Edição anterior (2013):
sexta-feira, 15 de maio de 2020
Ed. 2013:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2013): sexta-feira, 15 de maio de 2020

Ed.2013:

Compartilhe:

Voltar:


  Colunistas
 
Diário Automóveis
COLUNA

 

Primeiras licenças e transferências de propriedades caem mais de 90% em abril em Petrópolis

Pela primeira vez em três anos, número total de veículos da cidade teve redução

Wellington Daniel

O número de primeiras licenças de veículos e de transferências de propriedades dos mesmos caíram 95,9% e 97%, respectivamente em abril. Os dados, disponibilizados pelo Detran-RJ, foram comparados com o mês anterior, março. Com estes números, o quarto mês de 2020 foi o pior mês de toda a série histórica, que começa em 2001.

Foram apenas 10 primeiras licenças em abril, contra 245 em março. Estes dados apontam como um termômetro sobre a venda de carros novos, já que são referentes a emplacamentos. Na série histórica, o segundo lugar do ranking de piores meses, é referente a fevereiro de 2017, quando foram 177 novos emplacamentos.

Já as transferências de propriedades, apontam para a venda de carros usados. Abril conta com apenas 37 transferências. Em março, foram 1.221. Já na série histórica, o mês de janeiro de 2016 possuía o pior resultado até agora, com 526 trocas.

 

Número total de veículos

Outro dado chama a atenção nas estatísticas divulgadas pelo Detran. Pela primeira vez em três anos, a quantidade total de veículos diminuiu entre um mês e outro. Em março, a cidade anotava 177.723 veículos. Já em abril, teve queda de 0,03%, indo para 177.673.

Em toda a série histórica, também com dados a partir de 2001, é a segunda vez que isso acontece. A primeira foi registrada entre janeiro e fevereiro de 2017, com uma queda de 0,015%.

Comparado a abril de 2019, no entanto, o número de veículos subiu 2,7%. Foi de 172.939 para os atuais 177.673.

 

===========================================================================

Audi apresenta o e-tron, primeiro elétrico da marca no Brasil

Confira os detalhes deste SUV com design agressivo e dois motores elétricos que fazem o veículo acelerar até os 100km/h em 5,7 segundos. Vendido a partir de R$ 499.990, preços são salgados

Portal Vrum/Pedro Cerqueira

 

 (foto: Audi/Divulgação)

A Audi apresentou o e-tron, primeiro veículo totalmente elétrico da marca a ser comercializado no Brasil. Posicionado entre o Q5 e o Q7, o estreante é um SUV com linhas mais agressivas, provavelmente para ninguém duvidar do que um elétrico pode ser capaz. O veículo é fabricado na Bélgica, em uma planta com emissão neutra de carbono.

Para a Audi, a chegada do e-tron representa o início de uma nova era de sustentabilidade. Apesar disto, o investimento anunciado de R$ 10 milhões em infraestrutura de recarga no Brasil – com a instalação de 200 pontos em shoppings, academias, hotéis, clubes e restaurantes até 2022 – ainda represente muito pouco.

O design contribui para sua proposta sustentável, a começar pela grade ativa, que, assim como os retrovisores virtuais (que são câmeras instaladas nas laterais), melhora a aerodinâmica do veículo. O conjunto óptico de LED define a identidade visual do SUV durante a noite, sendo os faróis com um recorte contendo quatro linhas e as lanternas com um filete que “corta” toda a tampa traseira, ampliando a sensação de largura.Continua depois da publicidade

 

 (foto: Audi/Divulgação)

O interior tem bancos dianteiros elétricos em couro com ajuste lombar e memória para o motorista, ar-condicionado de quantro zonas, teto solar panorâmico, volante com ajuste elétrico de altura e luzes internas personalizáveis (com 30 opções). Além do quadro de intrumentos digital, o painel  traz duas telas no console central com diversos comandos do veículo e do sistema multimídia.

As dimensões do e-tron são 4,90 metros de comprimento, 2,92m de entre-eixos, 2,04m de largura e 1,63m de altura. Como não há túnel central, o assoalho é plano, o que dá mais conforto para o passageiro central do banco de trás. O porta-malas tem volume de 600 litros. A ausência de um motor tradicional na parte frontal dá lugar a um compartimento que acomoda o kit de ferramentas do veículo e o cabo do carregador.

 (foto: Audi/Divulgação)

O e-tron é equipado com dois motores elétricos, um dianteiro e um traseiro, que, juntos, somam 408cv de potência e 67,7kgfm de torque. Por se tratarem de motores elétricos, tudo isto está disponível imediatamente, sem precisar subir rotações. O SUV atinge os 100km/h em 5,7 segundos e sua velocidade máxima foi limitada eletronicamente em 200km/h. A tração nas quatro rodas é elétrica, com distribuição do torque entre os eixos conforme a necessidade. Já o Audi drive select permite variar as características de direção entre sete perfis, do conforto ao dinâmico, passando pelo fora de estrada. Já as suspensões são a ar, com ajuste em até 76mm.

O pacote de baterias de íons de lítio pesa cerca de 700kg e, para reduzir o centor de gravidade do veículo, foi posicionado abaixo do assoalho. Sua autonomia é de até 436 quilômetros (ciclo WLTP). De acordo com a marca, em estações de recarga ultra rápida de 150 kW, raríssimas no Brasil, é possível carregar até 80% da bateria em 30 minutos. Também é possível recuperar a energia durante as desacelerações, apenas tirando o pé do acelerador ou quando o pedal de freio é acionado.

 (foto: Audi/Divulgação)

O modelo será comercializado em duas versões. A de entrada é a Performance (R$ 499.990), que traz assistente de farol alto, controle de cruzeiro adaptativo com assistente de saída de faixa, abertura e fechamento elétrico do porta-malas, abertura de veículo por proximidade, assistente de estacionamento, oito airbags, sistema multimídia com navegação e quadro de instrumentos digital.

A mais equipada é a Performance Black (R$ 539.990), que acrescenta bancos dianteiros esportivos em Alcântara, soleiras em alumínio e iluminadas, capa do retrovisor externo na cor preta, frisos decorativos em preto brilhante, pinças de freio laranja e sistema de som premium com 16 alto-falantes. A garantia é de quatro anos para o veiculo e oito anos para as baterias. Durante o período de lançamento, não especificado pela Audi, o modelo será vendido com desconto, respectivamente R$ 459.990 e R$ 499.990, e quatro anos de manutenção já inclusos.Continua depois da publicidade


Apenas 14 concessionárias da marca vão comercializar e realizar a manutenção do e-tron no Brasil: Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Londrina, Florianópolis, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Vitória, e quatro em São Paulo. A marca também adiantou que, ainda neste ano, vai trazer o e-tron Sportback para o mercado brasileiro, além de um terceiro veículo elétrico ainda não divulgado, no próximo ano.

 

====================================

 

Emplacamentos de abril caem 76% e voltam ao patamar de 14 anos atrás

Segundo relatório da Fenabrave, vendas de automóveis e comerciais leves em abril somaram 51.362 unidades, contra 221.292 registrados no mesmo mês de 2019. No acumulado do ano a queda é de 27%

Portal Vrum/Pedro Cerqueira

 
Como já era esperado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a queda nas vendas do setor referente a março era apenas a ponta do iceberg. Com quase toda a indústria automotiva e grande parte dos concessionários fechados em função das implicações do coronavírus, os números de abril foram ainda piores.

De acordo com um relatório da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os emplacamentos de automóveis e comerciais leves do mês de abril foram de 51.362 unidades, 76,8% menores que as 221.292 registradas no mesmo mês do ano passado. Em relação ao último mês, que foi afetado pela pandemia apenas em sua reta final, a retração é de 67% (em março foram emplacadas 155.807 unidades). Já o acumulado de 2020, até abril, é de 583.905 unidades vendidas no mercado nacional, contra 801.905 apuradas no mesmo período de 2019, uma queda de 27,1%. 

“Lamentavelmente, para automóveis e comerciais leves, voltamos a patamares de vendas registrados há 14 anos, e, para o setor em geral, retornamos aos volumes de 1992, ou seja, voltamos aos resultados de 28 anos atrás”, avaliou Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave. No caso de caminhões, de acordo com a entidade, a retração no acumulado de 2020 foi de apenas dois anos, mas, se forem considerados apenas os dados de abril, chegamos a números de 26 anos. Para motos houve retrocesso de 24 anos em relação aos dados de abril e de 17 anos no acumulado do quadrimestre.
 

Para dar ideia da queda gradativa das vendas ao longo do ano, vamos usar como exemplo o Chevrolet Onix, o automóvel mais vendido do Brasil nos últimos cinco anos. No acumulado do ano, o modelo vendeu 50.740 unidade, sendo 17.463 em janeiro, 17.652 em fevereiro e 12.007 em março. Já em abril, foram vendidas apenas 3.619 unidades. A Fiat Strada, o comercial leve mais vendido do país, também teve desempenho semelhante. No acumulado do ano somou 17.038 emplacamentos, sendo 4.324 em janeiro, 5.354 em fevereiro e 4.798 em março. Mas, em abril foram apenas 1.628 emplacamentos.


VENDAS DIRETAS Outro efeito do coronavírus e suas implicações no setor automotivo foi o aumento, ainda que sutil, do percentual das vendas diretas, geralmente concedidas a frotistas e empresas. Em abril, a porcentagem entre as vendas de varejo e vendas diretas – considerando automóveis e comerciais leves - ficou equilibrada, respectivamente 49,43% e 50,57%. Há um ano, essa proporção era de 53,17% e 46,83%, que é considerada uma tendência mais próxima do real.

 

SEM PREVISÕES Segundo o presidente da Fenabrave, devido à falta de previsibilidade do retorno da economia à normalidade, ainda não é possível fazer projeções sobre os resultados do setor para 2020. Ele ainda disse que as concessionárias encontram entraves importantes para a retomada, ainda que gradativa, dos volumes de antes da crise iniciada em março deste ano.


O pricipal entrave citado é que, atualmente, são poucos os Estados em que as concessionárias foram autorizadas, pelo Governo Estadual e Municipal, a voltar a operar em sua totalidade, com vendas de veículos, peças e serviços de manutenção. “Em Estados onde a quarentena foi flexibilizada, como Goiás, por exemplo, a queda do setor foi menor, tanto na comparação entre abril de 2020 e de 2019 (-47,8%), como no acumulado do ano (-6,7%)”, garantiu Alarico.


A Fenabrave afirma que está trabalhando para que as 7.300 concessionárias de veículos existentes no Brasil voltem de imediato às atividades normais. “Destaco que, como vem sendo incansavelmente enfatizado em todos os ofícios enviados pela Federação e nas reuniões remotas entre a Fenabrave e os governos – sejam Federal, Estadual ou Municipal –, estamos prontos para voltar, com total responsabilidade e seguindo, rigorosamente, todos os protocolos de saúde e cuidados sanitários preconizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), Ministério da Saúde e demais autoridades sanitárias”, disse o presidente da entidade que representa os distribuidores de veículos.

 =====================================

 

 

 



Edição anterior (2013):
sexta-feira, 15 de maio de 2020
Ed. 2013:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2013): sexta-feira, 15 de maio de 2020

Ed.2013:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior