Edição anterior (1658):
domingo, 26 de maio de 2019
Ed. 1658:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1658): domingo, 26 de maio de 2019

Ed.1658:

Compartilhe:

Voltar:


  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

SANDRA CAVALCANTI

Quem hoje passa pela cidade do Rio de Janeiro não imagina o quanto à paisagem urbana vem se alterando continuamente.

Multiplicam-se as construções, alteram-se os critérios dos códigos de obras, aterram-se áreas. Nem sempre o resultado é favorável à qualidade de vida.

Um exemplo criticado na época, mas que se mostrou muito positivo para os habitantes e para a cidade foi o da remoção das favelas da Catacumba, Pasmado e Praia do Pinto. Tais comunidades ocupavam áreas de risco e seus ocupantes foram realocados em casas populares em Bangu (Vila Aliança e Vila Kennedy), em pequenos lotes, dotados de mais urbanização do que as precárias condições originais.

Se tal esforço tivesse continuidade e houvesse a manutenção da remoção de áreas de risco para locais dotados de urbanização básica, o panorama do Rio de Janeiro seria outro. Hoje temos uma situação onde um quarto da população vive em habitações precárias ou insalubres.

É justo em tal contexto lembrar o nome de SANDRA CAVALCANTI, a secretária de Serviços Sociais responsável por esta façanha da remoção há 60 anos atrás. Formada no Instituto de Educação, líder das professoras, elegeu-se vereadora, deputada estadual e deputada federal. Teve intensa atuação no debate público. E tanto em sua atuação como executiva no plano estadual e, mais tarde, no federal, como presidente do Banco Nacional da Habitação (cujas atividades foram encerradas em má hora, quando problemas relacionados à habitação e saneamento ainda estavam longe de serem resolvidos) ela se destacou, ainda que sofrendo insidiosas e absurdamente mentirosas campanhas por parte de seus adversários (alguns ainda circulam pela câmara, nesta bem brasileira impunidade que premia os caluniadores). Aliás, calúnias hoje recebem a nova alcunha de “fake news”.

O Rio tem recebido alguns programas de habitação popular desde as iniciativas históricas mencionadas seguidas da urbanização da favela de Brás de Pina até o promissor início das UPPs, infelizmente descontinuado e deturpado.

O desenvolvimento de um modelo de urbanização acessível deveria se encontrar entre as principais prioridades dos municípios da região metropolitana. É preciso sanear a vexaminosa situação em que se encontram do ponto de vista ético, econômico e ambiental. Que os executores de políticas públicas busquem o exemplo de atuação de Sandra Cavalcanti neste sentido.



Edição anterior (1658):
domingo, 26 de maio de 2019
Ed. 1658:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1658): domingo, 26 de maio de 2019

Ed.1658:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior