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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

A ESSENCIALIDADE DA POLÍTICA

Ao longo deste ano de 2018, um ano eleitoral, os artigos desta coluna se dedicaram a explorar a Política com a intenção de aproximá-la de nossos leitores e, quem sabe, torná-la mais previsível. A surpresa no resultado eleitoral parece apontar que há um longo caminho a trilhar para melhor conhecê-la.

Três abordagens nos ajudam a entender o seu conteúdo. A filosófica deriva da discussão sobre a natureza do homem: é ele o ser social a que se refere Aristóteles que só se realiza na Polis e, portanto, tem na política sua mais nobre atividade.

A histórica, por sua vez, é mais focada nas relações de poder ao longo do tempo entre os vários povos, mostrando a trajetória dos diferentes regimes políticos na busca de certo grau de ordem na vida social (baseada em um misto de força, autoridade e ideologia).

Por fim, o aspecto científico, aquele que procura identificar através de estudos, pesquisas e estatísticas, as regras do comportamento político dos homens e antecipar resultados de processos eleitorais.

Na realidade, entender a política exige considerar os três aspectos simultaneamente e de forma complementar, abordando-a de cima para baixo, ou seja, os detentores de mais poder definindo em que extensão da vida social ela deve estar presente (de um modo geral visando controlar ao extremo a vida dos outros), ou de baixo para cima, onde a aspiração dos controlados é exatamente a contrária: manter o Estado o mais longe possível da vida quotidiana.

A política é assim para alguns a maneira de controlar para impor os rumos da sociedade, enquanto para outros é a esperança de, por meio da razão, estabelecer o marco legal e as práticas quotidianas da vida social que se harmonizam com os desejos do povo.

Esta eterna busca do ponto de convivência ótimo entre a visão de governantes e governados ao mesmo tempo nos cansa e nos afasta da política, mas, por outro lado, também alimenta nossas esperanças.

A mais importante das razões para esperança está no aforismo 94 de Francis Bacon, que relata a observação feita ao responsável por desastrosa administração do Estado: “O que no passado foi causa de grandes males deve parecer-nos princípio de prosperidade para o futuro, pois se tivésseis cumprido o vosso dever e, mesmo assim, não houvesse melhorado a situação, não restaria qualquer esperança que a melhora pudesse ocorrer. Como, porém, as circunstâncias dependem dos vossos erros, há esperança que ao corrigi-los haja mudança e a situação se torne favorável” (Novum Organum, início do Século XVI).

Que esta maneira “científica” de tratar a esperança em política nos dê algum alento neste momento onde estamos prestes a iniciar tanto um governo federal como um governo estadual que foram escolhidos sob o signo de forte rejeição de práticas condenáveis na política, mas também de coisas boas que nos foram legadas pelo passado. Pensemos positivo e façamos nossa parte para que os governantes trabalhem em prol da sociedade.



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