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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 BARÃO DO RIO BRANCO

José Maria da Silva Paranhos foi uma das maiores “unanimidades” da história nacional.

Nasceu em 1845 filho do Visconde do Rio Branco, um dos grandes estadistas do Segundo Império.

Graduou-se pelo Colégio Pedro II e depois em Direito pela Faculdade de Recife tendo iniciado seu curso em S.Paulo na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde também estudou Ruy Barbosa.

Antes de ingressar de forma permanente na vida diplomática deu aulas de história e geografia no Colégio Pedro II. Após algumas missões no Brasil e no Prata foi designado Cônsul em Liverpool, na Inglaterra, posto que ocupou durante 17 anos.

O último quarto do século XIX continuando pelo início do século XX foi uma época de intensa movimentação diplomática e militar nas Américas. De norte a sul fronteiras foram demarcadas, algumas guerras ocorreram, um país foi criado - o Panamá - outros anexaram ou compraram territórios alheios - como foi o caso do Texas ou do nosso estado do Acre ou mesmo do Alasca , enfim ,seja  na conversa, seja através de arbitragem ou guerras tratados demarcaram o mapa político das Américas.

Graças ao admirável trabalho do Barão as posições defendidas pelo Brasil resultaram vitoriosas nas disputas por fronteiras no caso do território das Missiones, no Oiapoque, no Acre onde conseguimos uma extensa ampliação do território contra indenizações à Bolívia e a um grupo econômico que explorava a borracha local.

Neste último caso, sacramentado pelo Tratado de Petrópolis, assinado na residência  do Barão na rua que hoje toma seu nome, ampliou-se o território nacional e evitou-se a continuidade de sangrentas escaramuças de fronteira. Estas já haviam provocado a fundação por um aventureiro, chamado Galvez,  de um Império do Acre e depois a de uma república independente (esta fomentada por um governador do Amazonas).

Estas vitórias e outras além da sua habilidade nas demais intervenções internacionais , foram criando a mística da infalibilidade do Barão é uma verdadeira veneração popular.

De 1902 até a sua morte em 1912 foi o nosso Ministro das Relações Exteriores.

Quando da sua morte a comoção foi enorme tendo o seu enterro, com desfile do féretro pelas ruas da cidade, sido um dos mais concorridos que se tem notícia.

Pouco depois, a Avenida Central, no Rio de Janeiro teve seu nome alterado para Avenida Rio Branco, nome que conserva até hoje.

Varias gerações de seus descendentes mantiveram a mística do nome  Rio Branco, incorporando-o  ao sobrenome familiar e distinguindo-se na carreira diplomática .



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