli Júnior, falou sobre a reunião e a necessidade dos investimentos na infraestrutura.

De acordo com Zanacoli, Bolsonaro disse que está a par da situação e que irá fazer um esforço para que o assunto ande com celeridade nos órgãos competentes.

- Antes de nos reunir com o presidente, fizemos uma reunião para definir os assuntos. É sabido que na região serrana há muitos problemas, mas precisamos eleger uma das situações com maior necessidade. Então, achamos por bem eleger a situação da nova concessão e a construção da nova subida da serra. Elegemos como o principal problema, e o nosso pleito é que saia logo a nova concessão, com a previsão em contrato da construção da nova subida – explicou o empresário.

Um dos pontos abordados por Zanacoli, que também é presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas de Petrópolis (Sigrap), foi a perda de competitividade que a cidade tem com esse gargalo – principalmente com a obsoleta pista de subida da serra. Um exemplo claro é o custo com seguro e frete, que beiram a casa de 8% do custo no produto no Rio de Janeiro – em outros estados, esse valor gira em torno de 3% a 4%.

- Isso onera a nossa situação e tira a competitividade, porque os nossos acabam sendo sempre mais caro do que em outras regiões. Para trazer matéria prima para Petrópolis, o frete é mais caro, o seguro é mais caro, e tudo isso encarece o produto final. Ao mesmo tempo, quando mandamos os nossos produtos para outros lugares, também é mais caro, e perdemos em competitividade – disse.

O vice-presidente da Regional Serrana da Firjan destacou, ainda, que investir na infraestrutura é fundamental não apenas para dinamizar a economia, mas para manter as empresas que existem hoje.

- A deficiência da logística tira as empresas daqui. Essa necessidade de investimento na infraestrutura de rodovias, que está no Mapa Estratégico da Firjan, é de suma importância que se trabalhe que isso saia logo do papel – disse.

Na questão da BR-040, a nova licitação deve ser realiada no primeiro semestre do ano que vem. O mais provável é que seja no modelo de outorga, onde quem paga o maior preço ganha o processo. Conforme o Diário mostrou na semana passada, os estudos da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), ligada ao Ministério da Infraestrutura, incluem, na nova concessão, a retomada da Nova Subida da Serra e a inclusão da manutenção da BR-495, estrada que liga Petrópolis a Teresópolis.

Outras intervenções com reflexos na cidade

Os empresários fluminenses levaram a Bolsonaro o documento "Mais Rio, mais Brasil", onde colocam a necessidade de outros investimentos em infraestrutura na Região Metropolitana, mas que também trazem reflexos para Petrópolis. Quem trafega pelo Grande Rio enfrenta o maior tempo de deslocamento entre as 37 principais regiões metropolitanas do país: 2h21, com um impacto à economia de 5,9% do PIB metropolitano.

A Firjan defende obras estruturais que melhorariam as condições dos petropolitanos que trabalham no Rio ou precisam se deslocar à região metropolitana para fazer negócios. Entre os investimentos previstos entre 2019 e 2026, estão as extensões da Linha Vermelha e da Via Light (R$ 11,4 bilhões) e da ampliação da rede de metrô: na linha 1, a conclusão da estação Gávea; a extensão da Linha 2; e o início das obras da Linha 3, cujo projeto liga a capital à Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

Os empresários elencam também outros investimentos: a universalização do saneamento básico na Região Metropolitana; a abertura de 213 mil vagas em creches e pré-escola; criação de 114 mil habitações; e a abertura de 14 mil vagas em quatro unidades prisionais.

O apoio do governo federal seria fundamental para a realização desses projetos. Isso porque, caso todas essas obras sejam realizadas, seriam gastos R$ 40,4 bilhões. No entanto, a capacidade de investimento do Governo do Estado, que ainda se recupera da falência, alcança apenas R$ 18,5 bilhões entre 2019 e 2026.

 



Edição anterior (1848):
segunda-feira, 02 de dezembro de 2019
Ed. 1848:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1848): segunda-feira, 02 de dezembro de 2019

Ed.1848:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior