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  Cidade

Iphan se posiciona sobre projeto na Barão de Amazonas

Instituto do Patrimônio Histórico reforça que proposta deve ser analisada e aprovada pelo órgão

Philippe Fernandes

O Escritório Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Região Serrana se posicionou sobre a possível construção de um hotel na Avenida Barão de Amazonas, no Centro Histórico. Investidores querem construir, no local, um hotel, com centro de convenções e um teleférico ligando o espaço ao Trono de Fátima. O prédio teria 189 apartamentos, distribuídos em nove pavimentos de hotel. Apesar do apelo turístico da iniciativa, entidades que lutam pela preservação da região central da cidade se preocuparam com a possível descaracterização do espaço.

O projeto está sendo discutido pelo Conselho Revisor do Plano Diretor (CRPD). No entanto, por se tratar de uma área tombada, o projeto depende da aprovação do Iphan. Em nota enviada ao Diário, o Instituto afirmou que "não se opõe à novas construções em áreas tombadas, desde que as edificações estejam de acordo com as normativas e exigências do órgão, as quais estão pautadas nos princípios de preservação do patrimônio histórico nacional".

O Escritório Técnico do Iphan destacou, ainda, que não foi consultado para a elaboração do projeto, e disse também que "não se pode intervir em patrimônio protegido pela União sem prévia autorização do instituto". Qualquer projeto de intervenção na via, tombada nos anos 1980, deve ser submetido ao Iphan para análise e, somente após a elaboração de parecer técnico e a autorização, o empreendedor pode iniciar as intervenções.

Histórico do tombamento

Na nota enviada ao Diário, o Escritório Técnico do Iphan ainda explicou o histórico do tombamento na região do Centro Histórico. O Instituto lembrou que um processo de especulação imobiliária acarretou na verticalização de diversas regiões do Centro, após o primeiro tombamento nacional da cidade, em 1962. Por conta disso, em 1981, o Iphan reconheceu a Avenida Barão de Amazonas como espaço de suma importância para a preservação do eixo do Centro Histórico e, além disso, de excepcional valor para a área, passando a ser reconhecida como parte do Conjunto Urbano Paisagístico. O Iphan lembrou também que o tombamento da década de 80, além do intuito de reconhecer o potencial da Avenida Barão de Amazonas para o Conjunto Urbano e Paisagístico, teve a intenção de preservar a tipologia das edificações históricas que ali restaram (sobrados de dois pavimentos) e a relação desta tipologia com a paisagem.



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