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José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

Dia das Mães

 

José Luiz Alquéres

 

Há 4,5 bilhões de anos formou-se o nosso planeta, sob a forma de uma massa incandescente girando em torno do sol. 500 milhões de anos depois identifica-se a existência de minúsculos seres, bactérias, que vivem e se reproduzem em um ambiente anaeróbico, ou seja, sem oxigênio. Podemos marcar esta data como a do surgimento da Mãe Natureza, pois todos os seres vivos até hoje identificados descendem daqueles organismos.
Durante bilhões de anos esses seres viveram no fundo dos mares e foram progressivamente evoluindo. Quando passaram a viver mais próximos à superfície aprenderam a recorrer ao uso do sol como sua fonte de energia e à fotossíntese como maneira de capturar o carbono do ar e expelir o oxigênio.
Com a progressiva oxigenação da atmosfera, essas formas de vida se desenvolveram no mar e depois na terra firme, sob a forma de animais e de vegetais. Os animais, na sua maioria, com locomoção própria. As plantas deitando raízes e se fixando em diferentes tipos de solo.
Por milhões e milhões de anos, a Mãe Natureza diversificou a sua prole. Uma infindável quantidade de espécies foi habitando a Terra e se fixando nos diferentes ecossistemas que iam se formando no planeta. Periodicamente, por efeito de grandes cataclismas, extinções em massa ocorriam. Até que, finalmente, um último período geológico ofereceu uma certa estabilidade climática e propiciou o desenvolvimento das espécies que hoje conhecemos e ainda convivemos.
A espécie humana se configura há aproximadamente 400 mil anos, mas só nos últimos 10 mil anos, período geológico que sucede a última glaciação, e quando o homem se estabelece em pequenas aldeias em vales férteis de grandes rios, podemos dizer que o seu conhecimento e a sua vida social adquirem características mais comuns com as nossas.
Não é de se estranhar que, desde esse momento, a mulher aparece não apenas com uma posição de destaque nas sociedades primitivas, mas, em muitas delas, especialmente as agrárias, a figura feminina é associada a uma deusa da fertilidade, que assegura a sobrevivência de todos os seus filhos. Os gregos consideravam a Terra uma deusa feminina a que denominavam Gaia, reconhecendo o importante papel da mulher na origem e na preservação da vida em nosso planeta. Infelizmente, vemos hoje, 10 mil anos depois, em nome da busca incessante do conforto material, da cura de doenças e prolongamento da vida, e das guerras pelo domínio econômico ou territorial entre nações, os homens levarem a um extremo a destruição dos ambientes naturais.
Um importante alerta em relação a esta deplorável situação foi lançado em maio de 2015 pelo Papa Francisco na sua encíclica Laudato Si, onde cobra dos homens o cuidado com a Terra, a que denomina a Casa Comum de toda a humanidade, um dom que Deus aos homens concebeu. Essa preocupação com a natureza deve passar a presidir a todos os atos humanos que nela devem ver a fonte da sua qualidade de vida e sustento, acessível a todos os seres que a habitam.
O Dia das Mães, portanto, pode ser visto também como um dia a reverenciar a Mãe Natureza, que hoje já demonstra na forma de eventos extremos, mudanças climáticas e outras manifestações um grande desgaste decorrente das condições a que o nosso desenvolvimento a está expondo. É possível, perfeitamente, encontramos formas de crescer, de maneira sustentável, reduzindo aceleradamente as desigualdades sociais e preservando, para o benefício das futuras gerações, esse grande patrimônio que Deus nos legou.


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