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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

O NASCIMENTO DO PENSAMENTO CIENTÍFICO

Quando estamos envolvidos na resolução de problemas que nos afligem no dia a dia, frequentemente, sem nos darmos conta, utilizamos variantes de métodos científicos. O mais usual consiste em observar os fenômenos - coisas que acontecem - e relaciona-los com suas causas. E repetir a experiência para confirmar a suposição.  Nem sempre sabemos o porque. Por que a maçã abandonada no ar cai em direção à terra ?  Através dos tempos, alem da correlação entre a causa ( deixar de sustentar a maçã) e o efeito ( ela cair em direção ao chão), procurou-se entender o por que as coisas assim se passavam. E é disso que trata a ciência encontrar explicações racionais para os fenômenos. Estas explicações quando abrangentes constituem uma teoria científica, como a Teoria de Isac Newton que explicava porque e como a maçã cai com os mesmos argumentos que explicam porque os planetas giram em torno do sol.

Assim desde o primeiro momento há aqueles que investigam, que procuram desvendar as leis ocultas da natureza como também existem os seus opositores, que atribuem tudo que ocorre a  desígnios de seres superiores - os deuses - ou mesmo a um deus único todo poderoso que faz o que quer quando quer.

Tem sido um longo aprendizado para humanidade encontrar explicações racionais para todos os fenômeno e mais ainda englobar estas explicações numas poucas teorias gerais.Ainda hoje há a busca de encontrar uma causa primeira para tudo o que ainda divide teólogos e filósofos.

 Quando sete séculos AC o homem ocidental começa a estudar sistematicamente esses temas os filósofos - que significa em grego os amantes do saber - eles conseguem  identificar umas tentas relações causa-efeito e  buscavam generaliza-las em ambiciosas teorias, que, no fundo, preenchiam a falta de conhecimento por hipóteses - muitas bem criativas e próximas de verdades que vieram a ser descobertas milhares de anos depois - mas, na realidade "chutes". 

O mérito desses pioneiros está em ter procurado relacionar tudo que ocorria a causas naturais e não, como era a tradição. e que ainda hoje subsiste majoritariamente,  a causas sobrenaturais, metafísicas  ( ou seja, que a física não explica).

Esses pioneiros filósofos  no mundo ocidental surgem na mesma época em cidades e ilhas do Mar Mediterrâneo. Isso reforça que o intercambio entre estas cidades da Grécia, do Egito , da Turqiaa e da Itália se dava tanto no plano do comércio como no da troca de conhecimentos, havendo mesmo, em alguns pontos , a concentração de verdadeiras  "escolas de pensamento" das quais damos alguns exemplos.

A Escola Jônica , assim chamada por grupar centros banhados pelo mar Jônico, tem em  Tales de Mileto e seus seguidores, Anaximenes e Anaximandro, todos vivendo na costa da Turquia as maiores figuras, Eram homens de conhecimento diversificado e fixados na formulação da  teoria do uno, do principio unificador do universo, que para eles era explicado pela água, que fertilizava as sementes , alimentava os rios e os mares. Depois além da água incluiram o ar,  e fizeram contribuições à matemática e  à meteorologia dentre outros campos. 

A escola Itálica- de Pitágoras, Filolau e  e Árquitas  pressupões uma ordem matemática unificadora, subjacente a todas as relações entre as coisas do universo e portanto focam muito no conhecimento da matemática.  ë uma suposição paara a época ousada e que o yempo vem sustentando , naturalmente com o acréscimo recente do conhecimento dos métodos probabilísticos.

A escola Eleática- assim denominada pelo nome de uma cidade no sul da Italia cujos expoentes são Xenófanes, Parmênides, Zenão de Elea ( o nome da cidade)  e Melisso de Samos.  professa a crença num deus único, no principio que nada se cria e nada se extingue,  tudo no mundo é transformação. Como se focavam muito na razão humana são chamado racionalistas, Mas nem tudo entre eles era unanimidade pois entre Parmênides e Heráclito  pois o primeiro  acreditava que podemos confiar em nossos sentidos enquanto outro ( Heráclito) não, r neste ponto mais se aproximava de um pensamento que depois viria a ser  elaborado por Platão na sua famosa analogia das sombras numa caverna, pensamento em síntese que nossos sentidos nos enganam e nem neles podemos confiar.

Outra escola importante nasceu no sul da Sicilia em torno da riquíssima cidade de Agrigento onde ainda hoje se pode ver o mais espetacular conjunto de templos gregos. Esta escola  a da Pluralidade - da Pluralidade- tem em Empédocles de Agrigento Anaxágoras,  Leucipo e Demócrito de Abdera suas principais figuras sendo que a estes dois ultimos se atribui a chamada Teoria Atomistica, qye sugere o mundo ser composto de partículas elementares e vácuo, algo muito próximo ao que dois mil e quinhenosbanos depois se veio a conhecer. Na época uma hipótese, uma idéia, sem a menor possibilidade de ser provada mas que fala muito da sofisticação mental dos seus autores.

A escola eclética- de Diogenes de Apolonia e Arquelau de Atenas já são da teoria que tudo que existe é resultado da mistura da terra, fogo ar e agua em diferentes proporções. As coisas seriam movida por duas forças-  amor e discórdia-  nisso seguindo  Empédocles uma que as unia outra que as separaria en diferentes proporções. Com variantes este entendimento varou o mundo antigo até a Idade Média  e esta teoria tambem se reforçou por se harmonizar com os quatros humores ( liquidos) da teoria de Hipócrates, sobre o funcionamento do corpo humano e das causas das doencas. 

Todos estes filósofos e outros da época sao conhecidos apenas por fragmentos de seus trabalhos citados por filósofos posteriores, alguns centenas de anos depois. Embora tenham feito uma ou outra descoberta cientifica e principalmente matemática podemos classifica- los  como Hipócrates - ja mencionado no nosso artigo anterior - como estudiosos do corpo humano e da natureza,  buscando a compreensão do  funcionamento das coisas.  Todos sao do mundo real das sensações percebidas,  da concretude. E sao chamados de pré-Socráticos porque a partir do seculo V,  o foco da filosofia com os escritos de Platao sobre Sócrates, passa-se a duvidar da concretude das sensações . Sai-se do real para o imaginário, Para o abstrato. Para  uma nova ordem de pensamento -menos cientifico diríamos- e esse passa a comandar os estudos da filosofia que se desloca da natureza das coisas para ficar a natureza humana ,  a vida em sociedade, para a psicologia e para a politica na medida que os problemas do homem das cidades, ou seja o homem na sua complexidade social, prevalecem sobre o estudo das coisas e da natureza

 



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