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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

A NECESSIDADE DE MUDARMOS A MANEIRA DE VER AS COISAS

Analisando esta série de artigos sobre a evolução da ciência, é importante encara-la como uma maneira de nos prepararmos,  para aceitar e compreender o processo que o nosso mundo está passando. Os cientistas chamam isso o antropoceno. A idade onde o  homem é quem mais causa mudanças no nosso meio natural.

A melhor maneira de termos a percepção deste fato é acompanharmos a evolução da ciência. Por exemplo : uma coisa é inventar a catapulta que atira pedras a distância para matar alguns homens. Outra é um canhão, que já mata vários. Se imaginamos então uma bomba podem ser centenas. E uma bomba atômica centenas de milhares.  A ciência tem vivido o paradoxo de ser o grande meio de salvar salvar vidas - Hipócrates foi o primeiro cientista- ou ode provocar mortes. Nesta conversa que estamos conduzindo, devagar, mostrando os pontos de inflexão ou as descobertas mais importantes que foram moldando o nosso mundo, avulta a importância de ciência e ética cada vez mais se aproximarem, sob imposição mais ampla da Sociedade.

Para falar de convencimento individual, enfim terraplanistas existem, imaginemos trazer alguém de 500 anos atrás para hoje e sair mostrando o que temos. Ele certamente achará que são bruxarias. Assim também parece que teremos que simular cada passo do avanço da ciência, para que nossos contemporâneos a aceitem. A história nos mostra boas ideias e perigos , como já vimos, pois o progresso foi cercado de grande cepticismo e rejeição. Talvez estes artigos venham a ser uteis para isso.

No século XVII todavia, a simultaneidade de uma série de descobertas, da criação de instrumentos e de captura desta mentalidade pró-ciência, em livros. não só de filosofia, como também em romances, foi favorecendo a aceitação das mudanças que incessantemente eram produzidas nos vários campos científicos.

Já falamos da importância de Kepler, Galileu , Leibniz e e Newton na matematização das leis de movimento dos objetos em função de quedas ou de lançamentos. Movimentos dos corpos na terra - lei da gravidade- e dos astros. Longe havia ficado o tempo que quem. em Oxford, entrasse em contradição com  o que havia escrito Aristóteles, pagava multa. A Universidade era para passar o conhecimento antigo, não para inventar coisas novas. Newton, propagando Deus como o grande matemático, acalmou a Igreja e  nisto fez um bem incalculável à ciência. ...

O telescópio de Galileu. que tanto ajudou a ver os objetos de perto, ampliando-os, virado ao contrario transformava um monte num pequeno grão. O que era o real? passou-se a perguntar. Alan Leeuwenhoek, que inventou e fez notáveis observações no microscópio, mostrando a existência de um mundo que não era  percebido a olho nu, virou, na prática, um descobridor  de um novo universo. 

Estas observações foram logo romanceadas e traduzidas a milhares de leigos, na obra de Voltaire, Micromegas  (do grego micro - pequeno e mega - grande) que fala da visita à terra de um habitante de Sirius que media 6km  de altura. acompanhado de um de um de Saturno de apenas 2 km de altura que, mal distinguiam visivelmente os humanos. 

Um pouco depois o romance as Viagens de Gúliver de Jonathan Swift ao pais dos Liliputianos minúsculos e ao dos Broadighanianos  gigantescos tem dois efeitos. Primeiro são obras de ficção cientifica, gênero novo, gostoso de ler, que usam a imaginação, amparada por instrumentos disponíveis, para simular, situações possíveis. Segundo, ajudam a detonar a idéia que a escala humana é a única.

O que importa disso tudo agora em 2020 é que se tem consciência que um processo que  vivemos ha algumas décadas pode ser configurado como uma nova revolução, ora se acelerando com avanços na eletrônica, informática, redefinição de usos de  materiais e recursos fósseis e muitos outros sinais. Viver é renovar, mudar a cabeça e largar preconceitos. Um mundo atrasado, desigual. injusto, poluidor. contaminador do ar e das aguas, que altera condições climáticas de forma imprevisível não pode ser considerado, o desejável.
 
A  história da ciência já no século XVII nos deu a grande lição:  cabeça aberta e estudar matemática, o que hoje podemos traduzir  por estudar modelos matemáticos. Se até então a ciência foi boa para nos mostrar o desenvolvimento  potencial que tínhamos pela frente. desde então seu desenvolvimento tem nos imposto pensar na necessidade de sua aproximação com a ética, para não ultrapassarmos limites que venham a causar a ruína da nossa civilização..



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