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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

BENJAMIM CONSTANT

Falaremos de Benjamim Constant Botelho de Magalhães , uma das mais importantes figuras da República.

Primeiro uma referência a seu nome que homenageia um dos filósofos políticos da segunda etapa da Revolução Francesa, onde se pensava em harmonizar o ideal revolucionário republicano com o império centralizador de fato, imposto por Napoleão Bonaparte.

A inspiração , como não podia deixar de ser, era a monarquia constitucional inglesa.  Benjamin Constant enveredou na racionalização propondo um poder moderador , a ser exercido pelo Imperador, e um poder executivo, a ser exercido pelo Ministério coordenado por um Primeiro Ministro ou por um chefe de gabinete de Ministros.

Muito bonito no papel mas tanto na França, com Napoleão , como pouco mais de uma década depois no Brasil, com Pedro I, não funcionou , pois ambos imperadores tinham pronunciada veia absolutista.

 Com D Pedro II porém funcionou razoavelmente bem durante seu longo reinado, distinguindo a figura do Imperador, dos problemas administrativos do dia a dia que, quando graves, eram resolvidos trocando o Ministério.

Por paradoxal que seja , o Benjamim Constant brasileiro, nome dado em homenagem ao francês, foi o artífice do desmonte da constituição imperial.

Órfão e pobre sofreu grandes privações amenizadas quando sentou praça  na escola militar. Lutou na Guerra do Paraguai mas no retorno, professor da Escola Militar passou a liderar o grupo dos “ científicos”, militares mais preparados que se distinguiam dos “tarimbeiros” ou “troupiers” ( na França), os líderes da tropa.

Como professor de matemática teve enorme influência nos jovens alunos, especialmente adotando a filosofia do cientificar o campo social, o positivismo de Auguste Comte, que pregava a ditadura meritocrática. Levando ao extremo suas ideias Comte criou o Templo da Humanidade, uma religião baseada no primado de  homens excepcionais, a serem  cultuados em vez de um Deus metafísico .

 No Brasil estas ideias tiveram enorme acolhida no seio do Exército , instituição de amplitude nacional , meritocracia rígida e forte espírito corporativista.

A doutrina espraiou-se, alimentada pela vontade de mudança e modernização de um país escravista e atrasado, o que repugnava os militares. 

Quando a isso se juntou no Exército a insatisfação causada pelos baixos soldos dos militares que desde o final da Guerra do Paraguai  haviam se profissionalizado e que se considerava o guardião da nação e sua instituição mais forte,  a ala jovem “ dos científicos”,” ex-alunos de Constant, uniu-se aos “ tarimbeiros” do Ministro da Guerra, Deodoro da Fonseca, e num autêntico golpe proclamou a Republica.

Com Deodoro como Presidente Benjamim Constant foi feito Ministro da Guerra mas ambos não lograram consolidar a República tão expeditamente proclamada, o que foi obra de seus sucessores.

Benjamim faleceu em 1891 e Deodoro em 1892 quando o Governo já era chefiado por Floriano Peixoto.

 



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