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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

A HISTÓRIA DO NOSSO DESCOBRIMENTO

Em 1386 duas pequenas tropas de cavaleiros se encontram em uma pitoresca ponte em arco, dos tempos romanos, no norte de Portugal.

De um lado, o Duque de Lancaster, então pretendente ao trono de Castela, John of Gaunt. Inglês, nascido na atual Bélgica, pai do futuro Henrique IV, conhecido como “Bolinbrooke” nas peças de Shakespeare.

De outro lado, João I, filho bastardo de D Pedro (o de Inês de Castro), pretendente qualificado ao trono português, especialmente após assassinar o Conde Andeiro, amante da rainha viúva Leonor Teles, que favorecia a união de Portugal com Castela.

Do Tratado ali assinado, celebrado com o bom vinho branco verde da região, constava o casamento de D João com Felipa, a filha de John of Gaunt, que veio a se realizar no ano seguinte, e a assistência mútua na luta contra Castela.

Os filhos deste casamento foram chamados de “a ínclita geração” destacando-se  D. Duarte (posteriormente rei), D Pedro, o Infante D Henrique (da Escola de Sagres), o Infante Santo (assassinado na África, onde tinha sido deixado como refém quando Portugal não cumpriu os termos tratados).

D João impulsionou a expansão do território em direção a África , conquistando Ceuta em 1.415.

E o movimento de conquista continuou com seus filhos e descendentes, progressivamente descendo pela costa ocidental da África  e dominando, com as caravelas e astrolábio, os mares “nunca dantes navegados”.

D Manuel, o “Venturoso”, é bisneto de D João I e em seu reino as riquezas do comércio com a Índia transformam Portugal num país riquíssimo.

A descoberta do Brasil, realizada em 1500, é encarada como uma “reserva de valor”. Algo a ser mantido, mas não objeto de grandes investimentos. Toda Europa ainda estava sujeita repelir os ataques dos árabes e otomanos (que até 1580 ainda dominarão o Mediterrâneo).e a prioridade comercial era a Índia.

O fato, porém, é que a reorientação estratégica de Portugal como potência marítima tem a ver com este sangue inglês injetado na casa reinante e pela aproximação cultural resultante de tal aliança. A Inglaterra, uma ilha, já era um país de tradição náutica. Vale dizer que cinquenta jovens damas de companhia inglesas de Felipa se casaram com nobres portugueses na mesma data do casamento real. Não nos esqueçamos também das ações dos filhos de João: D.Pedro, grande diplomata, estudioso, que teria lutado em Azincourt ao lado do primo Henrique V e de uma legião de portugueses filhos das mencionadas damas, e, ainda, D Henrique, que juntou mapas, astrônomos e navegadores e organizou a conquista dos mares, base da constituição do império colonial português que sobreviverá por quase 600 anos.

É neste contexto expansionista que o Brasil será descoberto ( ou formalmente incorporado por Portugal).

Espanha , que havia descoberto a América Central e do Norte , e Portugal , haviam levado alguns anos escondendo o resultado das suas descobertas apesar do Papa Alexandre VI ( o pai de Lucrécia Bórgia ) , devidamente “ comprado, arbitrasse a divisão do Novo Mundo pelo Tratado de Tordesilhas. Olhando a história de um ponto de vista mais abrangente coisas interessantes aparecem, as consequências de causas remotas ficam mais evidentes.
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