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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 Pedro II e a PIP


Anda muito em moda se falar de PPPs, parcerias público privadas, uma forma de implantar obras e serviços pelo governo com participação de recursos privados.

É uma receita “ neoliberal “ , para que desta forma se acelerem investimentos de notória necessidade que apenas os recursos públicos não seriam capazes de prover.

Mas essa concepção pode ter se inspirado em Paulo Barbosa da Silva e sua engenhosa estruturação financeira que permitiu ao nosso jovem Imperador , em março se 1843, dar partida à inovadora fórmula que , sem dinheiro público, permitiu o surgimento da povoação de Petrópolis e a construção do palácio imperial.

Herdeiro da Fazenda de Córrego Seco, comprada com recursos próprios por Pedro I e muito amante da serra desde menino Pedro II, orientado por Paulo Barbosa , um grande liberal - cujo papel na época era o de “ um chefe da casa civil”- concede o arrendamento da fazenda ao Major Julio Koeler para dela fazer uma povoação reservando um terreno para o seu palácio .

Koeler traça o plano e começa as obras de urbanização. Faz também o projeto do palácio imperial que começa a implantar e cuja construção demanda longos anos pois os recursos provém do que ele mesmo paga de arrendamento e do foro - uma taxa anual de uso do domínio util dos terrenos ( que não são vendidos, reservando o imperador a propriedade ou seja o domínio próprio dos terrenos).

A atração de particulares, embaixadas e imigrantes é grande e eles se estabelecem na nova. Enfim ser vizinho do imperador é algo relevante e desfrutar deste nosso clima no verão, muito salutar.

A equação financeira funciona , em poucos anos Petrópolis é elevada à condição de cidade e D.Pedro II costuma nela residir 7 meses por ano.

Muitos anos depois em carta a Paulo Barbosa D. Pedro se refere à cidade elogiosamente e complementa “ que por justiça deveria se chamar Paulópolis” de tal maneira reconhece no Mordomo Imperial a participação nesta verdadeira PIP  - parceria imperial privada.

D.Pedro II também nisso demonstrou o zelo em não misturar dinheiro público para benefício particular .



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