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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

RODRIGO DE SOUSA COUTINHO

Algumas pessoas muito importantes na nossa historia não tem seu nome conhecido na escala que deveriam. Rodrigo de Sousa Coutinho, ministro português do regente D. João VI é um deles.

Nascido em 1755, afilhado de batismo do Marques de Pombal, portanto bem inserido na política, Rodrigo estudou no Colégio dos Nobres e depois na Universidade de Coimbra. Muito cedo foi enviado como diplomata à corte de Turim e Sardenha. Lá ficou por 17 anos.

Foi um período de intensa convivência com todos os movimentos políticos em curso na Europa. Tais influências fizeram-no uma curiosa mistura de autoritarismo, no plano político, com liberalismo, no plano econômico. Admirava a Inglaterra, como o seu padrinho, mas, assim como o Marquês de Pombal, tido como “ministro de um déspota esclarecido”, não perdeu o viés absolutista. Esta combinação nortearia sua vida pública.

Foi um grande patrocinador de José Bonifácio em seus anos portugueses, mandando-o para sua viagem de estudos e depois nomeando-o para importantes cargos administrativos.

De início, foi um grande encorajador do mercantilismo, ou seja, o regime no qual as colônias produziam matérias primas para trocar com produções da metrópole. Depois, tendo acompanhado a família real portuguesa ao Brasil na fuga da invasão francesa em 29 de novembro de 1807, e vendo aqui os resultados da abertura dos portos e do livre comércio, converteu-se ao liberalismo do Visconde de Cairu e de Adam Smith ao observar como a abertura dos portos favoreceu a economia brasileira.

De pensamento estratégico, brilhante, talvez o mais brilhante dos portugueses de sua época na avaliação de contemporâneos, viu claramente que o futuro do reino estaria mais bem garantido com sua sede no Brasil – porque tinha escala, território e recursos naturais – bem mais abundantes do que Portugal. Naturalmente, esta visão revolucionária não foi adotada em definitivo pois encontrou muita resistência na corte predominante absolutista e que não via a hora de retornar para Portugal.

Rodrigo Coutinho faleceu no Rio de Janeiro em 1812. No entanto, os conceitos que vislumbrou de um império forte e rico no frutificaram graças a José Bonifácio e a Pedro I.

Em 1820, pressionada por liberais portugueses que fizeram o Rei jurar respeitar uma Constituição, a família real voltou a Portugal. Dois anos depois, o Brasil se tornou independente com Jose Bonifácio se tornando o primeiro-ministro.

Independente, seguindo o exemplo do resto da América do Sul, o Brasil não se tornou de imediato uma república. Sua monarquia constitucional, concedida por Pedro I (e não votada) possuiu a mais duradoura das Constituições que o Brasil já teve.

O antigo protegido de Rodrigo, José Bonifácio, e nossos imperadores constitucionais tiveram o papel fundamental de preservar a unidade nacional enquanto o resto da América do Sul fracionou-se em muitas repúblicas.



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