Edição anterior (1487):
quinta-feira, 06 de dezembro de 2018
Ed. 1487:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1487): quinta-feira, 06 de dezembro de 2018

Ed.1487:

Compartilhe:

Voltar:


  LAVA JATO

Lava Jato cumpre mandado de prisão em Petrópolis

A 57ª fase da operação, batizada de "Sem Limites", investiga pagamento de propinas na Petrobras

Philippe Fernandes

Uma nova fase da Operação Lava Jato foi deflagrada nesta quarta-feira (5), com desdobramentos em Petrópolis. Batizada de "Sem Limites", a ação cumpriu mandados na cidade. Foi preso preventivamente o empresário Paulo César Pereira Berkowitz, em sua residência, na Rua Nelson de Sá Earp, no Centro. Outros dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos: um na casa de Berkowitz e outro na casa de Deni França Moura, na Mosela. Deni França Moura foi contador de uma empresa que prestava serviços na Petrobras e atualmente exercia o cargo de assessor da Controladoria-Geral do Município.

Moura foi exonerado do cargo que ocupava na Prefeitura na manhã desta quarta-feira (5). A investigação tem relação com o período de sete anos no qual ele trabalhou como contador de uma empresa que prestava serviços à Petrobras. 

A operação 

A operação investiga a ação de uma organização criminosa que teria agido no setor de trading da Petrobras - que remete aos processos de negociação do mercado, como compra e venda de ações, títulos e moedas, entre outros - e teve abrangência nacional, com o cumprimento de 37 ordens judiciais, sendo 26 mandados de busca, 11 mandados de prisão preventiva e sete intimações.

A operação investiga o pagamento de US$ 31 milhões em propinas para funcionários da Petrobras, entre 2009 e 2014, por grandes empresas do mercado de petróleo e derivados. São investigadas empresas que possuem faturamento superior ao da companhia de petróleo brasileira, como Vitol, Trafigura e Glencore. Essas três empresas teriam efetuado propinas para intermediários e funcionários da Petrobras, em montantes de R$ 5,1 milhões, R$ 6,1 milhões e R$ 4,1 milhões, relacionadas a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem. Outras companhias de trading também são investigadas por suspeita de pagamento de propinas para funcionários da Petrobras. 

As provas apontam que havia um esquema em que empresas investigadas pagavam propinas a funcionários da Petrobras para obter facilidades, conseguir preços mais vantajosos e realizar contratos com maior frequência. Esses negócios diziam respeito à compra e venda no mercado internacional de óleos combustíveis (produtos utilizados para geração de energia térmica em fornos e caldeiras), gasóleo de vácuo (produto intermediário utilizado na produção de gasolina e diesel), bunker (combustível utilizado nos motores de navio) e asfalto.

Os subornos beneficiariam funcionários da gerência executiva de Marketing e Comercialização, subordinada à diretoria de Abastecimento. As operações de trading e de locação que subsidiaram os esquemas de corrupção foram conduzidas pelo escritório da Petrobras em Houston, no estado do Texas, EUA, e pelo centro de operações no Rio de Janeiro.



Edição anterior (1487):
quinta-feira, 06 de dezembro de 2018
Ed. 1487:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1487): quinta-feira, 06 de dezembro de 2018

Ed.1487:

Compartilhe:

Voltar:

Casando com Estilo








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior