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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

Reduzir a desigualdade


Os nossos formuladores de Politica Econômica são muito fixados em apregoar o crescimento do PIB como se isto fosse o remedio para todos os nossos males: pais mais rico seria um país melhor de se viver.

Não é o que se vê pelo mundo. Alguns países riquíssimos não são agradáveis de se viver , como países árabes ricos em petróleo ou Singapura.Mesmo países da Europa e os Estados Unidos se defrontam com problemas internos e pesquisas apontam grande pessimismo de suas populações.

Os países tem que crescer e se desenvolver equilibradamente do ponto de vista cultural, social e econômico. 

 Para isso devem ser justos. E o que é isso? É viver num estado de direito, com desigualdades sociais atenuadas por políticas públicas compensatórias, com possibilidade ampla de ascensão social , ganhos básicos para as famílias se manterem em  um nível de vida digno e a população  não viver com medo de ameaças internas ou externas .

Houve época nos regimes militares que se atingiu fortes taxas de crescimento , com grande poupança induzida ( empréstimo compulsório , impostos únicos, fgts) que geraram recursos para construir estradas, grandes empresas, usinas, portos alem de se melhorar a  habitação, o saneamento, a saúde e a educação.
 As famílias estavam pouco endividadas . E o Brasil mudou para melhor.

 Mas a ânsia por liberdade na nossa cultura , vinda do sangue indio, da revolta secular do negro, da busca de independência do imigrante fala mais forte sempre. Não admitimos trocá-la por benefícios econômicos importantes que sejam.

Infelizmente a incompetência política dos governos ditos da “ nova república” foi sacrificando estas conquistas, desmoralizando a democracia com a corrupção e abusando de facilitar o endividamento das famílias, para atraves do consumo, em detrimento de investir na produção, lhes dar uma falsa ideia de progresso e bem estar. Como era efêmero, acabou.

Desde o Governo FHC tenta se reverter esta situação , sem sucesso. A nossa sociedade entrou num perigoso modelo de consumir tudo hoje, não poupar e viver contando com investimento estrangeiro. Isso é
receita para um futuro negro .

Este nosso ritmo de vida tem que mudar e o primeiro passo é o desenho de sistemas tributários que favoreça a população mais pobre que hoje tem a maior incidência tributária da história. O segundo é a reforma do estado que crie eficiencia na máquina pública prestadora de serviços; o terceiro é um pacto federativo que distribua melhor os recursos entre governo federal estaduais e municipais. O segmento “sacrificado” tem que ser o dos que tem mais privilegios. E estes seguramente não são os empresários que geram empregos , correm riscos e pagam impostos.
São os mandarins incompetentes, os apaniguados de deputados , os cargos em comissão, os corporativistas e donos de cartorios  que desgraçam esta terra.

 



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