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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

0 imperio e a unidade nacional.

A preocupação com a unidade nacional é uma das maiores constantes da política brasileira no século XIX.

Era então  um conceito em implantação na Europa- países como a Itália , Alemanha , o Imperio austro-húngaro só se consolidaram na segunda metade daquele século.

Dentre os fatores principais que a valorizavam  estão :

- uma voga de independência e de nacionalismo em toda América , sintetizada na frase de Thomas Paine, referindo-se à América : uma ilha não pode governar um continente;

- a disseminação do espírito das conquistas sócio políticas da Revolução Francesa em especial a questão dos direitos humanos, trabalhistas e redução das desigualdades sociais e o repúdio às monarquias absolutistas ;
- a valorização das grandes unidades nacionais com homogeneidade étnica, na língua , na moeda e no poder militar;

- o reflexo do pensamento econômico de obtenção de economias de escala na produção ,divisão internacional do trabalho e migração do regime mercantilista ( comércio com a metrópole ) para um regime liberal ( comércio aberto  acessível na base da competitividade). Era como se a lógica empresarial de unidades maiores, mais fortes devesse se refletir na política dos Estados.

No Brasil ao longo do segundo império estes fatores presentes na Europa se fizeram sentir no Brasil.

Vivíamos uma política externa calcada em diretrizes do império português referentes à integração territorial e pelo zelo em relação às fronteiras combinada  com a  cultura política habsburguiana traçada no Congresso de Viena em 1815 que privilegiava país grande e forte cercado por um “cordão sanitário” de países pequenos e fracos. Éramos bem singulares no mistode  uma monarquia constitucional com vieses autoritários.

Isso assegurou, contrariamente ao que ocorreu na América do Sul, a não fragmentação do país pois nossas instituições: a Constituição , o Exército , a Igreja eram governistas. E assim ajudaram a monarquia se manter em meio às crises com componentes separatistas da confederação do Equador , do fim da Regência ( onde o regente eleito era um verdadeiro presidente de república ), a República Piratini, a Sabinada, a República Juliana , a revolta dos Maleses e outras .


D Pedro II e a família Lima e Silva , de Francisco e depois de Luiz - o Duque de Caxias e seu irmão - o Visconde de Tocantins - foram expoentes na construção do Estado Nacional e acomodando-nos estas tensões internas construindo uma espécie de federação de provincias ( sem dúvida alimentando algum tipo de rivalidades entre elas ao tempo que impunham um respeito ao poder central).

Cristalizou-se então o bom exemplo que sem grandes homens não se avança em conquistas políticas - conquistas do conjunto dos cidadãos- mas sem instituições estáveis elas não se mantém no tempo.

Quando o Império caiu estas tensões voltaram. A República já nasce denominada República Federativa, os Estados com constituições próprias . São Paulo e Minas Gerais vão às vias de fato em 1932 e somente um regime autocrático e ditatorial reunificou o país às custas das brutais repressões da época getulista.

Vemos ainda hoje tendências desagregadoras da unidade nacional , de responsabilidade maior da exploração das desigualdades socio-economicas do que das regionais.

Por isso a oportuna necessidade da reconstrução de um pacto político que se ampare numa ideia e num projeto de nação.



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